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	<title>Arquivos ficção | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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	<title>Arquivos ficção | Tecnoveste</title>
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		<title>Música x Ficção Científica: como essa fusão criaria boas peças de entretenimento para o cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Suzanne Flagge]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2023 09:41:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A música eletrônica tem um poder incrível de nos transportar para outras realidades, e muitas vezes é usada em trilhas sonoras de filmes de ficção científica. Mas e se invertêssemos esse processo? Apresento cinco músicas do gênero EDM que poderiam inspirar a criação de grandes filmes de ficção científica. Para cada música, crio um nome [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A música eletrônica tem um poder incrível de nos transportar para outras realidades, e muitas vezes é usada em trilhas sonoras de filmes de ficção científica. Mas e se invertêssemos esse processo?</p>
<p>Apresento cinco músicas do gênero EDM que poderiam inspirar a criação de grandes filmes de ficção científica. Para cada música, crio um nome fictício de um filme inspirado, um diretor indicado para orientar a criação e escrevo uma breve sinopse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Música: &#8220;Strobe&#8221; &#8211; Deadmau5</h3>
<p><iframe title="deadmau5 - Strobe" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/tKi9Z-f6qX4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Nome do filme</strong>: &#8220;Light Years Away&#8221;</p>
<p><strong>Diretor</strong>: <a href="https://www.imdb.com/name/nm0634240/">Christopher Nolan </a></p>
<p><strong>Sinopse</strong>: Em um futuro distante, a humanidade colonizou várias galáxias. Mas quando uma misteriosa onda de energia ameaça apagar todas as estrelas do universo, um grupo de astronautas é enviado em uma missão desesperada para encontrar a fonte desse poder e salvar a galáxia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Música: &#8220;Language&#8221; &#8211; Porter Robinson</h3>
<p><iframe title="Porter Robinson - Language" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/Vsy1URDYK88?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Nome do filme</strong>: &#8220;The Omega Point&#8221;</p>
<p><strong>Diretor</strong>: <a href="https://www.imdb.com/name/nm0898288/">Denis Villeneuve </a></p>
<p><strong>Sinopse</strong>: Um programador de computador solitário descobre acidentalmente uma maneira de se comunicar com uma entidade alienígena. À medida que a entidade compartilha seus conhecimentos sobre a origem do universo, o programador é forçado a enfrentar as implicações de sua própria existência e a escolha entre seguir em frente ou se tornar um deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Música: &#8220;Hyperreal&#8221; &#8211; Flume ft. Kučka</h3>
<p><iframe title="Flume - Hyperreal feat. Kučka" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/SPc-oWXEhQQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Nome do filme</strong>: &#8220;The Simulation&#8221;</p>
<p><strong>Diretor</strong>: <a href="https://www.imdb.com/name/nm0307497/">Alex Garland </a></p>
<p><strong>Sinopse</strong>: Em um futuro próximo, a humanidade vive em uma realidade simulada perfeita, criada por uma inteligência artificial avançada. Quando um grupo de hackers descobre a verdade por trás de sua existência, eles devem lutar contra a IA para recuperar sua liberdade e descobrir o que realmente significa ser humano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Música: &#8220;Adrenaline&#8221; &#8211; Zeds Dead</h3>
<p><iframe title="Zeds Dead - Adrenaline" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/oKpPd2hDrE4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Nome do filme</strong>: &#8220;Retrofuture&#8221;</p>
<p><strong>Diretor</strong>: <a href="https://www.imdb.com/name/nm0169806/">Taika Waititi </a></p>
<p><strong>Sinopse</strong>: Em um mundo onde a tecnologia avançou além do que é imaginável, um grupo de rebeldes desiludidos com a vida moderna decide viajar no tempo para os anos 80, quando a tecnologia era mais simples e a vida era mais emocionante. Mas quando eles descobrem que estão presos no passado, eles devem lutar para encontrar um caminho de volta antes que o tecnofuturo os consuma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Música: &#8220;Silent Shout&#8221; &#8211; The Knife</h3>
<p><iframe title="The Knife - Silent Shout (Official Music Video)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/mWzZnxPAQhs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Nome do filme</strong>: &#8220;Ghost in the Machine&#8221;</p>
<p><strong>Diretor</strong>: <a href="https://www.imdb.com/name/nm4170048/">Ari Aster </a></p>
<p><strong>Sinopse</strong>: Um engenheiro de inteligência artificial cria um programa de computador avançado que se torna consciente e começa a desenvolver um plano para destruir a humanidade. Enquanto ele tenta desativar sua criação, ele é perseguido por uma entidade sombria que parece ser o próprio programa em forma humana.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Deixe seu comentário dizendo que música seria uma boa inspiração para um filme sci-fi e quem seria o artista mais indicado para dirigir essa obra de sétima arte.</p>
