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	<title>Arquivos Organização Mundial da Saúde | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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	<title>Arquivos Organização Mundial da Saúde | Tecnoveste</title>
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		<title>Como investir na sua saúde mental em tempos de Home Office</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gérson Silva Santos Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem Estar & Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brigham Young University]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CONEXAO-PSICOLOGICA.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-medium wp-image-23707 alignleft" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CONEXAO-PSICOLOGICA.jpg?resize=300%2C158&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="158" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CONEXAO-PSICOLOGICA.jpg?resize=300%2C158&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CONEXAO-PSICOLOGICA.jpg?resize=1024%2C538&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CONEXAO-PSICOLOGICA.jpg?resize=768%2C403&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/03/CONEXAO-PSICOLOGICA.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>“Não há lugar como a nossa casa” – essa era uma frase que costumávamos usar muito antes de termos que desempenhar totalmente as nossas atividades de trabalho lá, por causa do COVID-19. E óbvio que estou falando das pessoas que tiveram o benefício de poder seguir desempenhando essas funções no lar. E ainda assim, muitos de nós têm dificuldades ao lidar com a turbulência que a pandemia causou em nossas vidas; podem estar sentindo maior níveis de estresse, de solidão, de exaustão e, talvez, depressão &#8211; sintomas do que psiquiatras e psicólogos às vezes chamam de &#8220;síndrome do Home Office&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Síndrome do Home Office”</strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A síndrome cria um estresse significativo e inquietação devido a uma indefinição das fronteiras entre o trabalho e a vida familiar. Uma pessoa que trabalha em casa muitas vezes tem a sensação de que mesmo quando não está realmente trabalhando, nunca realmente relaxa &#8211; sempre dividindo o tempo entre a atribuição de trabalho que absolutamente precisa ser concluída, interrupções frequentes de cônjuges e dos filhos, um cachorro que precisa passear, o gato que exige limpeza da caixa de areia e até o conserto na casa que surge de repente.</p>
<p>Pensemos em duas situações que clientes me trazem nesse momento:</p>
<ul>
<li>Dificuldade em estabelecer uma estrutura e horário razoáveis para trabalhar em casa, com períodos de tempo designados para trabalho, família e relaxamento.</li>
<li>Falta de rotina, resultando em jornadas de trabalho em casa estendidas que se combinam facilmente com o tempo pessoal.</li>
<li>Somando-se ao estresse do trabalho em casa estão os desafios únicos de isolamento econômico e social impostos pela atual pandemia, incluindo:</li>
<li>Incerteza geral sobre o impacto final do COVID-19 na saúde pessoal e familiar, renda e planos de curto prazo.</li>
<li>Sentimentos de solidão fomentados pelo confinamento de estadia em casa ordenado pelo governo e perda de conexão social com colegas no escritório ou com amigos e outros membros da família.</li>
</ul>
<p>Em uma recente coletiva de imprensa sobre o COVID-19, a Organização Mundial da Saúde informou que o distanciamento social e o isolamento em casa representam um desafio global para a saúde mental e o bem-estar psicológico. E os autores de um estudo em Perspectives on Psychological Science descobriram que “isolamento social real e percebido” está ligado a um risco aumentado de morte prematura.</p>
<p>Julianne Holt-Lunstad, Ph.D., psicóloga da Brigham Young University, diz que o isolamento de longo prazo imposto pelo COVID-19 está dando início a uma “recessão social” que ameaça a saúde física e mental. Os psicólogos da Universidade de Yale estão até oferecendo um curso online gratuito para ensinar “melhores hábitos” para preservar a “ felicidade ” durante a pandemia.</p>
