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	<title>Arquivos Doenças tropicais | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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	<title>Arquivos Doenças tropicais | Tecnoveste</title>
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		<title>Ciência brasileira desenvolve biossensores para testes rápidos de doenças como dengue, hanseníase, leishmaniose, paracoccidioidomicose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Spencer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 10:10:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer iniciou o desenvolvimento de dois testes rápidos e portáteis para o diagnóstico de seis doenças tropicais negligenciadas (DTNs). O primeiro teste irá possibilitar a detecção simultânea das arboviroses Dengue, Chikungunya e Zika vírus; e o segundo visa a detecção simultânea da hanseníase multibacilar, leishmaniose tegumentar e paracoccidioidomicose (PCM). Para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.gov.br/cti/pt-br">Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer</a> iniciou o desenvolvimento de dois testes rápidos e portáteis para o diagnóstico de seis doenças tropicais negligenciadas (DTNs). O primeiro teste irá possibilitar a detecção simultânea das arboviroses Dengue, Chikungunya e Zika vírus; e o segundo visa a detecção simultânea da hanseníase multibacilar, leishmaniose tegumentar e paracoccidioidomicose (PCM).</p>
<p>Para isso, um grupo de pesquisadoras do CTI estão desenvolvendo um novo conceito de testes eletroquímicos multiplex e portáteis, baseados em nanoestruturas de ZnO (óxido de zinco). Tais nanoestruturas, em conjunto com o material biológico, são responsáveis por auxiliar na detecção das proteínas estruturais dos causadores da doença e, por isso, vão possibilitar o desenvolvimento de testes que ofereçam o diagnóstico simultâneo das doenças de forma precisa, sem reação cruzada, a partir do surgimento dos primeiros sintomas das doenças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Testes simultâneos</b></h2>
<p>Os dois testes que estão sendo desenvolvidos pelo CTI são compostos por uma base sensora eletroquímica preparada em uma placa de circuito impresso, que contêm três eletrodos de trabalho multiplexados totalmente integrados com um único eletrodo de referência e um contraeletrodo. Cada eletrodo, por meio de sua base sensora eletroquímica, será responsável por detectar o biomarcador (no caso, proteínas) de uma das doenças, permitindo assim que um único ensaio teste três enfermidades simultaneamente.</p>
<p>A detecção da doença é feita por meio de um ponteciostato que, acoplado a um celular ou computador, mede a corrente eletroquímica resultante da interação entre os biomarcadores e os sensores dos eletrodos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O que são doenças tropicais negligenciadas?</b></h2>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) são enfermidades infecciosas, que afetam principalmente as populações mais pobres e com acesso limitado aos serviços de saúde, de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário.</p>
<p>No Brasil, a leishmaniose, tuberculose, doença de Chagas, malária, esquistossomose, hepatites, filariose linfática, dengue e <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-01/pandemia-de-covid-19-faz-notificacoes-de-hanseniase-cairem-57-em-2021" target="_blank" rel="noopener">hanseníase</a> estão entre as principais doenças negligenciadas. Elas ocorrem em quase todo o território do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Paracocidioiomicose (PCM)</b></h2>
<p>A paracoccidioidomicose (PCM), apesar de não ser considerada uma DTN, é a mais importante micose sistêmica existente na América Latina. A doença representa uma das dez principais causas de morte por doenças infecciosas e parasitárias, crônicas e recorrentes no país, segundo dados do Ministério da Saúde.</p>
<p>A PCM é causada por fungos termodimórficos que ficam dispersos no meio ambiente. A exposição a este fungo está relacionada com o manejo do solo contaminado em atividades agrícolas, terraplenagem, preparo de solo, práticas de jardinagem, transporte de produtos vegetais, entre outras.</p>
<p>A doença pode acometer pessoas de todas as faixas etárias, com evolução aguda-subaguda ou crônica, com manifestações clínicas desde benignas até graves com risco de morte.</p>
<p>Até o momento, não existe medida de controle disponível para a doença. Deve-se tratar os enfermos precoce e corretamente, visando impedir a evolução da doença e suas complicações.</p>
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		<title>Mulher, cientista e disseminadora do seu conhecimento &#8211; A Pesquisadora Laudicéia Alves de Oliveira acredita que divulgação científica é essencial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Gomes de Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 11:49:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-23618 aligncenter" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg?resize=300%2C225&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="225" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg?resize=45%2C35&amp;ssl=1 45w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>Esse mês, vamos conhecer o trabalho da Pesquisadora Laudicéia Alves de Oliveira.</p>
