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	<title>Arquivos saúde pública | Tecnoveste</title>
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	<title>Arquivos saúde pública | Tecnoveste</title>
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		<title>Saúde Mental: como combater ao vício em apostas e jogos eletrônicos, uma questão de saúde pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Augusta Bonnet]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 10:18:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quero me matar? Estou depressivo? Ninguém me entende? Nada de bom me acontece? Algum desses pensamentos já passou pela sua cabeça? Então, saiba que você não está sozinho ou sozinha. Está se Sentindo sem Esperanças? Tem uma solução pra você encontrar alguém para te ajudar a lidar com este momento &#8211; que, com certeza, é passageiro! [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quero me matar? Estou depressivo? Ninguém me entende? Nada de bom me acontece?</p>
<p>Algum desses pensamentos já passou pela sua cabeça? Então, saiba que você não está sozinho ou sozinha. Está se Sentindo sem Esperanças? Tem uma solução pra você encontrar alguém para te ajudar a lidar com este momento &#8211; que, com certeza, é passageiro!</p>
<p>O vício em jogos eletrônicos e apostas online, conhecidos como <em>bets</em>, tem se consolidado como uma das questões de saúde pública mais graves no Brasil. Esse problema afeta não apenas a saúde mental dos indivíduos, mas também sua vida social e econômica. Em reuniões recentes, o governo tem ampliando as ações de assistência na rede de saúde para adotar estratégias tanto no âmbito individual quanto no da Saúde da Família.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O Vício em Jogos Eletrônicos e Apostas: Impactos na Saúde Mental</h2>
<p>O vício em jogos eletrônicos e apostas online tem levado muitas pessoas a desenvolver sérios problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e transtornos de controle de impulsos. A ministra Nísia Trindade, em sua fala, enfatizou que é fundamental tratar esse problema com a mesma seriedade que doenças como o alcoolismo e o tabagismo. Ela ressaltou que o governo está trabalhando para fortalecer as ações de prevenção e tratamento, principalmente por meio das Equipes de Saúde da Família, que desempenham papel essencial na identificação precoce e no encaminhamento de pacientes para os cuidados adequados.</p>
<p>Esse tipo de vício tem ganhado proporções preocupantes, com indivíduos se endividando e comprometendo sua qualidade de vida. Além disso, o aumento do acesso a jogos online e sites de apostas tornou ainda mais urgente a necessidade de uma abordagem integrada de saúde mental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Estratégias de Assistência e Prevenção</h2>
<p>Desde 2023, o Ministério da Saúde tem se empenhado em ampliar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que já conta com quase 3.000 <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/desmad/raps/caps">Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)</a>, incluindo unidades dedicadas ao atendimento de crianças, adolescentes e jovens. Essas unidades oferecem suporte especializado a pessoas que enfrentam transtornos mentais, incluindo aqueles causados por dependência de jogos eletrônicos e apostas.</p>
<p>O SUS (Sistema Único de Saúde) também tem garantido a assistência a pessoas que buscam ajuda para tratar o vício em jogos, desde o estágio inicial até aqueles diagnosticados com transtornos mais graves. O atendimento é realizado de maneira integrada à Atenção Primária à Saúde, que é o primeiro ponto de contato da população com o sistema de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Educação e Conscientização</h2>
<p>Para combater o vício em jogos, o governo tem investido em programas educativos voltados para a prevenção, como o <em>Saúde na Escola</em>. A conscientização sobre os riscos do vício e a promoção de hábitos saudáveis são essenciais, principalmente entre jovens, que são mais suscetíveis aos impactos das apostas e dos jogos eletrônicos. Além disso, a proposta de incluir o vício em jogos patológicos na Classificação Internacional de Doenças (CID) permitirá um tratamento mais direcionado e específico.</p>