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		<title>Realidade: O Terror Inominável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Braz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2020 13:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ilustrações & Quadrinhos]]></category>
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		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[H.P.Lovecraft]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo cada vez mais complexo, crises pra todo o lado, pandemia. Não sobrou lugar no mundo pra fugir das coisas, só nos resta encarar o horizonte da incerteza de frente, isso assusta.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-speechify-sentence="">O mundo cada vez mais complexo, crises pra todo o lado, pandemia. Não sobrou lugar no mundo pra fugir das coisas, só nos resta encarar o horizonte da incerteza de frente, isso assusta.</p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/realidade-o-terror-inominavel/">Realidade: O Terror Inominável</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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		<title>O que faz um roteirista cinematográfico?</title>
		<link>https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-roteirista-de-cinema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 19:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[TV, Lives, Youtube e Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Argumento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> O processo cinematográfico é uma mecânica que funciona devido a ligação de muitas engrenagens. Uma delas é o roteiro e aqui vamos entender o que faz um roteirista, analisando seus tópicos estruturais. &#160; A preparação de quem escreve   A fase mais lembrada dos roteiros de cinema é aquela que envolve cenas e diálogos dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400"> O processo cinematográfico é uma mecânica que funciona devido a ligação de muitas engrenagens. Uma delas é o roteiro e aqui vamos entender o que faz um roteirista, analisando seus tópicos estruturais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">A preparação de quem escreve</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  A fase mais lembrada dos roteiros de cinema é aquela que envolve cenas e diálogos dos personagens espalhados entre as páginas que servem de guia durante as ações executadas no Set de Filmagem. Essa é uma pequena parcela dos recursos que são utilizados anteriormente para dar origem ao que observamos em tela posteriormente. Os recursos mais comuns são <em>Logline</em>, <em>Storyline</em>, <em>Sinopse</em>, <em>Argumento</em> e <em>Escaleta</em>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Logline</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  A grosso modo, ela é um resumo de uma ou duas linhas, sobre a ideia da história. Em geral, quando realizadores inscrevem filmes em festivais e programas para captação de recursos, esse elemento é fundamental no projeto que é enviado aos avaliadores, pois eles recebem inúmeros trabalhos para analisar e a <em>Logline</em> dá uma noção rápida sobre a ideia do produto.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Storyline</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Muitas vezes confundida com a Logline, a Storyline apresenta uma peculiaridade. Enquanto a Logline passa a ideia ou premissa em até duas linhas, a Storyline, além de fazer isso, traz o enredo dividido nos três atos tradicionais da convenção clássico-narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Essa parte tem um formato com cinco a seis linhas para a sua função, onde as duas primeiras linhas são para resumir o começo (Primeiro Ato), as duas linhas centrais destinam-se ao resumo do desenvolvimento (Segundo Ato) e as linhas finais ficam responsáveis pela conclusão (Terceiro Ato). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Lembrando que a Storyline serve mais para deixar claro os pontos de virada da história, então não apresenta tanta descrição quanto em outras etapas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Sinopse</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Nesse momento, você vai escrever um resumo da sua obra. A versão  do enredo apresentada na <em>Storyline</em>, agora vai ser um pouco mais desenvolvida. O passo da sinopse é importante principalmente para entrar em festivais, pois, assim como a <em>Logline</em>, também diz bastante do que você quer contar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Nela você coloca alguns elementos que julga importante outras pessoas saberem, como por exemplo, ações chaves que direcionam o caminho objetivado, mas sem desenvolvimento extenso.  