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	<title>Arquivos Crítica | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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	<title>Arquivos Crítica | Tecnoveste</title>
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		<title>Entendendo a Pornochanchada com o filme &#8220;O sexo nosso de cada dia&#8221;, lançado em 1981</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 May 2021 19:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
		<category><![CDATA[TV, Lives, Youtube e Vídeos]]></category>
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		<category><![CDATA[Prostituição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Pornochanchadas foram tendência no Cinema brasileiro durante um tempo, marcando forte passagem nas décadas de 1970 e 1980. Aqui falaremos sobre um dos títulos do gênero, &#8220;O sexo nosso de cada dia&#8220;, que traz todos os signos do formato. O conteúdo do filme Longa-metragem dirigido e escrito por Ody Fraga, que trabalhou bastante com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As Pornochanchadas foram tendência no Cinema brasileiro durante um tempo, marcando forte passagem nas décadas de 1970 e 1980. Aqui falaremos sobre um dos títulos do gênero, &#8220;<em>O sexo nosso de cada dia</em>&#8220;, que traz todos os signos do formato.</p>
<h2>O conteúdo do filme</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Longa-metragem dirigido e escrito por <a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-588016/"><em>Ody Fraga</em></a>, que trabalhou bastante com novelas e ficou mais inserido no meio das pornochanchadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz o passo-a-passo da linha de pornochanchada. Temos um roteiro raso no que diz respeito a imprimir uma história engajada, a direção de arte bem fomentada com decoração e figurinos explorados ao máximo, trilha sonora acompanhando os acontecimentos, acentuada principalmente nas cenas envolvendo teor sexual e abordagem de temas polêmicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse filme é da década de 1980 e fala da mulher na posse de seu corpo e liberdade em meio a uma sociedade machista. Três amigas são as personagens centrais e cada uma vive seus dilemas, são abordadas coisas do tipo, perder virgindade, ter medo de homens, posição de poder, prostituição e fantasias sexuais.</span></p>
<h2>A Pornochanchada</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A pornochanchada em sua maioria produzida, é voltada ao público masculino e às vezes beira a um machismo excessivo. “<em>O sexo nosso de cada dia</em>” reflete isso em toda a sua extensão, o tempo inteiro as mulheres são retratadas como objeto, apesar de haver situações onde elas estão no comando de escolher quando vão transar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tem uma personagem das três, no final do filme que é extremamente violada, ela tem medo de homens, não é adepta de sexo anal e é praticamente ignorada quanto suas vontades, o roteiro não tem pudor para a situação dela e nas cenas da suruba ela tá morrendo de prazeres, como se sua consciência não estivesse mais ali. </span></p>
<h2>Vale a pena assistir?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como citei no início da crítica, “O sexo nosso de cada dia” traz a linha completa do que uma pornochanchada deve obter. Para um longa do gênero, eu achei sincero. Não vou dizer que indico para todo mundo, por motivos óbvios, é um filme que apesar de beirar à tosquice, tem que saber digerir criticamente.  </span></p>
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		<title>Carolina Maria de Jesus, a favela é o quarto de despejo.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Loren Kirsten]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2020 11:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[atrocidade]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Maria de Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[maldade]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Quarto de despejo]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus. A fome foi a sua vida, ela não viveu, ela sobreviveu. “O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora” (JESUS, p.29). &#160; &#160; Foto de um dos diários de Carolina Maria de Jesus. &#160; &#160; &#160; &#160; Escrevendo, Carolina [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1 data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 18pt"><strong>Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus.</strong></span></h1>
<blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">A fome foi a sua vida, ela não viveu, ela sobreviveu.</span></p>
</blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt"> “O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora” (JESUS, p.29).</span></p>
<h1><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/miseria_pela_mao_img_2.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-20103 alignleft" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/miseria_pela_mao_img_2.jpg?resize=489%2C282&#038;ssl=1" alt="" width="489" height="282" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/miseria_pela_mao_img_2.jpg?resize=300%2C173&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/miseria_pela_mao_img_2.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w" sizes="(max-width: 489px) 100vw, 489px" /></a></h1>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 14pt">Foto de um dos diários de Carolina Maria de Jesus.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p data-speechify-sentence="">
