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	<title>Arquivos Humberto Mauro | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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	<title>Arquivos Humberto Mauro | Tecnoveste</title>
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		<title>A velha a fiar &#8211; Dir. Humberto Mauro [Sessão Crítica]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Mar 2021 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Curta metragem dirigido por Humberto Mauro, tendo o apoio do Instituto Nacional de Cinema Educativo. Apesar de retratar a vida no campo, a obra conversa muito com quem é da cidade, simplesmente pelo fato de trazer como trilha uma cantiga popular, usada na educação e formação do público infanto-juvenil. &#160; Dinâmica de construção Por trás [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Curta metragem dirigido por Humberto Mauro, tendo o apoio do Instituto Nacional de Cinema Educativo. Apesar de retratar a vida no campo, a obra conversa muito com quem é da cidade, simplesmente pelo fato de trazer como trilha uma cantiga popular, usada na educação e formação do público infanto-juvenil.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Dinâmica de construção</h2>
<p><span style="font-weight: 400">Por trás do ritmo e sequência imagética, há significados críticos na montagem. Fala do padrão de vida interiorano, reforçando estereótipos até certo ponto, sexistas, não vou ser hipócrita e dizer que outras obras não compartilham da mesma descrição em suas realizações, até porque o cinema com esse viés semidocumental está em funcionamento para representar o real travestido de ficção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os costumes são bem apresentados, quando vemos um jeito diferente de acender um cigarro, uma confecção de roupas, criar animais e por fim, se relacionar com a família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Tenho apenas dois filmes de Humberto Mauro, para falar de sua direção. Assim como em “Ganga Bruta”, “A velha a fiar” é montada com esmero. A música dita as passagens de quadro com a marcação de tempo em cima do pedido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Antes do início da cantiga, Humberto mostra as figuras que serão importantes para a compreensão do que está por vir, a música inicia e o espectador acompanha sem dificuldades os objetos citados. Chegou em um ponto onde comecei a cantar e ficar extasiado (vicia muito!).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Vale a pena assistir?</h2>
<p><span style="font-weight: 400">Ao meu ver a produção não parece ter sido complicada de executar, se comparada à montagem final. Poucos personagens, o ambiente procurado ajudou bastante, a utilização de objetos cenográficos ganhando vida, isso tudo colaborou para o resultado que foi alcançado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A edição em cima da marcação musical, como citei anteriormente, ficou muito interessante e a sequência acelerada do final, para um filme de 1964, achei um tanto quanto arrojada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Esse é o tipo de filme onde eu daria um 10 fácil, expressa uma parte brasileira importante em sua construção histórica e ver filmes assim me deixa animado em saber que nossa cultura pode ser eterna, depende de nós fazer ela atravessar os tempos!   </span></p>
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		<title>[Sessão Crítica] Ganga bruta (1933) &#8211; Dir. Humberto Mauro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2020 19:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>  Acabei de assistir o filme e bateu uma curiosidade à respeito do título e é incrível as possibilidades de significados que encaixam com os sentidos apresentados no longa. O primeiro que achei aproximar mais da proposta foi o que fala: “Substância impura que envolve um mineral”, isso traz uma referência direta à profissão do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">  Acabei de assistir o filme e bateu uma curiosidade à respeito do título e é incrível as possibilidades de significados que encaixam com os sentidos apresentados no longa. O primeiro que achei aproximar mais da proposta foi o que fala: “Substância impura que envolve um mineral”, isso traz uma referência direta à profissão do protagonista e sua relação com o colóquio amoroso retratado.</span></p>
<h2>A situação</h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Humberto Mauro não está na minha lista de mais assistidos, pois estou conhecendo seu trabalho recentemente e afirmo com precisão a minha satisfação em realizar a escrita desta crítica. Início a minha visão relatando um ponto negativo que não é um problema exclusivo de “Ganga Bruta”, estou falando da pescagem do público alvo, é evidente uma sofisticação linguística material voltada para uma elite que sabemos não ser maioria de um país recentemente liberto da escravidão, o interior não tem tanto acesso a cultura cinematográfica, estou batendo nesta tecla, pois esse é o exemplo de um filme extraordinário feito para poucos e deveria atingir várias classes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Entrando nos pontos positivos, friso o que julgo extremamente importante na construção de filme, a montagem de uma narrativa expressa em significados. Humberto é focado em transmitir mensagens desde o primeiro plano, quando ele quebra o paradigma do plano geral inicial e joga aquele close no rosto da personagem. Ele é muito técnico e vendo as produções atuais, percebi o quanto isso se perdeu, você quando faz um plano, tem que passar uma mensagem com aquilo, mesmo que sua intenção seja não passar uma, mas querendo ou não, gera um significado para você e quem estiver assistindo. Em “Ganga bruta” eu não vi um plano desnecessário, a trilha sonora acompanhando e ditando as sensações do espectador, as atuações certeiras e incorporando uma empatia confortável. Do início ao fim eu fiquei interessado na história.