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	<title>Arquivos big bang | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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		<title>A história do Universo: para quem tem pressa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[simonycosta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2021 14:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[big bang]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tudo começou há 13,8 bilhões de anos, assim nos diz a teoria do Big Bang. O Universo e tudo que nele existe habitavam uma região minúscula, tão pequena que você sequer consegue imaginar. Logo, se tudo estava nesse lugar tão pequeno, a densidade e a temperatura eram muito altas e nada existia na sua forma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">Tudo começou há 13,8 bilhões de anos, assim nos diz a teoria do Big Bang. O Universo e tudo que nele existe habitavam uma região minúscula, tão pequena que você sequer consegue imaginar. Logo, se tudo estava nesse lugar tão pequeno, a densidade e a temperatura eram muito altas e nada existia na sua forma padrão. Havia apenas uma grande sopa de partículas elementares: os quarks e radiação.<br />
</span></span></p>
<h3 align="justify">Os primeiros minutos</h3>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">Algum mecanismo, ainda desconhecido, desencadeou a expansão do Universo.  Uma expansão rápida o suficiente para que seu tamanho aumentasse muito em frações de segundos. Como se uma bola de assopro fosse cheia com uma bomba super potente. À medida em que expandia, a matéria e radiação resfriaram o suficiente para que os quarks  pudessem formar os elétrons, prótons e nêutrons. Além disso, durante os primeiros 3 minutos de existência do Universo a temperatura havia diminuído o suficiente para formar os elementos leves como Hidrogênio, Hélio e um pouco de Lítio.  Os elementos mais pesados foram formados mais tarde, em núcleos de estrelas, no que chamamos de nucleossíntese estelar.</span></span></p>
<h3 align="justify"></h3>
<h3 align="justify">A Radiação Cósmica de Fundo</h3>
<div style="width: 418px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="" src="https://i0.wp.com/apod.nasa.gov/apod/image/1807/CMB2018_Planck_4672.jpg?resize=408%2C206&#038;ssl=1" width="408" height="206" /><p class="wp-caption-text">Radiação Cósmica de Fundo</p></div>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small"> Ora, o processo de expansão permitiu que o Universo resfriasse o suficiente para que a radiação pudesse viajar livremente sem interagir mais com os elétrons, período que chamamos de recombinação ou desacoplamento. Essa radiação chega até nós hoje na faixa de micro-ondas e recebe o nome Radiação Cósmica de Fundo (RCF). Ela foi observada, em 1965, por dois astrônomos, Arno Penzias e Robert Wilson, enquanto testavam uma antena de rádio. Eles mediram um sinal que vinha de todas as direções do céu. Após descartar a possibilidade de ser causado pela presença de sujeira das antenas ou outra contaminação, o sinal foi associado com as predições feitas pelo físico George Gamow, sobre uma radiação de origem primordial. Por essa descoberta, Penzias e Wilson ganharam o prêmio Nobel de 1978.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O primeiro telescópio</h3>
<div id="attachment_23135" style="width: 421px" class="wp-caption alignright"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/galileu_moons.gif?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-23135" class=" wp-image-23135" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/galileu_moons.gif?resize=411%2C231&#038;ssl=1" alt="" width="411" height="231" /></a><p id="caption-attachment-23135" class="wp-caption-text">Luas de Júpiter observadas por Galileu.</p></div>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small"> Nossa viagem ao longo da história do Universo pode estar ficando um pouco confusa e complexa, então vamos com calma. Como surgiu essa ideia de que o Universo começou com uma grande expansão? Lembrem-se que hoje é comum o uso de telescópios e que, por causa deles, sabemos que existem outras galáxias além da nossa. Mas nem sempre foi assim, não tínhamos esse conhecimento 3 ou 4 séculos atrás. Até chegarmos nos telescópios que utilizam o famoso Dispositivo de Carga Acoplada (câmeras CCD), passamos por instrumentos rudimentares como a luneta de Galileu, telescópios que registravam as imagens em placas de vidro, em filmes fotográficos, até os modelos mais modernos.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Universo em expansão</h3>