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Escrevendo, Carolina não só relatou o estado degradante em que vivia e as atrocidades que sofria, mas fez do seu relato de vida uma obra prima, misturando crítica política e social com poesia, através disso, fez um importante registro histórico, eternizando o sofrimento de todos os favelados e de um povo renegado e maltratado. Carolina demonstrava, em muitos aspectos, ser uma pessoa culta e amante do conhecimento, o livro conta com citações inusitadas e um considerável repertório sociocultural, para alguém semianalfabeta e tendo estudado somente até o 2º ano do fundamental.</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Outro ponto importante acerca de sua pessoa foi que Maria não se deixou corromper pelas maldades e instintos de sobrevivência animalescos das pessoas ao seu redor. Ameaçada constantemente de morte, sua rotina na favela era composta por brigas deploráveis, pessoas tacando esterco em seus filhos, suicídio, assédio, pornografia, roubos e furtos, que “eram?” comuns no ambiente da favela retratado.</span></p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-20085 alignleft" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=379%2C273&#038;ssl=1" alt="" width="379" height="273" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=300%2C216&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=373%2C270&amp;ssl=1 373w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=567%2C410&amp;ssl=1 567w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=475%2C342&amp;ssl=1 475w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?w=679&amp;ssl=1 679w" sizes="(max-width: 379px) 100vw, 379px" /></a></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Não obstante, em meio a tanto ódio, ela ainda tinha amor pela vida e pela natureza.</span></p>
<blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt"> “&#8230;Dizem os velhos que no fim do mundo a vida ia ficar insipida. Creio que é história, porque a natureza ainda continua nos dando de tudo. Temos as estrelas que brilham. Temos o sol que nos aquece. As chuvas que cai do alto para nos dar o pão de cada dia” (JESUS, p.144) .</span></p>
</blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Sua força física, psicológica e emocional, é inspiração, é lição.</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Enfim, fica o questionamento, como podemos julgar os atos daquelas pessoas, se elas não vivem, mas sobrevivem, são animais selvagens tentando sobreviver. Como exigir racionalidade, controle próprio de alguém que mal possui glicose no sangue, é desumano, a fome é desumana. Por isso, o dia-dia na favela, segundo Carolina era permeado pela discórdia, raiva, incestuosidade, perversão e nojeira.</span></p>
<h2 data-speechify-sentence=""><strong><span style="font-size: 18pt">Um pouco de contextualização, um pouco de crítica:</span></strong></h2>
<p data-speechify-sentence=""><a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2824329/mod_resource/content/1/GIANBIAGI%20ECONOMIA%20BRASILEIRA%20CONTEMPOR%C3%82NEA%2C%202A%20ED_.pdf">https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2824329/mod_resource/content/1/GIANBIAGI%20ECONOMIA%20BRASILEIRA%20CONTEMPOR%C3%82NEA%2C%202A%20ED_.pdf</a></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">O diário se passa no período de 1955 a 1960, época em que o pós-guerra ainda tinha forte influencia na economia brasileira. O governo era de Juscelino Kubitschek, vindo de partido com correntes getulistas, o foco só podia ser na industrialização e modernização, desencadeado a partir do “plano de metas”. De qualquer forma, os “Anos de ouro” foram pra quem? JK foi foco de ironização por Maria:</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">“Você já viu um cão quando quer segurar a cauda com a boca e fica rodando sem pega-la? É igual o governo do Juscelino” (JESUS, P.134) .</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">“Eu não gosto do Kubstchek. O homem que tem um nome esquisito que o povo sabe falar, mas não sabe escrever” (JESUS, p.70).</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Essa história de ascenção do país, a partir da industrialização é clichê quando se trata dos mais pobres, pois a economia é sempre priorizada. Entretanto, os desprovidos de recursos são deixados de lado, por mais que sejam a base do ciclo geral da economia. Prova desse descaso, que não é citado no livro, é a desocupação da favela Canindé, na qual Maria morava:</span></p>
<blockquote data-read-aloud-multi-block="true">