</span></p>
<h2>O roteiro</h2>
<p><span style="font-weight: 400">  O roteiro é muito forte no sentido de construir personagens e estabelecer relações entre eles, tem como intenção maior, aprofundar no jogo entre caçador e caça, vivido pelo casal principal. A relação imposta entre a Ganga e o minério é muito didática, a questão do protagonista ter seu interior violento e a garota externar sua ingenuidade e feminilidade é completamente entendível para quem aprecia esse filme. É uma obra inigualável.    </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em>Por</em></p>
<p style="text-align: right"><em>Juliano Ferreira</em></p>
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		<title>[Sessão Crítica] O Despertar da Redentora (1942) &#8211; Dir. Humberto Mauro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2020 19:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O despertar     Curta-metragem realizado em 1942, foi concebido pelo Humberto Mauro que dispensa apresentações, simplesmente um ícone da gama cinematográfica brasileira, esse é o terceiro filme de sua autoria que tenho o prazer de assistir e comentar.   O curta faz uma viagem no tempo contando uma história breve para justificar e esclarecer ao espectador [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-weight: 400">O despertar  </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Curta-metragem realizado em 1942, foi concebido pelo Humberto Mauro que dispensa apresentações, simplesmente um ícone da gama cinematográfica brasileira, esse é o terceiro filme de sua autoria que tenho o prazer de assistir e comentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  O curta faz uma viagem no tempo contando uma história breve para justificar e esclarecer ao espectador o motivo da princesa Isabel assinar a carta da Lei Áurea. Humberto usufrui de seus recursos padrões, a começar pela câmera que a todo momento sinaliza o ponto interessante na sequência da trama, a ambientação e decoração dos locais são mostrados com o intuito de “martelar” a situação transmitida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  No início tem a narração que temporiza a época da história e em seguida os personagens nos guiam com ações. A montagem casa como sempre nos filmes desse cineasta, fica fácil adquirir empatia com o objeto em cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Apesar de saber os significados da Lei Áurea para a construção nacional, é interessante absorver obras que contam seu contexto, porque se você puxa isso para um âmbito de cultura como é o cinema, por exemplo, a população consegue acesso às informações de forma mais optativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  O diretor tomou cuidado ao construir as personagens e ambientá-los. O engraçado é que a princesa Isabel é retratado de forma muito ingênua e essa característica Humberto Mauro tem facilidade de trabalhar, principalmente em figuras femininas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  A relação da protagonista com sua amiga é sempre de brincadeira e inocência infantil, até que elas encontram uma escrava passando fome e com medo, Isabel vê seu sofrimento e percebe que o Brasil colonial não é como no Palácio Real, o mundo afora apresenta desumanidade.</span></p>
<h2></h2>
<h2><span style="font-weight: 400">A Redentora </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  “O Despertar da Redentora” traz reflexões sobre a escravidão, no final temos imagens dos escravos felizes sendo libertados, mas se estudarmos a fundo, veremos que após as libertações, os mesmo ficaram sem opções para uma vida digna, pois saíram sem nada. Isso não é uma crítica, apenas uma observação, pois acho que o objetivo do filme era ilustrar o contexto da Lei Áurea e não o que sucedeu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Gostei e indico. Mais um filme extremamente didático que com 18 minutos passa um assunto que a pessoa demoraria horas para entender. Fotografia genial, roteiro na medida e trilha sonora nos conformes.     </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em>Por</em></p>
<p style="text-align: right"><em>Juliano Ferreira</em></p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/sessao-critica-o-despertar-da-redentora-dir-humberto-mauro/">[Sessão Crítica] O Despertar da Redentora (1942) &#8211; Dir. Humberto Mauro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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