<p>A expansão das equipes de Saúde da Família e a implementação de equipes multiprofissionais também têm sido fundamentais na abordagem desse problema, pois essas equipes estão preparadas para identificar e tratar pessoas com dependência de jogos e outras questões de saúde mental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O Estigma e a Superação dos Obstáculos</h2>
<p>Um dos maiores desafios no tratamento de dependentes de jogos eletrônicos e apostas é o estigma. Muitas pessoas ainda têm dificuldades em buscar ajuda devido ao preconceito em relação aos transtornos mentais. Superar esse estigma é fundamental para que os indivíduos afetados possam receber o apoio necessário, sem medo de serem julgados ou discriminados.</p>
<p>O governo tem se empenhado em promover um ambiente mais acolhedor e compreensivo, onde a saúde mental seja vista como uma prioridade. O tratamento eficaz do vício em jogos envolve não apenas o cuidado médico, mas também o apoio psicológico, social e comunitário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como Buscar Ajuda</h2>
<p>Se você ou alguém que você conhece está enfrentando dificuldades com o vício em jogos eletrônicos ou apostas, é importante buscar ajuda. O primeiro passo pode ser procurar o apoio de um psicólogo ou um serviço de assistência social, onde você poderá obter o apoio necessário para superar essa fase. No Brasil, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece serviços gratuitos e acessíveis para quem precisa.</p>
<p>Além disso, o <a href="https://cvv.org.br/" target="_blank" rel="noopener">CVV (Centro de Valorização da Vida)</a> está disponível para oferecer apoio emocional gratuito e sem julgamentos. Formado exclusivamente por voluntários, o CVV proporciona um espaço seguro para quem deseja conversar ou se sente em crise. Você pode entrar em contato pelo telefone 188, que funciona 24 horas por dia, ou pelo chat e e-mail. O CVV está presente em todo o Brasil, oferecendo ajuda de forma confidencial e acolhedora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mensagem de Esperança</h2>
<p>Lembre-se de que a recuperação é possível. O caminho pode ser desafiador, mas existem muitas pessoas e serviços prontos para apoiar você. Não deixe que o estigma ou o medo de buscar ajuda o impeçam de dar o primeiro passo para melhorar sua saúde mental e bem-estar.</p>
<p>A saúde mental é fundamental para a qualidade de vida e para a convivência harmoniosa em sociedade. Ao procurar ajuda, você está mostrando força e cuidado consigo mesmo. Estamos todos juntos nessa jornada de bem-estar e superação.</p>
<p>Se precisar conversar, lembre-se: o CVV está disponível para apoio emocional.</p>
<p>Você não está sozinho! Pode também mandar uma mensagem pra mim nas redes pra gente conversar: <a href="https://www.instagram.com/tennobatsugua/" target="_blank" rel="noopener" class="broken_link">@tennobatsugua</a></p>
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		<title>Futuro pra quem?</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Dec 2024 17:00:36 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estou escrevendo este texto de um dos lugares mais privilegiados que pode existir atualmente: a minha casa.</p>
<p>Privilegiado por que sou um homem branco, com acesso ilimitado à internet e a todo tipo de informação que eu precisar, comida na geladeira, televisão, roupas, produtos de limpeza, álcool em gel e água potável. Assim, estamos, eu e meu cachorro Graciliano, seguros da maior crise de saúde pública do século. Mas seguros dentro de uma fração delimitada.</p>
<p><strong>O mundo lá fora não tem essa realidade.</strong></p>
<p><strong><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/download.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18971" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/download.jpg?resize=300%2C168&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="168" /></a></strong></p>
<p>Perdi as contas de quantos dias estou em casa. Não dá mais pra contar o tempo a partir do nosso cotidiano: todo dia parece domingo. Às vezes, um domingo com trabalho, outras um simples e melancólico domingo. Todo mundo em casa, a rua meio vazia, dormindo a tarde e vendo alguma porcaria à noite antes de dormir. Difícil pensar em segundas-feiras sem todo o itinerário que envolvia o trabalho tal como ele era, uma reunião, começar ou não uma dieta, ir ou não para a academia. Até mesmo as ressacas do final de semana estão em quarentena. Vez ou outra, uma leve dor de cabeça de tanto tomar vinho pra tentar dormir.</p>