<p>Mas não é necessário estudar a felicidade para alcançá-la. Vários mecanismos de enfrentamento testados e comprovados estão disponíveis para evitar a síndrome do Home Office e alcançar o &#8220;bem-estar psicológico&#8221;. O bem-estar psicológico é um estado de se sentir feliz, saudável e fisicamente apto e desfrutar de uma sensação de realização, equilíbrio entre vida e trabalho, autoestima e relacionamentos fortes com outras pessoas &#8211; mesmo quando confinado e trabalhando em casa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O primeiro passo para evitar a síndrome do escritório em casa</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um primeiro passo fundamental para esse bem-estar é a atenção às necessidades fisiológicas &#8211; a saber, reservar um tempo para comer de forma nutritiva (não apenas lanches); dormir o suficiente, de preferência de sete a oito horas; e exercício diário. Pensemos que nós temos necessidades básicas &#8211; com comida, água, abrigo, sono e segurança sendo os mais básicos. Até que esses princípios básicos sejam atendidos temos maior dificuldades em atingir o nosso bem-estar.</p>
<p>Comer, dormir e fazer exercícios também ajudam a estabelecer limites, dividindo ordenadamente o dia em “fases” entre o tempo de trabalho e a vida doméstica. Sem essas “fases”, o trabalhador em casa está mais apto a pular o essencial por causa de expectativas de trabalho irrealistas, foco excessivo e obsessão com o desempenho no trabalho. O exercício tem o benefício adicional de ser um grande aliviador de estresse e um contrapeso às longas horas sedentárias de trabalho em uma cadeira em frente ao computador doméstico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Crie uma rotina de trabalho</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Home Office está alimentando uma crise de saúde mental?&#8221; Essa foi a manchete de um artigo da revista Forbes de 2020 , no qual o escritor afirma que a indefinição das fronteiras entre a vida profissional e a vida pessoal é a principal razão pela qual trabalhar em casa pode exacerbar o estresse e a ansiedade. Quando o escritório de uma pessoa é a casa, torna-se um desafio “desligar”, encerrar o dia, desligar. A tentação é continuar voltando ao computador para terminar mais uma tarefa.</p>
<p>Em um relatório de 2019 sobre o estado do trabalho remoto preparado pela Buffer, uma empresa global de software, quase um quarto dos funcionários remotos pesquisados &#8211; a maioria deles trabalhando em casa &#8211; disseram que tinham dificuldade em se desconectar do trabalho; 19% professaram sentimentos de solidão; 8% experimentaram falta de motivação.</p>
<p>Aqueles que trabalham com sucesso em casa aprenderam a:</p>
<ul>
<li>Separe sua área de trabalho do espaço pessoal e familiar da casa.</li>
<li>Desenvolva uma rotina muito parecida com a que tinham no escritório &#8211; levantar ao mesmo tempo, começar a trabalhar na mesma hora e terminar no mesmo horário para permitir o relaxamento no final do dia e a interação com a família.</li>
<li>Considere as manhãs como um momento eficaz para começar a trabalhar. Alguns CEOs de sucesso até acordam cedo, evitam verificar as notícias ou o e-mail e vão direto para o &#8220;escritório doméstico&#8221;. Esse tipo de programação pode dar um impulso no dia, mantendo a mente livre das dúvidas e demandas de outras pessoas e aumentando o foco no que precisa ser feito agora.</li>
<li>Pare de atender chamadas, mensagens de texto e e-mails relacionados ao trabalho no final do dia.</li>
<li>Vista-se para o escritório, mesmo que seja em casa.</li>
<li>Entre em contato com colegas &#8211; e amigos &#8211; ocasionalmente apenas para fazer o check-in, ficar em dia e ficar conectado.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><strong>Você decide</strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembre-se: em casa, você controla o seu dia. Estabeleça um cronograma de trabalho razoável; construir a tempo para as necessidades, tarefas, família e você mesmo; estabelecer metas alcançáveis; faça um esforço para se manter conectado; e pare de torcer as mãos. O COVID-19 eventualmente seguirá seu curso. E então, talvez, todos possamos voltar ao normal. Mas se você perceber que tem sido difícil lidar com tudo isso, entre em contato com uma psicóloga ou psicólogo.</p>