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Após uma enchente muitos moradores tiveram seus barracos e pertences destruídos e foram obrigados a se</span> <span style="font-size: 14pt">mudar. A Divisão de Serviço Social do Município junto ao Movimento Universitário de Desfavelamento, promoveu a execução de um plano para a remoção total da favela, contudo, a prefeitura não deu nenhum apoio ao programa além do financiamento e dos poucos técnicos disponibilizados, 4 assistentes sociais, 2 advogados e 3 engenheiros (SILVA, 2009).</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><a href="http://www.favelasaopaulomedellin.fau.usp.br/wp-content/uploads/2015/11/SATO_IniciacaoCientifica.pdf">http://www.favelasaopaulomedellin.fau.usp.br/wp-content/uploads/2015/11/SATO_IniciacaoCientifica.pdf</a></p>
</blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Em conclusão, se isso parece suficiente para resolução do problema, se coloque no lugar dessas famílias, elas eram removidas para áreas periféricas, muito distantes de onde moravam e até mesmo para outros municípios. No fim das contas, o tratamento era feito de forma assistencialista, sem nenhum acompanhamento constante, ajudavam só naquele momento emergencial, ao invés de combater as causas que permeavam seu estado de pobreza. Sendo que, muitas vezes, essa transferência resultavam no surgimento de novas favelas.</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Nesse viés, surge outra reflexão com base no livro “Quarto de Despejo”, quem é melhor para opinar sobre a sociedade e a política se não quem sofre toda a negligência e descaso do governo, quem está na primeira estratificação da pirâmide social e que é pisado pelos maiores. Carolina mostra tudo isso, expondo, por exemplo, a inflação, lutando diariamente com o preço dos produtos alimentícios mais básicos:</span></p>
<blockquote data-read-aloud-multi-block="true">
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt"> “&#8230;Os preços aumentam igual as ondas do mar. Cada qual mais forte. Quem luta com as ondas? Só os tubarões. Mas o tubarão mais feroz é o racional. É o terrestre. É o atacadista.” (JESUS, p.60).</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">“&#8230;Os atacadistas de são Paulo estão se divertindo com o povo igual os Cesar quando torturava cristãos. Só que o Cesar da atualidade supera o Cesar do passado. Os outros era perseguido pela fé. E nós, pela fome!&#8230;” (JESUS, p.146).</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">“Politico quando candidato </span><span style="font-size: 14pt">Promete que dá aumento </span><span style="font-size: 14pt">E o povo vê que de fato </span><span style="font-size: 14pt">Aumenta o seu sofrimento!” </span><span style="font-size: 14pt">(JESUS, p.135)</span></p>
</blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt"> Por esse e outros vários motivos, conclui-se a tamanha importância e necessidade de ler este livro, para sair da caixinha, da bolha, para expandir o campo opinativo, para conhecer outras realidades, realidades que nunca deixarão de existir. Deveria ser obrigatório ouvir os marginalizados, ouvir a classe trabalhadora e predominante. Deveria ser obrigatório pensar mais nos outros, se importar mais com os outros, ter mais empatia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>[Sessão Crítica] Que bom te ver viva (1989) &#8211; Dir. Lúcia Murat</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2020 19:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[TV, Lives, Youtube e Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[1989]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>  É um documentário dirigido, roteirizado e produzido pela cineasta Lúcia Murat. O tema central é com foco em escutar os relatos de mulheres que passaram por diversas situações entre as décadas de 1960 e 1980. A ideia   O objetivo deste documentário fica claro quando se estuda a vivência da realizadora do projeto. Lúcia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">  É um documentário dirigido, roteirizado e produzido pela cineasta Lúcia Murat. O tema central é com foco em escutar os relatos de mulheres que passaram por diversas situações entre as décadas de 1960 e 1980.</span></p>
<h2>A ideia</h2>
<p><span style="font-weight: 400">  O objetivo deste documentário fica claro quando se estuda a vivência da realizadora do projeto. Lúcia foi integrante da Luta Armada contra a Ditadura Militar no Brasil, assim como as entrevistadas, passou por tortura quando presa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  A montagem é bem feita, encaixando a trilha sonora com as imagens e o roteiro escrito de forma interessante. A performance de Irene Ravache está condizente e chama o espectador preparando-o para o assunto seguinte, atuação respeitosa fornecendo críticas sobre o olhar de quem não viveu a parte pesada da Ditadura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  A verdade é que é complicado falar sobre esse documentário, porque ele é para um público específico, apesar de haver uma tentativa de criar uma empatia com o espectador masculino, trazendo até presenças durante a execução, é muito mais sobre o sentimento feminino para mulheres. Não vejo como ponto negativo, muito pelo contrário, um grupo tem que ter meios para conversar com caráter exclusivo, é uma forma válida no que diz respeito à fortalecer classe e gênero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Pode parecer arrogância minha, mas poucos momentos me tocaram, senti mais próximo do monólogo do que os depoimentos em si, a parte teatral chuta a quarta parede e me puxa, o restante é um conjunto de depoimentos que talvez eu tenha estudado em livros de história, documentários e outros.</span></p>
