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	<title>Arquivos relações comerciais | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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		<title>Negócio da China: porque, como e quando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Augusto Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2015 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Business & E-commerce]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De 2001 a 2013, o fluxo de comércio entre Brasil e China multiplicou-se em 26 vezes &#8211; passando de US$ 3,2 bilhões para US$ 83,3 bilhões -, fazendo o país asiático figurar não apenas como maior mercado comprador das exportações brasileiras (média de USD 46 bilhões/ano), mas também como o principal fornecedor de produtos importados pelo Brasil (média de USD 37 bilhões/ano). Iniciadas em 1974, trinta e cinco anos depois, em 1979, a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil, substituindo a posição tradicionalmente ocupada pelos Estados Unidos.</p>
<p>A parceria estratégica entre os países foi reforçada por diversos tratados ao longo dos anos e é entendida como uma política de Estado e não de governo, como pode ser exemplificada pelas &#8220;responsabilidades comuns porém diferenciadas&#8221; defendidas em foros internacionais por meio da agenda transversal do grupos como BRICS, no G20 e no BASIC  &#8211; que tratam de assuntos como desenvolvimento de países emergentes, mudança do clima e reforma da ONU são discutidos. Com o apoio da Embaixada do Brasil em Pequim e dos Consulados-Gerais em Xangai, Cantão e Hong Kong, a China demonstra o mesmo interesse instalando respectivamente representações em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife.</p>
<p>Apesar de o Brasil não reconhecer Taiwan como entidade de governo, apenas a República Popular da China como único Governo legal, o Brasil não é contra a existência de Taiwan, pelo contrário, apoia esforços pacíficos pela reunificação do território chinês &#8211; de acordo com a Resolução 2758 da Assembleia-Geral da ONU. Além do Programa do Satélite de Recursos Terrestres Brasil-China (CBERS ), iniciado em 1988 e ampliado em 2013, na área de alta tecnologia, na área política a cooperação também é forte, como demonstra a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN) co-presidida pelos vice-presidentes dos dois países.</p>
<p>A parte desta relação que mais impacta o cotidiano do cidadão e do empresário brasileiro é o Plano Decenal de Ação Conjunta, que prevê coordenação em áreas como ciência, tecnologia e inovação e cooperação espacial; energia, mineração, infraestrutura e transporte; investimentos e cooperação industrial e financeira; cooperação econômico-comercial; e cooperação cultural e intercâmbio entre as duas sociedades. Nos últimos seis anos, o Brasil acumula um superávit com a China de US$ 32 bilhões.</p>
<p>A cooperação financeira, tanto no âmbito bilateral e quanto no multilateral, logrou frutos que ambos os lados podem se beneficiar, como o Acordo de Swap em Moda Local  &#8211; para evitar que variações bruscas de moeda estrangeira impactem significaticamente no comércio -, a abertura de três bancos chineses atuam no Brasil e a intensificação de investimentos chineses para segmentos como telecomunicações, automóveis, máquinas e serviços bancários.</p>
<p>Do nosso lado, saímos ganhando em áreas como aeronáutica, mineração, alimentos, papel e celulose, serviços bancários, e estamos sempre em busca de uma atuação pragmática para que possamos transformas &#8220;necessidades internas em possibilidades externas&#8221;. Vale a pena ficarmos atentos para que aproveitemos oportunidades como a <a href="https://www.tecnoveste.com.br/canton-fair-a-maior-feira-de-importacao-e-exportacao-da-china">Feria de Cantão</a> &#8211; uma das maiores do mundo para o setor &#8211; e os eventos e publicações do  <a href="http://www.cebc.org.br/pt-br/publicacoes-e-informes/carta-brasil-china/carta-brasil-china-edicao-9" target="_blank" class="broken_link">Conselho Empresarial Brasil – China (CEBC)</a> que beneficiam empreendimentos em diversas áreas de ambos os lados.</p>
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