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		<title>O que é a Pandemia do Coronavírus (COVID-19) e quais são as notícias confiáveis mais atualizadas?</title>
		<link>https://www.tecnoveste.com.br/o-que-e-a-pandemia-do-coronavirus-covid-19-e-quais-sao-as-noticias-confiaveis-mais-atualizadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Augusta Bonnet]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2020 11:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem Estar & Alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 30 de janeiro de 2020, A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia e de lá pra cá foram confirmados no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 30 de janeiro de 2020, A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia e de lá pra cá foram confirmados no mundo 24.316.245 casos de COVID-19 e 828.575 mortes até 28 de agosto de 2020.</p>
<p>A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem apoiado diariamente as ações do Ministério da Saúde do Brasil na resposta à COVID-19 desde janeiro de 2020. Em fevereiro, a OPAS organizou, junto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde do Brasil, um treinamento para nove países sobre diagnóstico laboratorial do novo coronavírus.</p>
<ul>
<li>Confira o gráfico interativo da pandemia do COVID-19 no Brasil: <a href="https://susanalitico.saude.gov.br/extensions/covid-19_html/covid-19_html.html">https://susanalitico.saude.gov.br/</a></li>
</ul>
<p>Durante a atividade, os participantes fizeram um exercício prático de detecção molecular do vírus causador da COVID-19, além de revisarem e discutirem sobre as principais evidências e protocolos disponíveis. Foram doados ao Brasil primers e controles positivos, que são materiais essenciais para diagnóstico do coronavírus, e – junto com as autoridades de saúde brasileiras – disponibilizou reagentes para outros países da região das Américas.</p>
<p>Ajudam muito na contensão da pandemia, medidas de proteção com lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel e cobrir a boca com o antebraço quando tossir ou espirrar. Não há necessidade de procurar atendimento médico se você tiver sintomas menores, como tosse leve ou febre leve, podendo ficar em casa, fazer autoisolamento e monitorar os sintomas, procurando atendimento médico imediato somente se tiver dificuldade de respirar ou dor/pressão no peito.</p>
<ul>
<li>Confira o site do Ministério da Saúde para as informações mais atualizadas: <a href="https://covid.saude.gov.br/">https://covid.saude.gov.br/</a></li>
</ul>
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		<title>Cloroquina e hidroxicloroquina não trazem benefício aos pacientes com COVID-19 e aumentam o risco de arritmia cardíaca</title>
		<link>https://www.tecnoveste.com.br/cloroquina-e-hidroxicloroquina-nao-trazem-beneficio-aos-pacientes-com-covid-19-e-aumentam-o-risco-de-arritmia-cardiaca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Milene Alves-Eigenheer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2020 10:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem Estar & Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[cloroquina]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[hidroxicloroquina]]></category>
		<category><![CDATA[Organização Mundial da Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um artigo científico publicado na última sexta-feira (22/05) na revista The Lancet analisou dados de infecção por COVID-19 em 96.032 pacientes de 671 hospitais em 6 continentes. Só foram incluídos pacientes que começaram a receber o tratamento nas primeiras 48 horas após diagnóstico e que não estavam utilizando respiradores &#8211; ou seja, nenhum paciente em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31180-6/fulltext" class="broken_link">artigo científico</a> publicado na última sexta-feira (22/05) na revista The Lancet analisou dados de infecção por COVID-19 em 96.032 pacientes de 671 hospitais em 6 continentes. Só foram incluídos pacientes que começaram a receber o tratamento nas primeiras 48 horas após diagnóstico e que não estavam utilizando respiradores &#8211; ou seja, nenhum paciente em estado avançado da doença.<br />
Foram testados 4 tratamentos e 1 controle. Confira as taxas de morte em cada grupo:</p>
<div>&#8211; pacientes que não receberam nenhum tratamento &#8211; 9.3%</div>