<h2>Os temas fortes</h2>
<p><span style="font-weight: 400">  A Ditadura foi um período forte em vários aspectos e a questão das torturas chegou a diversos grupos. É sempre angustiante escutar falar sobre, respeito a pessoa que faz esforço em relembrar o que aconteceu. Estamos vivendo um momento político onde eu não sei o que vamos enfrentar, alguns ministérios já tem indicações militares, torço para que não haja nenhum retrocesso quanto a nossa liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Esse filme é de 1989, vai fazer 30 anos, não é distante do tempo em que vivemos, ele propõe reflexões satisfatórias que infelizmente somos obrigados a discuti-las década após década, porque o ser humano tem um poder de boicotar a própria espécie, é um fato que me entristece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  “Que bom te ver viva” é reflexivo, apresenta boa orientação por parte da Lúcia Murat, mas não é um documentário que eu indique para todos, ele tem uma linguagem mais familiarizada ao público feminino. Gostei dos aspectos técnicos. O título é muito interessante e pode trazer uma gama de significados. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em>Por</em></p>
<p style="text-align: right"><em>Juliano Ferreira</em></p>
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		<title>[Sessão Crítica] O Bandido da Luz Vermelha (1968) &#8211; Dir. Rogério Sganzerla</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2020 19:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<category><![CDATA[1968]]></category>
		<category><![CDATA[Bandido]]></category>
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		<category><![CDATA[Longa-metragem]]></category>
		<category><![CDATA[O bandido da luz vermelha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O bandido    Esse é um longa que tem a direção e roteiro feitos pelo Rogério Sganzerla, que na época do lançamento, tinha apenas 22 anos. Ele conseguiu viver do cinema ao longo da vida, mas seus outros títulos não tiveram tanta notoriedade quanto a do filme que irei escrever sobre.    Abusando e externando [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-weight: 400">O bandido</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">   Esse é um longa que tem a direção e roteiro feitos pelo Rogério Sganzerla, que na época do lançamento, tinha apenas 22 anos. Ele conseguiu viver do cinema ao longo da vida, mas seus outros títulos não tiveram tanta notoriedade quanto a do filme que irei escrever sobre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">   Abusando e externando da cultura pop em tela, “O bandido da luz vermelha” é um filme de ficção baseado nos crimes cometidos pelo personagem-título. A trama em sua totalidade apresenta características que até então não percebi nos outros filmes nacionais da época, que assisti. Os enquadramentos e movimentos da câmera, apesar de não serem originais na composição, são bem colocados e dinamizam o fato em foco, recurso explorado a fundo no cinema Hollywoodiano, peguei essa referência logo de início com a perseguição de automóveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">   O protagonista “rouba” a cena com a atuação intensa de Paulo Villaça, você sente o peso dramático a ser transmitido e as cenas que envolvem a quebra da quarta parede são sensacionais. Os demais componentes do elenco cumprem seu papel de forma importante. A trilha sonora é repleta de canções que provavelmente o público da época estava familiarizado, pude reconhecer algumas e isso fez com que eu me aproximasse mais da proposta da obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">   O roteiro mescla elementos quanto à narrativa, segue a clássica, mas traz o rompimento da quarta parede, há sempre uma narração, seja de jornalista, seja do protagonista, tem o arco do herói, seus conflitos pessoais e profissionais são apresentados sem dificuldade de interpretação. Gostaria de parabenizar também a montagem com cortes milimétricos e encaixes estudados com otimismo.</span></p>
<h2></h2>
<h2><span style="font-weight: 400">O legado </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">    O filme realiza críticas fortes ao contexto da época, estamos falando de algo lançado em 1968, a ditadura estava ocorrendo desde 1964, temas como sexualismo, terrorismo, comunismo, guerras, pobreza, corrupção e movimento intelectual são discutidos e ao assisti-lo, a impressão é que enquanto leio uma crônica de jornal, estou escutando uma rádio-notícia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">   “O bandido da luz vermelha” pode ser chamado de clássico nacional, devido ao processo em geral, não tive dificuldade em perceber os signos apontados. É um longa que tem linguagem forte voltada para uma esfera política e social de 1968, pode ser usado até por historiadores. Não fica devendo em nada do que propõe e prendeu a minha atenção.    </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em>Por</em></p>
<p style="text-align: right"><em>Juliano Ferreira</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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