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	<title>Arquivos pobreza | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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	<title>Arquivos pobreza | Tecnoveste</title>
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		<title>Carolina Maria de Jesus, a favela é o quarto de despejo.</title>
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					<comments>https://www.tecnoveste.com.br/carolina-maria-de-jesus-a-favela-e-o-quarto-de-despejo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Loren Kirsten]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2020 11:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[atrocidade]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Maria de Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[maldade]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Quarto de despejo]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus. A fome foi a sua vida, ela não viveu, ela sobreviveu. “O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora” (JESUS, p.29). &#160; &#160; Foto de um dos diários de Carolina Maria de Jesus. &#160; &#160; &#160; &#160; Escrevendo, Carolina [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1 data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 18pt"><strong>Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus.</strong></span></h1>
<blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">A fome foi a sua vida, ela não viveu, ela sobreviveu.</span></p>
</blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt"> “O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora” (JESUS, p.29).</span></p>
<h1><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/miseria_pela_mao_img_2.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-20103 alignleft" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/miseria_pela_mao_img_2.jpg?resize=489%2C282&#038;ssl=1" alt="" width="489" height="282" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/miseria_pela_mao_img_2.jpg?resize=300%2C173&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/miseria_pela_mao_img_2.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w" sizes="(max-width: 489px) 100vw, 489px" /></a></h1>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 14pt">Foto de um dos diários de Carolina Maria de Jesus.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p data-speechify-sentence="">
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Escrevendo, Carolina não só relatou o estado degradante em que vivia e as atrocidades que sofria, mas fez do seu relato de vida uma obra prima, misturando crítica política e social com poesia, através disso, fez um importante registro histórico, eternizando o sofrimento de todos os favelados e de um povo renegado e maltratado. Carolina demonstrava, em muitos aspectos, ser uma pessoa culta e amante do conhecimento, o livro conta com citações inusitadas e um considerável repertório sociocultural, para alguém semianalfabeta e tendo estudado somente até o 2º ano do fundamental.</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Outro ponto importante acerca de sua pessoa foi que Maria não se deixou corromper pelas maldades e instintos de sobrevivência animalescos das pessoas ao seu redor. Ameaçada constantemente de morte, sua rotina na favela era composta por brigas deploráveis, pessoas tacando esterco em seus filhos, suicídio, assédio, pornografia, roubos e furtos, que “eram?” comuns no ambiente da favela retratado.</span></p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-20085 alignleft" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=379%2C273&#038;ssl=1" alt="" width="379" height="273" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=300%2C216&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=373%2C270&amp;ssl=1 373w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=567%2C410&amp;ssl=1 567w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?resize=475%2C342&amp;ssl=1 475w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/carolina-maria-de-jesus.jpg?w=679&amp;ssl=1 679w" sizes="(max-width: 379px) 100vw, 379px" /></a></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Não obstante, em meio a tanto ódio, ela ainda tinha amor pela vida e pela natureza.</span></p>
<blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt"> “&#8230;Dizem os velhos que no fim do mundo a vida ia ficar insipida. Creio que é história, porque a natureza ainda continua nos dando de tudo. Temos as estrelas que brilham. Temos o sol que nos aquece. As chuvas que cai do alto para nos dar o pão de cada dia” (JESUS, p.144) .</span></p>
</blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Sua força física, psicológica e emocional, é inspiração, é lição.</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Enfim, fica o questionamento, como podemos julgar os atos daquelas pessoas, se elas não vivem, mas sobrevivem, são animais selvagens tentando sobreviver. Como exigir racionalidade, controle próprio de alguém que mal possui glicose no sangue, é desumano, a fome é desumana. Por isso, o dia-dia na favela, segundo Carolina era permeado pela discórdia, raiva, incestuosidade, perversão e nojeira.</span></p>
<h2 data-speechify-sentence=""><strong><span style="font-size: 18pt">Um pouco de contextualização, um pouco de crítica:</span></strong></h2>
<p data-speechify-sentence=""><a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2824329/mod_resource/content/1/GIANBIAGI%20ECONOMIA%20BRASILEIRA%20CONTEMPOR%C3%82NEA%2C%202A%20ED_.pdf">https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2824329/mod_resource/content/1/GIANBIAGI%20ECONOMIA%20BRASILEIRA%20CONTEMPOR%C3%82NEA%2C%202A%20ED_.pdf</a></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">O diário se passa no período de 1955 a 1960, época em que o pós-guerra ainda tinha forte influencia na economia brasileira. O governo era de Juscelino Kubitschek, vindo de partido com correntes getulistas, o foco só podia ser na industrialização e modernização, desencadeado a partir do “plano de metas”. De qualquer forma, os “Anos de ouro” foram pra quem? JK foi foco de ironização por Maria:</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">“Você já viu um cão quando quer segurar a cauda com a boca e fica rodando sem pega-la? É igual o governo do Juscelino” (JESUS, P.134) .</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">“Eu não gosto do Kubstchek. O homem que tem um nome esquisito que o povo sabe falar, mas não sabe escrever” (JESUS, p.70).</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Essa história de ascenção do país, a partir da industrialização é clichê quando se trata dos mais pobres, pois a economia é sempre priorizada. Entretanto, os desprovidos de recursos são deixados de lado, por mais que sejam a base do ciclo geral da economia. Prova desse descaso, que não é citado no livro, é a desocupação da favela Canindé, na qual Maria morava:</span></p>
<blockquote data-read-aloud-multi-block="true">
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Após uma enchente muitos moradores tiveram seus barracos e pertences destruídos e foram obrigados a se</span> <span style="font-size: 14pt">mudar. A Divisão de Serviço Social do Município junto ao Movimento Universitário de Desfavelamento, promoveu a execução de um plano para a remoção total da favela, contudo, a prefeitura não deu nenhum apoio ao programa além do financiamento e dos poucos técnicos disponibilizados, 4 assistentes sociais, 2 advogados e 3 engenheiros (SILVA, 2009).</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><a href="http://www.favelasaopaulomedellin.fau.usp.br/wp-content/uploads/2015/11/SATO_IniciacaoCientifica.pdf">http://www.favelasaopaulomedellin.fau.usp.br/wp-content/uploads/2015/11/SATO_IniciacaoCientifica.pdf</a></p>
</blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Em conclusão, se isso parece suficiente para resolução do problema, se coloque no lugar dessas famílias, elas eram removidas para áreas periféricas, muito distantes de onde moravam e até mesmo para outros municípios. No fim das contas, o tratamento era feito de forma assistencialista, sem nenhum acompanhamento constante, ajudavam só naquele momento emergencial, ao invés de combater as causas que permeavam seu estado de pobreza. Sendo que, muitas vezes, essa transferência resultavam no surgimento de novas favelas.</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">Nesse viés, surge outra reflexão com base no livro “Quarto de Despejo”, quem é melhor para opinar sobre a sociedade e a política se não quem sofre toda a negligência e descaso do governo, quem está na primeira estratificação da pirâmide social e que é pisado pelos maiores. Carolina mostra tudo isso, expondo, por exemplo, a inflação, lutando diariamente com o preço dos produtos alimentícios mais básicos:</span></p>
<blockquote data-read-aloud-multi-block="true">