<div id="attachment_23134" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/hubble_vd.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-23134" class="size-medium wp-image-23134" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/hubble_vd.png?resize=300%2C197&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="197" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/hubble_vd.png?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/hubble_vd.png?resize=90%2C60&amp;ssl=1 90w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/hubble_vd.png?w=613&amp;ssl=1 613w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-23134" class="wp-caption-text">Relação velocidade-distância entre nebulosas extra galácticas.</p></div>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small"> Portanto, foi a partir do uso comum dos telescópios que pudemos observar cada vez mais longe e chegar a conclusão de que o Universo vai muito além do que achávamos. No início do século 20, o astrônomo Edwin Hubble observou diversas galáxias. As técnicas disponíveis naquela época permitiram que ele medisse a distância e a velocidade dessas galáxias. A partir disso, ele construiu uma relação mostrando que quanto mais distante uma galáxia estava, mais rápido ela se afastava de nós &#8211; o Universo estava em expansão! Assim sendo, foi intuitivo pensar que tudo deveria vir de uma origem em comum.<br />
</span></span></p>
<div id="attachment_23136" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/expanding_universe_1.gif?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-23136" class=" wp-image-23136" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/expanding_universe_1.gif?resize=286%2C209&#038;ssl=1" alt="" width="286" height="209" /></a><p id="caption-attachment-23136" class="wp-caption-text">Universo em expansão.</p></div>
<div id="attachment_23137" style="width: 298px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/expanding_universe_2.gif?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-23137" class=" wp-image-23137" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/expanding_universe_2.gif?resize=288%2C179&#038;ssl=1" alt="" width="288" height="179" /></a><p id="caption-attachment-23137" class="wp-caption-text">Voltando na seta do tempo.</p></div>
<h3 align="justify">O modelo cosmológico padrão</h3>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">Um Universo em expansão é aceitável e está em acordo com a Teoria da Relatividade Geral (TRG), proposta por Albert Einstein em 1917. O sucesso da TRG é notável desde sua primeira confirmação observacional, em 1919, durante um eclipse solar em Sobral no Ceará. E mais recentemente através da observação das ondas gravitacionais. Todavia, o que abalou a comunidade científica no final do século passado foi o fato de que observações de Supernovas do tipo Ia, RCF e catálogos de galáxias, por exemplo, indicavam que estamos em uma fase de expansão acelerada. E isso não é algo intuitivo, pois a gravidade, que tem poder atrativo, não pode fazer as coisas se afastarem. Podemos então perguntar: o que há além?<br />
</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">Na tentativa de explicar aceleração e manter a TRG válida, devemos incluir uma componente extra de energia, a energia escura (EE), que possui pressão negativa. Além disso, precisamos de uma componente adicional de matéria, a Matéria Escura (ME), para explicar as curvas de rotação de galáxias e efeitos de lentes gravitacionais. Com essas duas componentes extras c</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">ompletamos a história do Universo: para quem tem pressa, construindo o cenário do Modelo Cosmológico Padrão (MCP). Um modelo que é baseado na TRG como teoria de gravidade, possui matéria padrão (prótons, elétrons e nêutrons), radiação, matéria escura e energia escura, e que apresenta um ótimo acordo com as observações astronômicas. </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif"><span style="font-size: small">O preço a ser pago é desconhecer a origem da EE e ME. Conhecemos seus efeitos mas somos ignorantes quanto a sua composição. Desta forma, podemos dizer que existem falhas no MCP? Sim. Porém, existem diversas alternativas para explicar a aceleração cósmica sem recorrer a uma componente exótica de energia. Mas essa é uma conversa que fica para outro dia, por hoje é tudo pessoal. </span></span></p>
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