<p>Laudicéia Alves de Oliveira é doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais, com ênfase em Bioquímica de macromoléculas, pela da Faculdade de Medicina de Botucatu &#8211; FMB &#8211; UNESP. Desenvolve projeto de pesquisa em prospecção de biomoléculas de toxinas de serpentes no Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos &#8211; CEVAP &#8211; UNESP. Possui experiência em química de proteínas, análises cromatográficas, análise protêomica e espectrometria de massas. Atualmente atua como pesquisadora principal a frente de um PIPE-FAPESP, na área de desenvolvimento de kits diagnósticos rápidos na área de acidentes por animais peçonhentos.</p>
<p>Veja como foi nosso bate-papo:</p>
<h3>Primeira Pergunta &#8211; Quem é você?</h3>
<p><strong>Resposta da Laudicéia &#8211;</strong> “Sou biomédica e aluna do Programa de Pós-graduação em Doenças Tropicais. Possuo interesse em toxinologia e desenvolvo projeto de doutorado em prospecção de efeitos biológicos de peptídeo do veneno de cascavel pela Faculdade de Medicina de Botucatu em parceria com o Instituto Butantan, Fiocruz e Universidad Nacional del Nordeste – Argentina”.</p>
<h3>Segunda Pergunta &#8211; O que te fez escolher ser cientista e, especificamente, a sua área de estudo?</h3>
<p><strong>Resposta da Laudicéia &#8211;</strong> “Sempre fui uma criança questionadora. Ao descobrir que a ciência é de onde vem todas as respostas para as perguntas da humanidade me tornei fascinada pela pesquisa e principalmente por pesquisadores que fizeram a diferença na vida das pessoas através de descobertas em doenças negligenciadas, como por exemplo Oswaldo Cruz, Vital Brazil, que me influenciaram a dedicar minha vida acadêmica a prospectar melhorias para as doenças que afetam os menos favorecidos”.</p>
<h3>Terceira Pergunta &#8211; Como você vê a ciência no Brasil?</h3>
<p><strong>Resposta da Laudicéia &#8211;</strong> “O Brasil possui excelentes cientistas, porém infelizmente não há investimentos suficientes para que as pesquisas sejam feitas e mais pessoas se tornem cientistas, isso é o único problema, pois cada dia mais as pessoas têm se interessado por ciência”.</p>
<h3>Quarta Pergunta &#8211; Na sua visão, qual o papel dos cientistas na sociedade?</h3>
<p><strong>Resposta da Laudicéia &#8211;</strong> “Acredito que o papel do cientista vai além de fazer pesquisa. O cientista também tem a missão de formar pessoas, popularizar a ciência e disseminar conhecimento, principalmente em tempos de fake news.</p>
<p><strong>Quinta Pergunta &#8211; Quais conselhos você pode dar para quem deseja entrar na sua área do conhecimento?  </strong></p>
<p><strong>Resposta da Laudicéia &#8211;</strong> “É importante estudar muito sobre os temas de interesse para entender o caminho a ser trilhado, visto que Doenças Tropicais abrange uma gama gigantesca de linhas de pesquisa. Estágios são importantes, assim como participar de reuniões científicas e congressos”.</p>
<h3>Sexta Pergunta &#8211; Existem muitas pesquisadoras que já sofreram preconceito na academia por serem mulheres. Isso já aconteceu com você?</h3>
<p><strong>Resposta da Laudicéia –</strong> “Esse tipo de situação nunca aconteceu comigo diretamente, mas sabemos que apesar de haver um grande número de pesquisadoras o número de mulheres liderando altos cargos na academia ou sendo premiadas ainda são inferiores ao de pesquisadores. Ainda há um longo caminho para galgarmos, mas acredito que o futuro será igualitário, já que somos cientistas excelentes”.</p>
<h3>Sétima Pergunta &#8211; Você considera a divulgação científica um ponto chave da pesquisa ?</h3>
<p><strong>Resposta da Laudicéia &#8211;</strong> “A divulgação científica é essencial. Transformar o conhecimento em algo dinâmico e acessível é a forma mais genuína de devolver a população todo o investimento que foi feito em nossa formação, além de ser uma maneira de deixar a ciência menos elitizada”.</p>
<p>Gostou do nosso bate-papo!</p>
<p data-speechify-sentence="">Quer conhecer mais sobre o trabalho da Pesquisadora Laudicéia Alves de Oliveira: <a href="http://lattes.cnpq.br/6840943870049958">http://lattes.cnpq.br/6840943870049958</a></p>
<p data-speechify-sentence="">Se você faz pesquisa no Brasil e quer participar dessa coluna, escreva para: <strong>entrevistas@tecnoveste.com.br</strong></p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/quem_faz_ciencia_no_brasil/">Mulher, cientista e disseminadora do seu conhecimento &#8211; A Pesquisadora Laudicéia Alves de Oliveira acredita que divulgação científica é essencial</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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