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt"> “&#8230;Os preços aumentam igual as ondas do mar. Cada qual mais forte. Quem luta com as ondas? Só os tubarões. Mas o tubarão mais feroz é o racional. É o terrestre. É o atacadista.” (JESUS, p.60).</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">“&#8230;Os atacadistas de são Paulo estão se divertindo com o povo igual os Cesar quando torturava cristãos. Só que o Cesar da atualidade supera o Cesar do passado. Os outros era perseguido pela fé. E nós, pela fome!&#8230;” (JESUS, p.146).</span></p>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt">“Politico quando candidato </span><span style="font-size: 14pt">Promete que dá aumento </span><span style="font-size: 14pt">E o povo vê que de fato </span><span style="font-size: 14pt">Aumenta o seu sofrimento!” </span><span style="font-size: 14pt">(JESUS, p.135)</span></p>
</blockquote>
<p data-speechify-sentence=""><span style="font-size: 14pt"> Por esse e outros vários motivos, conclui-se a tamanha importância e necessidade de ler este livro, para sair da caixinha, da bolha, para expandir o campo opinativo, para conhecer outras realidades, realidades que nunca deixarão de existir. Deveria ser obrigatório ouvir os marginalizados, ouvir a classe trabalhadora e predominante. Deveria ser obrigatório pensar mais nos outros, se importar mais com os outros, ter mais empatia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Um golpe desigual &#8211; como pandemias afetam ricos e pobres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Milene Alves-Eigenheer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem Estar & Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A peste negra foi a pandemia mais fatal da história humana, causando a morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Europa, Ásia e norte da África. 200 MILHÕES!!! Na época, parecia que ninguém conseguia escapar da doença que se espalhou rapidamente e afetou todas as classes sociais. Mas o impacto da doença não [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A peste negra foi a pandemia mais fatal da história humana, causando a morte de 75 a 200 milhões de pessoas na Europa, Ásia e norte da África. <strong>200 MILHÕES!!!</strong> Na época, parecia que ninguém conseguia escapar da doença que se espalhou rapidamente e afetou todas as classes sociais. Mas o impacto da doença não foi o mesmo entre ricos e pobres.</p>
<div></div>
<p>Quando a peste negra chegou na Europa, as coisas já não estavam muito boas. O clima estava mudando em um resfriamento global, que afetou o plantio de alimentos e causou a &#8220;grande fome&#8221;, que matou e enfraqueceu muita gente. Em 1290, cerca de 70% dos Britânicos estavam vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, sem dinheiro para comer ou se manter aquecidos. E esses foram as principais vítimas da peste negra &#8211; 40% a 70% dos mais pobres morreram, enquanto no grupo mais rico a taxa foi de 27%.</p>
<div></div>
<p><strong>E isso se repete em outras pandemias</strong>. Por exemplo, quando os Ingleses colonizaram a América do Norte, eles contaminavam as tribos com varíola (propositalmente) e depois queimavam as comunidades indígenas, obrigando os índios a irem até outras comunidades em busca de ajuda, e consequentemente contaminando-os também. Comunidades que tiveram contato com o vírus, mas que não passaram diretamente pelo estresse de ter suas terras invadidas, se reergueram rapidamente. Mas quem passou perdeu sua terra, teve que lidar com fome e menos acesso a água potável, o que associado ao fato que esses povos nunca tinham tido contato com o vírus da varíola, teve um efeito devastador.</p>
<div></div>
<p>A colonização norte-americana forçou muitos indígenas a se mudar para regiões isoladas, com menos fontes de alimentos tradicionais ou atendimento médico. E quando a gripe espanhola chegou, <strong>ela matou 4 vezes mais indígenas do que o resto da população americana</strong>, o que esta ligado a situações de pobreza, saúde deteriorada e mal-nutrição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A gripe espanhola também afetou outros grupos vulneráveis, com taxas de mortalidade até 50% mais altas do que entre os grupos mais ricos da sociedade, especialmente porque já possuíam condições pre-existentes que deixava seus corpos mais fracos. Além disso, o racismo também afetou essas taxas, uma vez que os hospitais atendiam apenas brancos ou apenas negros, sendo que os últimos recebiam menos recursos e estavam sempre mais lotados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Com a COVID-19, não tem sido diferente</strong>. Hoje, a Nação Navajo (o maior território indígena dos EUA) tem a maior taxa de infecção da doença per capita do país, superando até mesmo Nova York. E isso é um reflexo da pobreza das comunidades que vivem por lá &#8211; quase 40% das famílias não tem água potável em casa e vivem em casas super lotadas e muito pobres. Para piorar, o índice de diabetes deles é 4 vezes maior que do resto do país, o que está associado a alimentos de baixa qualidade devido a pobreza extrema.</p>