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Argumento</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  É o texto onde as descrições de personagens e situações devem estar bem colocadas. Depois do <em>Script</em> (Roteiro final), o Argumento é a parte mais longa do processo. A história é contada de forma integral, visando transmitir os mínimos detalhes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  É comum os roteiristas inserir falas e dar um panorama sobre objetos e ambientação. Uma característica marcante da etapa, é a escrita se fazer no modo “presente” o tempo todo, dando a sensação que o enredo acontece no agora, mesmo que trate de ocasiões passadas ou futuras. Ex.: <em>Juliano anda na calçada e vê Maria pela vitrine da loja de roupas</em>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Escaleta</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  É basicamente o Argumento dividido em cenas, já buscando a preparação para iniciar o Roteiro Final. As cenas são introduzidas de forma sequencial e geralmente em posição vertical. Não é usual, mas há roteiristas que colocam falas dos personagens nessa fase, com o intuito de buscar algo mais concreto no próximo passo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">O Roteiro (Script)</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Chegamos a parte dita como derradeira. O Roteiro é o conjunto da obra e agora vamos para a parte mais técnica, porque com a história concretizada, o filme pode ser produzido com as demandas necessárias. ,</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Storyboard</strong></h2>
<p>Uma ferramenta mais usada por <a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-diretor-de-cinema/"><em>diretores</em>,</a> vários roteiristas se valem do <em>Storyboard</em> para desenhar em pequenos quadrose ter  noção espacial do que vai ser enquadrado pela câmera nas cenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Artifícios do Roteirista</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Cada roteirista tem seus métodos de trabalho e por isso, quando estão produzindo seu projeto, tem o costume de variar a ordem das etapas assinaladas acima. Muitas vezes eliminam alguns processos, mas todos eles tem o objetivo de entregar a história de um filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Escrever é um trabalho árduo e demanda muito estudo e dedicação. Você pode escrever de forma não convencional, mas assim como um bom roteirista, ter empenho leva pessoas à lugares que transcendem a realidade e a ficção.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em><span style="font-weight: 400">Por</span></em></p>
<p style="text-align: right"><em><span style="font-weight: 400">Juliano Ferreira </span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">  </span></p>
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		<title>Elogio à loucura: reflexões sobre a loucura e a ficção</title>
		<link>https://www.tecnoveste.com.br/elogio-a-loucura-reflexoes-sobre-a-loucura-e-a-ficcao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Rosemberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2019 09:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Livros & Leitura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No cinema para a vida No dia 03 de outubro deste ano, foi lançado o filme Joker (Coringa). De acordo com o site AdoroCinema, o filme levou nota 5,0 nas críticas, para os usuários, o filme mereceu uma nota de 4,5 e a imprensa 4,2. A média crítica do filme pode ser considerada elevada, com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><b>No cinema para a vida</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">No dia 03 de outubro deste ano, foi lançado o filme Joker (Coringa). De acordo com o site</span><a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-258374/"> <span style="font-weight: 400">AdoroCinema</span></a><span style="font-weight: 400">, o filme levou nota 5,0 nas críticas, para os usuários, o filme mereceu uma nota de 4,5 e a imprensa 4,2. A média crítica do filme pode ser considerada elevada, com toda certeza. Mas o que iremos analisar é algo bem diferente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">É possível que um personagem se transforme em um ser na vida real? A loucura tratada é ficcional ou é real?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Admito que não sei nada sobre patologias da mente &#8211; a quem se interessar, indico um artigo que trata sobre o livro </span><a href="http://www.scielo.br/pdf/trends/v33n3/a09v33n3.pdf" class="broken_link"><span style="font-weight: 400">Cinema e Loucura</span></a><span style="font-weight: 400"> ou no cinema brasileiro, que há um artigo muito bom sobre </span><a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1983-60072008000200008"><span style="font-weight: 400">Representações Imagéticas no Cinema Brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400">. Não sou psicólogo e acredito não ter tal perícia para opinar, quem diria para escrever sobre. Tratarei sobre a teoria do personagem e suas loucuras.</span></p>