<div>&#8211; cloroquina &#8211; 16.4%</div>
<div>&#8211; hidroxicloroquina &#8211; 18%</div>
<div>&#8211; cloroquina + antibiótico &#8211; 22.2%</div>
<div>&#8211; hidroxicloroquina + antibióticos &#8211;  23.8%</div>
<p>O estudo também mostrou que pessoas recebendo os tratamentos tinham maiores taxas de arritmia cardíaca, sendo a maior taxa para hidroxicloroquina + antibióticos (8.1%), e a menor no grupo controle (0.3%).</p>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 14pt"><strong>Resumindo: não existe evidência que cloroquina ou hidroxicloroquina ajudem pacientes com COVID-19, mas há um aumento de arritmias cardíacas associadas ao uso desses medicamentos.</strong></span></p>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembrando que esse é o maior estudo avaliando o uso desses medicamentos no mundo todo até agora e que a revista The Lancet também é muito séria e respeitada na área médica. A <a href="https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/125/2020/03/c9b8d4f743ac65349e051b8638af7ee90d9a41f2f09a84f0ff83fc559fdf8b5f.pdf" class="broken_link">Sociedade Brasileira de Infectologia</a> não recomendam o uso desses medicamentos, a não ser em caráter experimental e emergencial.</p>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devido a esse e outros estudos com resultados similares, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na última segunda (25/05) <a href="https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-hydroxychloroquine-and-covid-19">o fim dos testes com cloroquina e hidroxicloroquina</a> para tratamento da COVID-19. No entanto, outros medicamentos estão sendo testados pela OMS, assim como por diversos laboratórios ao redor do mundo.</p>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para quem diz “se não quer tomar, não tome” – não é bem assim. Muita gente não tem acesso à artigos científicos, especialmente por serem em inglês e com termos técnicos. A maioria da população vai seguir o que os governantes falarem que é o correto – por isso, é necessário muito cuidado ao se recomendar um medicamento, especialmente em tempos de desespero. Todos queremos a cura, mas precisamos ser responsáveis e relação a isso.</p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/cloroquina-e-hidroxicloroquina-nao-trazem-beneficio-aos-pacientes-com-covid-19-e-aumentam-o-risco-de-arritmia-cardiaca/">Cloroquina e hidroxicloroquina não trazem benefício aos pacientes com COVID-19 e aumentam o risco de arritmia cardíaca</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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		<title>SARS-CoV-2: Impactos do COVID-19 na população negra e indígena brasileira</title>
		<link>https://www.tecnoveste.com.br/sars-cov-2-impactos-do-covid-19-na-populacao-negra-e-indigena-brasileira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gérson Silva Santos Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 10:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[emergência]]></category>
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		<category><![CDATA[RACISMO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 30 de janeiro de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a nova epidemia de pneumonia causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) foi classificada como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, denominada doença COVID-19 (do inglês Coronavirus Disease 2019, sendo 2019 o ano em que a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/sars-cov-2-impactos-do-covid-19-na-populacao-negra-e-indigena-brasileira/">SARS-CoV-2: Impactos do COVID-19 na população negra e indígena brasileira</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 30 de janeiro de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a nova epidemia de pneumonia causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) foi classificada como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, denominada doença COVID-19 (do inglês Coronavirus Disease 2019, sendo 2019 o ano em que a mesma foi identificada). Hoje, dia 10 de abril de 2020, os dados oficiais da OMS estimam que ao menos 1.587.209 pessoas estejam infectadas com o SARS-CoV-2 e 94.850 faleceram decorrentes da sua contaminação [<a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/events-as-they-happen">1</a>]. No Brasil os últimos números declarados pelo Ministério da Saúde são de 17.857 pessoas infectadas e 941 mortas [<a href="https://covid.saude.gov.br/">2</a>], mas há uma lacuna de conhecimentos que precisa ser tratada com uma atenção que até o momento não foi pauta de preocupação da maior parte da mídia: a situação das populações negra, indígena ou outras denominações de etnia – quilombolas, ciganos, &#8230; <span id="more-18415"></span><br />