<p>Todo dia parece domingo.</p>
<p>E, de novo, falo de um lugar privilegiado. E eu preciso reforçar isso a todo instante. Neste texto e para mim mesmo. Esse conceito muda tudo. Muda a forma de encarar esses tempos. Entender o nosso lugar de privilégio, penso, é o que vai permitir que a gente enxergue e aja de outra forma, abrindo espaços e diálogos. E repito isso com amigos, colegas, parentes e até pessoas desconhecidas que encontro no único dia da semana em que eu saio na rua para ir ao mercado &gt; farmácia &gt; sacolão. E raras vezes, ao pet shop.</p>
<p>São saídas tristes. Ando na rua e tenho vontade de chorar. Falo sozinho atrás da máscara e a cada passo, noto que estou fora de forma, mesmo apesar de ter tentado, no começo, seguir uma rotina de exercícios diários. Mas que logo troquei por garrafas de vinho, cerveja, série ruim e cigarro.</p>
<p>Me sinto como o James Stewart em Janela Indiscreta: olho pra fora e já conheço os(as) vizinhas (os); que horas desligam as luzes, quem fuma na janela, os mais politizados que batem panelas em protestos e os que fecham as cortinas quando começam as paneladas. E pra deixar tudo ainda mais hitchcockiano, semanas atrás houve um assassinato no prédio da frente. Tudo foi acompanhado com uma certa comoção, mas logo todo mundo entrou e esqueceu.</p>
<p>Perder a vida hoje em dia parece só um número.</p>
<p>No começo, fiz uma planejamento detalhado de atividades para a quarentena: ler os livros que estavam empilhados na mesa de cabeceira e na mesa da sala, estudar mais história para achar brechas e respostas para possíveis saídas disso tudo, fazer os tantos cursos que empresas disponibilizaram numa tentativa de solidariedade e compartilhamento de conhecimento (pra quem, né?), aprender a fazer receitas da Rita Lobo, assistir e rever todos os filmes do Almodovár, do Kubrick, do Win Wenders e tentar escrever meu próximo livro. Como resultado, tive o início de síndrome do pânico.</p>
<p>Hoje, como o poema do Álvaro de Campos, o que sinto é cansaço.</p>
<p>Que vai além de não fazer nada. Mas de muita coisa que fui acompanhando nesses meses que já parece quase um ano. A crescente <em>livização do conhecimento</em>, o problema das escolas e sua ineficiência com o ambiente digital para continuar suas aulas, as muitas empresas que da noite para o dia se “digitalizaram” e, claro, aos novos profetas do futuro pós apocalíptico.</p>
<p>Quase como aquele meme “onde vivem, o que comem” etc., vi surgir uma quantidade inexplicável de auto proclamados futuristas, além dos que aqui já existiam. Parece, enfim, que todos têm uma resposta para o que estamos vivendo. Para eles, a crise é uma oportunidade para abrirmos as portas para esse tão esperado e glorioso futuro. A crise está acelerando mudanças que já estavam por vir. Mas, eu me pergunto:</p>
<p><em>Futuro pra quem?</em></p>
<p>Há mais ou menos três anos, comecei a ir em busca de algumas respostas. Até mesmo pelo meu próprio trabalho que envolve tecnologia e uma busca cansativa por “novidade”, precisei ir atrás do que estava acontecendo e o que poderia acontecer com o mundo com a chegada da tal 4ª revolução industrial e seus impactos no trabalho, educação, na vida em geral. Fiz cursos, li livros e textos no medium, assisti incontáveis TEDs e conheci muita gente empenhada em desvendar o futuro.</p>
<p>Quando você começa, é tudo muito sedutor: <em>self driving cars</em>, inteligência artificial, robótica, biotecnologia, nanotecnologia e todas as “<em>gias</em>” que possam existir. O Blade Runner do futuro que estava aparecendo para mim, já parecia mais um Black Mirror com final feliz. Mas não foi difícil começar a perceber que eu estava em um grupo ainda mais privilegiado do que o que eu estava acostumado. Somente brancos, altamente graduados, com ótimos cargos em empresas que parecem ter saído de um livro do Isaac Asimov. Nenhuma pessoa negra, eu quase como o único homossexual e, claro, todos muito “bem de vida”. Não demorou muito para pergunta surgir:</p>
<p><strong><em>Futuro pra quem?</em></strong></p>