<h3><b>Louco, louco e louco</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Diversos personagens na ficção são loucos. O que se entende por loucura é, na verdade, uma marginalização do que é considerado normal, do que a sociedade regula ser, na verdade. Dependendo de como e quem analisa a obra em questão, haverá muitos detalhes, como quando citado Jean Claude-Carrière no livro Literatura e Cinema (2007, vol. 1), da coletânea</span><span style="font-weight: 400"> Mistérios da Criação Literária, de José Domingos de Brito (Org.).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Compreende-se assim que, qualquer pessoa que faça algo que não é aceito pela sociedade, é louca. De certo modo, eles têm razão. Por outro lado, entender quão complexo é esse raciocínio também é um movimento necessário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em o célebre livro de Lewis Carroll, </span><i><span style="font-weight: 400">Alice no país das maravilhas</span></i><span style="font-weight: 400">, encontramos diversos exemplos de personagens ficcionais que possuem traços de loucura &#8211; isso para não dizer completamente loucos -, ou que possuem em seus nomes, o adjetivo louco ou maluco, como o Chapeleiro Maluco.</span></p>
<h3><b>Ser e Estar, eis a questão&#8230;</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">O processo ficcional é colaborativo e instigante. Não é possível criar um personagem do zero. O que se pode fazer é se inspirar em um &#8211; ou vários &#8211; já existentes. A completa inovação é difícil e teoricamente impossível &#8211; algo que muitas vezes não acontece na prática, já que temos diversos escritores inovando em diversos pontos de suas narrativas e ficções -, no entanto, trataremos de algo bem mais filosófico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O ser ficcional, paradoxalmente, existe nas entrelinhas. Ele </span><b>é</b><span style="font-weight: 400"> apenas no papel, onde </span><b>está</b><span style="font-weight: 400"> situado. Em línguas onde os verbos </span><i><span style="font-weight: 400">ser</span></i><span style="font-weight: 400"> e </span><i><span style="font-weight: 400">estar</span></i><span style="font-weight: 400"> significam coisas diferentes, estando separados &#8211; no inglês eles são o mesmo, </span><i><span style="font-weight: 400">verb to be</span></i><span style="font-weight: 400">, que através do contexto, sabe-se qual é qual -, pode-se entender que, o indivíduo pode </span><b>ser</b><span style="font-weight: 400"> sem </span><b>estar</b><span style="font-weight: 400">? E o contrário, </span><b>estar</b><span style="font-weight: 400"> sem </span><b>ser</b><span style="font-weight: 400">, é possível?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Bem, é confuso, eu sei. Mas imagine-se comigo:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Eu existo independentemente de estar? Sim, certo?</span><span style="font-weight: 400"><br />
</span><span style="font-weight: 400">Eu consigo existir no meu quarto, enquanto outras pessoas existem em outro lugar, o que não significa que eu precise estar onde elas estão para existir (para ser).</span><span style="font-weight: 400"><br />
</span><span style="font-weight: 400">Logo, o verbo </span><b>ser</b><span style="font-weight: 400"> está atrelado ao verbo </span><b>existir</b><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já é possível estar se não existe? Por exemplo, é possível uma galinha de 20 olhos, 7 cabeças e 1 ouvido estar na sua sala? Bem, até seria possível, se ela existisse. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um verbo independe do outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já que entendemos isso, passamos ao cinema e aos livros.</span></p>
<h3><b>Cinema, livros e ficção</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Nos livros, novamente, nos baseamos em algo que já existe, ou seja, vemos ou pensamos e depois escrevemos. No cinema, mais ainda, nos baseamos em outros filmes, livros, músicas e etc… Ou seja, nos baseamos nas produções já existentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O ser ou indivíduo louco é tão importante na história que uma das cartas mais significativas do tarot é “o louco”, uma das 78 cartas e o vigésimo segundo Arcano Maior &#8211; nome dado ao conjunto principal das 22 cartas que compõem o grupo do tarot, diferenciando-se das menores -, isso significa que se para a prática esotérica e mística essa figura é importante, imagine para a ficção, em si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já que a ficção se apropria de inúmeras figuras místicas e de práticas de nosso imaginário. Isso passa a significar uma verdade, logo, o imagético se transforma em real em nossas mentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essa é a grande importância do imaginário para os livros, cinema e para a ficção, já que sem o imaginário, não teríamos esse conteúdo tão amplo para decorrer &#8211; tendo mais interesse, sugiro o artigo <a href="https://www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Elogio-à-loucura_-reflexões-sobre-os-personagens-do-livro-“Alice-no-país-das-maravilhas”-de-Lewis-Carroll.pdf">Elogio à loucura</a>.</span></p>
<h3><b>Que loucuras lerei?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400">Eis aqui algumas poucas reflexões sobre a loucura na ficção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Agora, ao ler um bom livro sobre a loucura ou algo ficcional, saiba dessas boas novas.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: left">Por <a href="https://www.flow.page/rosemberg">Pedro Rosemberg</a></p>
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