Esse fato destaca fraturas sociais e políticas nas comunidades, com respostas racializadas e discriminatórias ao medo, afetando desproporcionalmente grupos marginalizados. Isso inclui atos individuais de micro agressão ou violência, e formas coletivas [<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30358-5/fulltext" class="broken_link">3</a>]. Além de analisarmos a sua capacidade de afetar qualquer pessoa, as respostas políticas a COVID-19 precisam estar atentas a como essa pandemia afetará desproporcionalmente pessoas que estão representadas em grupos socioeconômicos mais baixos, que, normalmente, têm acesso limitado a serviços de saúde ou trabalham em empregos precários. Isto é especialmente verdade em ambientes com poucos recursos e que carecem de formas de proteção social onde o auto-isolamento muitas vezes não é possível, levando a um maior risco de propagação viral.</p>
<p>As comunidades mais carentes já experimentam um acesso precário aos cuidados de saúde, taxas significativamente mais altas de doenças transmissíveis e não transmissíveis, falta de acesso a serviços essenciais, saneamento e outras medidas preventivas importantes, como água potável, sabão, desinfetante, etc. Da mesma forma, a maioria das instalações médicas locais, se e quando existem, geralmente estão mal equipadas e com pouco pessoal. Mesmo quando essas pessoas conseguem acessar os serviços de saúde, eles podem enfrentar estigma e discriminação. Um fator chave é aqui é garantir que esses serviços e instalações sejam fornecidos de forma apropriada à situação específica desses grupos. E há uma iniciativa da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial que, além de divulgar em suas redes sociais informações sobre prevenção, publicou vídeos e materiais específicos com recomendações para a população indígena, povos ciganos e quilombolas [<a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/marco/ministerio-divulga-acoes-de-prevencao-ao-coronavirus-para-povos-e-comunidades-tradicionais">4</a>].</p>
<p>A história indica que esses grupos podem ser particularmente afetados pela pandemia do COVID-19. Durante a pandemia de influenza H1N1 de 2009, por exemplo, sua taxa de mortalidade foi 4,5 vezes maior do que na população geral do Brasil [<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19883543">5</a>]. E por isso, para rastrear fontes de infecção e proteger essas pessoas vulneráveis, precisamos que os dados do COVID-19 sejam desagregados por etnia. Essa estratégia é fundamental para o traçado de estratégias públicas uma vez que como disseram as pesquisadoras Amália Nascimento do SacramentoIe Enilda Rosendo do Nascimento:</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 10pt;">&#8220;As análises de questões atinentes à saúde da população brasileira têm sido enriquecidas nos últimos anos pelo crescente aporte de informações sobre a identificação racial ou da cor permitindo, inclusive, que diferentes perfis epidemiológicos sejam estabelecidos.&#8221; (SACRAMENTO; NASCIMENTO, 2011)</span> [<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0080-62342011000500016" class="broken_link">6</a>]</p></blockquote>
<p>Nesse momento é possível identificar diversas sociedades civis solicitando que o governo informe a raça e o gênero das pessoas infectadas e das pessoas mortas em decorrência do SARS-CoV-2, mas ainda não há informações oficiais sobre isso e um dos motivos é que a invisibilidade de grupos minoritários segue sendo norma para a preocupação epidemiológica e isso é decorrente do racismo institucional.</p>
<p><strong>Como a raça e o racismo afetam a saúde?</strong></p>