<p>Nenhum livro, palestra ou TED previu a chegada do covid-19 e seus desdobramentos políticos e sociais. Lembro só de ter visto, acho que em 2017, o Bill Gates falando que a próxima crise seria uma pandemia.</p>
<p>Algumas semanas atrás, vi no perfil no linkedin de um conhecido que, antes da pandemia, era facilitador de treinamentos corporativos, se definir como um futurista. Mais um sintoma de uma soma de eventos que estão acontecendo de quem está ditando as regras no meio de um jogo que parece não ter um vencedor no final. E a minha pergunta, título deste texto, faz a referência a esse tal dito futuro que está sendo construído para muito poucos? Até mesmo criaram e se servem do slogan “novo normal”.</p>
<p><strong><em>Novo normal pra quem?</em></strong></p>
<p>Entregadores de comidas e serviços de plataformas digitais, motoristas de Uber, caixas de supermercado, cobradores de ônibus, estudantes de periferia e a lista pode continuar interminavelmente. E o futuro dessas pessoas? Como discutir um suposto “novo normal” se pautando em “<em>boom</em>” de crescimento de vendas <em>on-line</em>? Dizer que o “novo normal” será o trabalho remoto, me parece, ser o mesmo que assumir que a desigualdade que está tão transparente agora, deve ser permanecida para sustentar tudo isso. Em um país intercontinental como o Brasil, com estruturas e um tecido social bastante complexo, a crise parece ter relevado ainda mais o quanto estamos longe do futuro Jetsons e mais próximos de um romance regionalista da década de 30. A desigualdade vem caminhar junto da falta de empatia. O novo normal será dos privilegiados trancafiados em casa, enquanto a grande maioria sequer consegue lavar as mãos? Não tem como não nos perguntarmos:</p>
<p><strong><em>Novo normal pra quem? Futuro de quem?</em></strong></p>
<p>E em um grupo de WhatsApp com essas mesmas pessoas que discutem tendências, lentes para enxergar o futuro ou qualquer coisa que o valha, recebo a seguinte mensagem:</p>
<p><em>“uma hora dessas, nasce um bebê com uma mutação genética que protege ele e os descendentes contra corona e ai reseta tudo”. </em></p>
<p>E você pode achar que nada disso que eu to falando têm muito sentido. Eu mesmo acho que não tem. Mas eu começo aqui a minha coluna, com um diálogo aberto para falarmos sobre tudo isso. Se vai haver um certo ou errado, não sei dizer. Mas cada semana, vou trazer uma provocação. Tecnologia, educação, futuro. Está tudo em jogo agora. E discutir, parece ser o primeiro passo para entender se, de fato, vai haver um impacto positivo disso tudo que estamos vivendo.</p>
<p>E toda vez que toco nesse assunto, lembro da capa da New Yorker.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/2017_10_23.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-18970" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/2017_10_23.jpg?resize=220%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="220" height="300" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/2017_10_23.jpg?resize=220%2C300&amp;ssl=1 220w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/2017_10_23.jpg?w=280&amp;ssl=1 280w" sizes="(max-width: 220px) 100vw, 220px" /></a></p>
<p>Eu acendi um cigarro agora. Eu sei, parece estranho fumar no meio de uma crise de saúde respiratória. Por enquanto, to fazendo o meu melhor. Tentando sobreviver. Assim, como você deve tá fazendo o seu também.</p>
<p>Um motoboy com uma bolsa do Rappi passa e estaciona em frente ao prédio. To terminando de escrever esse texto. Olho para baixo e vejo que ele deixou a comida na porta. Sem contato com o entregador. Começo a pensar em como será o trabalho no futuro. Claro, minha preocupação como um homem gay privilegiado é totalmente diferente das pessoas em situação de vulnerabilidade. Não tem como não relacionar isso sempre. O entregador foi embora. E de novo eu me pergunto:</p>
<p><strong>Futuro pra quem?</strong></p>
<p><em>Por Vitor Richner</em></p>