<div></div>
<p>Em Washington, 45% dos casos de COVID-19 são de pessoas Negras &#8211; porém 79% das mortes são do mesmo grupo. Em Iowa, Latinos são 20% dos pacientes &#8211; mas eles são apenas 6% da população. Em Nova York, pessoas latinas e negras tem morrido duas vezes mais do que brancos pela COVID-19. <strong>Os casos ocorrem principalmente nas regiões mais pobres, onde as pessoas vivem agrupadas em pequenos apartamentos e não podem trabalhar de casa em home office</strong>.</p>
<div></div>
<p><strong>No Brasil já vemos um processo similar</strong>. Muitas favelas sofrem com falta de água corrente, sistema de esgoto ou postos de saúde. A maioria das casas vivem com muitas pessoas agrupadas e as condições de saúde dos moradores já não são boas. Para comparação: <strong>enquanto no bairro rico do Leblon (Rio de Janeiro) a taxa de mortalidade por COVID é de 2.4%, em Brasilândia (um dos bairros mais pobres de São Paulo), a taxa é de 52%</strong>.</p>
<div></div>
<p>Pessoas ricas de cidades cujos sistemas de saúde já colapsaram, como Belém e Manaus, fretam voos com UTIs aéreas para São Paulo e Brasília. Enquanto isso, as taxas de mortes entre os mais pobres só aumenta. <strong>A desigualdade social transforma qualquer pandemia, selecionando quem morre e quem vive</strong>. Parafraseando Leonardo Sakamoto, o vírus é democrático, mas o país não.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p>&#8211; <a href="https://science.sciencemag.org/content/368/6492/700" class="broken_link">An unequal blow</a> (Wade, 2020). Science.</p>
<p>&#8211; <a href="https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2020/05/06/coronavirus-brasil-mostra-que-e-projetado-para-matar-pobre-em-pandemia.htm?aff_source=56d95533a8284936a374e3a6da3d7996" class="broken_link">Coronavírus: Brasil mostra que é projetado para matar pobre em pandemia</a> (Sakamoto, 2020). Uol.</p>
<div></div>
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		<title>Facebook para financiamento coletivo de ONGs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Augusto Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cripto-Moeda & Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Crowdfunding]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No final do ano passado, o Facebook começou a incentivar Organizações Não Governamentais (ONGs) a criar campanahs de financiamento coletivo de cunho social em sua plataforma. A partir deste mês,  ONGs regristradas nos EUA podem registrar-se no site para ativar a capacidade de arrecadar fundos pela  maior rede social do mundo. Se você é ligado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">No final do ano passado, o <a href="https://www.tecnoveste.com.br/facebook-lanca-ferramenta-de-crowdfunding/" target="_blank">Facebook começou a incentivar Organizações Não Governamentais (ONGs)</a> a criar campanahs de <a href="http://blogs.correiobraziliense.com.br/tecnoveste/como-funciona-o-crowdfunding-financiamento-coletivo/" class="broken_link">financiamento coletivo</a> de cunho social em sua plataforma. A partir deste mês,  ONGs regristradas nos EUA podem registrar-se no site para ativar a capacidade de arrecadar fundos pela  maior rede social do mundo.</p>
<p>Se você é ligado em questões do clima, diminuição da pobreza, educação ou igualdade de gênero vale a pena a conhecer a iniciativa e participar das campanhas de arrecadação. Há, também, uma parte do site dedicada a ensinar as melhores estratégias para as instituições de acordo com o foco de suas campanhas.</p>
<p>Veja o post completo no <a href="http://blogs.correiobraziliense.com.br/tecnoveste/facebook-para-ongs-financiamento-coletivo-para-causas-sociais/" target="_blank" class="broken_link">Blog do Tecnoveste no Correio Braziliense</a>.</p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/facebook-para-financiamento-coletivo-de-ongs/">Facebook para financiamento coletivo de ONGs</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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