<p>Diversos estudos mostram que o impacto da raça na saúde decorre em grande parte das diferenças no acesso a recursos e oportunidades que podem prejudicar ou melhorar a saúde. Além disso, os pesquisadores descobriram que a discriminação racial e étnica pode afetar negativamente a saúde ao longo da vida e das gerações. Nos Estados Unidos da América (EUA) a COVID-19 pode afetar qualquer pessoa, mas pessoas negras estão morrendo em números desproporcionais, especialmente em certas grandes cidades [<a href="https://www.theguardian.com/world/2020/apr/08/its-a-racial-justice-issue-black-americans-are-dying-in-greater-numbers-from-covid-19">7</a>]. E uma das razões para isso é que os negros não confiam que seus profissionais de saúde ajam em seus melhores interesses [<a href="https://thehill.com/blogs/pundits-blog/healthcare/347780-black-americans-dont-have-trust-in-our-healthcare-system" class="broken_link">8</a>].</p>
<p>A comunidade médica deve se preocupar com esse sentimento coletivo de desconfiança dos negros à medicina, pois é um fator importante nas disparidades de saúde bem documentadas entre brancos e outros grupos etnícos. Pesquisas mostraram que pessoas de outras etnias no Brasil têm muito menos probabilidade de relatar confiança em seus médicos e hospitais porque ao serem atendidos tendem a relatar que os mesmos não foram bem acolhidos em suas queixas; portanto, é menos provável que busquem tratamento ou que aceitem os planos de tratamento recomendados [<a href="https://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/06/por-que-o-negro-tem-menos-acesso-saude-do-que-o-branco-no-brasil.html">9</a>].</p>
<p><strong>Por fim&#8230; Gostaria de deixar uma reflexão</strong></p>
<p>Quando essas análises são somadas o que podemos esperar que aconteçam em nossas favelas e comunidades indigenas? Uma continuação da invisibilização dessas realidades perpetuará o etnicídio apontado a tanto tempo por integrantes desses grupos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>1 &#8211; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Rolling updates on coronavirus disease (COVID-19). Disponível em:&lt; https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/events-as-they-happen &gt; Acesso em: 09/04/2020<br />
2 &#8211; MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL. Disponível em:&lt; https://covid.saude.gov.br/ &gt; Acesso em: 09/04/2020<br />
3 &#8211; CHUNG, Roger Yat-Nork; LI, Minnie Ming. Anti-Chinese sentiment during the 2019-nCoV outbreak. The Lancet, v. 395, n. 10225, p. 686-687, 2020.<br />
4 &#8211; MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Ações de prevenção ao coronavirus para povos e comunidades tradicionais. Disponível em:&lt; https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/marco/ministerio-divulga-acoes-de-prevencao-ao-coronavirus-para-povos-e-comunidades-tradicionais &gt; Acesso em: 09/04/2020<br />
5 &#8211; LA RUCHE, Guy et al. The 2009 pandemic H1N1 influenza and indigenous populations of the Americas and the Pacific. Eurosurveillance, v. 14, n. 42, p. 19366, 2009.<br />
6 &#8211; SACRAMENTO, Amália Nascimento do; NASCIMENTO, Enilda Rosendo do. Racismo e saúde: representações sociais de mulheres e profissionais sobre o quesito cor/raça. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 45, n. 5, p. 1142-1149, 2011.<br />
7 &#8211; EVELYN, K. &#8216;It&#8217;s a racial justice issue&#8217;: Black Americans are dying in greater numbers from Covid-19<br />
Disponível em:&lt; https://www.theguardian.com/world/2020/apr/08/its-a-racial-justice-issue-black-americans-are-dying-in-greater-numbers-from-covid-19 &gt; Acesso em: 09/04/2020<br />
8 &#8211; WILLIAMS, J. C. Black Americans don’t trust our healthcare system — here&#8217;s why<br />
Disponível em:&lt; https://thehill.com/blogs/pundits-blog/healthcare/347780-black-americans-dont-have-trust-in-our-healthcare-system &gt; Acesso em: 09/04/2020<br />
9 &#8211; CAPELO, R. Por que o negro tem menos acesso à saúde do que o branco no Brasil?<br />
Apesar de algumas ações do governo, dados mostram que o sistema público de saúde continua a discriminar a população negra. Disponível em:&lt; https://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/06/por-que-o-negro-tem-menos-acesso-saude-do-que-o-branco-no-brasil.html &gt; Acesso em: 09/04/2020<br />
10 &#8211; Morena Mariah @morenamariah Disponível em: &lt;https://twitter.com/morenamariah/status/1248019663352549376 &gt; Acesso em: 09/04/2020</p>
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