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		<title>O Mangue e o crescimento das cidades, como a ocupação desordenada prejudica a qualidade de vida nas cidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jessika Albuquerque]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2022 10:44:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde a época do descobrimento do Brasil pelos portugueses, os manguezais são utilizados como fonte de renda e sustento para muitas famílias. Indígenas nativos e povos de outros lugares costumavam construir cabanas em áreas próximas aos mangues, pois, além de retirar alimentos dessas áreas, utilizaram os estuários (parte aquática do manguezal) como rota de transporte [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde a época do descobrimento do Brasil pelos portugueses, os <a href="https://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/ecossitema_costeiro/mangue_-_localizacao_e_caracterizacao.html" target="_blank" rel="noopener">manguezais</a> são utilizados como fonte de renda e sustento para muitas famílias. Indígenas nativos e povos de outros lugares costumavam construir cabanas em áreas próximas aos mangues, pois, além de retirar alimentos dessas áreas, utilizaram os estuários (parte aquática do manguezal) como rota de transporte para suas embarcações, seja para transportar mercadorias, interligar tribos indígenas, entre outros.</p>
<p>Ainda hoje, essas práticas são realidade nos manguezais de todo o Brasil e vêm se intensificando cada vez mais. Entretanto, apesar de serem locais ocupados há tempos pelo homem, essas áreas não são propícias à ocupação humana devido a fatores como: dinâmica das marés que representam riscos de inundação em tais áreas; solo tipicamente arenoso com bancos de lama, inapropriados ao estabelecimento de moradias seguras, entre outros.</p>
<p>Entretanto, devido o crescimento populacional cada vez mais crescente, juntamente com os problemas sociais e  econômicos que nosso país enfrenta há tempos como mal distribuição de renda, desemprego, falta de moradia para muitas famílias, entre outros fatores, muitas famílias de baixa renda precisaram optar por construir suas moradias próximas aos mangues devido a presença de alimento (recursos pesqueiros), mesmo sendo áreas menos propícias à ocupação humana e que por este motivo não são ocupadas por pessoas de renda mais alta, pois normalmente optam pelos centros urbanos. Assim, essas áreas ficam “disponíveis” (apesar das leis ambientais) para que outras pessoas habitem.</p>
<p>Todavia, a ocupação desordenada dos manguezais gera poluição nesses ambientes, representando riscos diretos à saúde pública do local, bem como de populações residentes em outras áreas, mas que são beneficiadas pelos recursos pesqueiros oriundos dessas áreas. Muitas ocupações nesses locais carecem de saneamento básico, resultando no despejo de dejetos (lixo, esgoto, etc) no rio e nas florestas de mangue.</p>
<p>A poluição aquática provoca consequências diretas na fauna, como contaminações de peixes, crustáceos e outros organismos que habitam essas áreas; como esses animais são pescados para alimentação das famílias, bem como para comercialização em feiras e mercados, tal contaminação pode resultar em doenças e parasitoses para os seres humanos, sendo este fator uma causa para possíveis surtos e epidemias na população.</p>
<p>Além disso, o <a href="https://conexaoplaneta.com.br/blog/no-brasil-manguezais-sofrem-com-a-expansao-imobiliaria-e-o-agronegocio/" target="_blank" rel="noopener" class="broken_link">desmatamento das florestas de mangue</a> para a retirada de lenha para construção de fornos e casas, por exemplo, também aumentam os índices de poluição do ar devido a emissão de poluentes e redução dos “filtros naturais” do gás carbônico, que são as árvores; isto aumenta as chances do surgimento de doenças respiratórias na população.</p>
<p>Além desses fatores, muitas pessoas utilizam a água poluída dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Estu%C3%A1rio">estuários</a> para consumo ou higienização, aumentando os riscos de contaminação e proliferação de doenças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-26965 size-full" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2022/06/mangue-manguezal-urbanizacao-pobreza.jpg?resize=1200%2C800&#038;ssl=1" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2022/06/mangue-manguezal-urbanizacao-pobreza.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2022/06/mangue-manguezal-urbanizacao-pobreza.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2022/06/mangue-manguezal-urbanizacao-pobreza.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2022/06/mangue-manguezal-urbanizacao-pobreza.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2022/06/mangue-manguezal-urbanizacao-pobreza.jpg?resize=90%2C60&amp;ssl=1 90w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2022/06/mangue-manguezal-urbanizacao-pobreza.jpg?resize=180%2C120&amp;ssl=1 180w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2022/06/mangue-manguezal-urbanizacao-pobreza.jpg?resize=95%2C64&amp;ssl=1 95w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
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		<title>Covid-19 e o SUS: os desafios de uma política pública em tempos de pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Douglas Leonardo Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 09:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos de covid-19, a busca por hospitais públicos tem aumentado bastante, o que representa um aumento no número de leitos e ocupações hospitalares. Segundo as informações obtidas pelo jornal Estado de Minas Gerais, o Sistema Único de Saúde começa a sentir os impactos de um possível colapso em termos de internações em leitos de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de covid-19, a busca por hospitais públicos tem aumentado bastante, o que representa um aumento no número de leitos e ocupações hospitalares. Segundo as informações obtidas pelo jornal Estado de Minas Gerais, o Sistema Único de Saúde começa a sentir os impactos de um possível colapso em termos de internações em leitos de UTI.</p>
<p>Ocorre que antes mesmos da pandemia, o Brasil já passava por sérios problemas em relação às políticas públicas da saúde. Isso porque o sistema de saúde depende de verbas que são repassadas pelo Governo Federal, constantes na lei orçamentária. Ou seja, existe um percentual mínimo de valores que são repassados aos Estados que, por sua vez, direcionam recursos aos Municípios que dependam de insumos e materiais, além de mão-de-obra obtidas por meio de concurso público. De acordo com uma pesquisa do SPC, 69,7% dos brasileiros não têm plano de saúde particular.</p>
<p>Até o momento, percebe-se aumento expressivo no número de casos de coronavírus no Brasil, o que tem preocupados as autoridades, pois reflete o nível de assistência que o governo presta em relação ao seu povo. À medida em que os leitos de UTI são ocupados, torna-se necessário a realização de repasses públicos, bem como da realização de investimentos e melhoramentos em termos de infraestrutura.</p>
<blockquote><p><strong><em>As políticas públicas ainda estão ultrapassadas em termos de assistencialistas, porque o Estado não tem evoluído na mesma velocidade das necessidades populacionais e regionais. É um déficit que abrange as três esferas de poder: Legislativo, Executivo e Judiciário.  </em></strong></p></blockquote>
<p>Como se verifica nos noticiários locais, o Ministério da Saúde afirmou que vem preparando o SUS para a chegada do vírus desde janeiro e tem reforçado frente à população a necessidade de seguir as recomendações publicadas pela Anvisa para evitar o contágio. As orientações mais eficazes são: lavar bem as mãos, utilizar álcool gel 70% e evitar aglomerações. Isso é o suficiente? Certamente não.</p>
<p>A ideia de reforçar hábitos sanitários de proteção pode minimizar o contágio do vírus sim, mas de qualquer forma o SUS continua carente de necessidades públicas que, diante do cenário atual, tende a ser pior a longo prazo. Os cofres públicos não estão arrecadando na mesma medida em que se arrecadou há três ou quatro anos. Comércios fechados, estabelecimentos sem movimento, a população está assustada com uma pandemia nunca antes vista. Política de juros baixos para incentivar o consumo e aquecer a economia, tudo isso para movimentar o mercado financeiro e permitir uma luz no fim do túnel. Um túnel que não se sabe nem onde e nem quando acaba.</p>
<blockquote><p><strong><em>O Estado como garantidor dos direitos e garantias fundamentais, deve primar pela Saúde neste momento tão delicado. Reformular políticas públicas e estabelecer Parcerias Públicos Privadas são soluções a serem tomadas. </em></strong></p></blockquote>
<p>A iniciativa privada tem se mostrado bastante proativa nesse sentido. Diversos programas de incentivo, prorrogação de prazos para pagamento de dívidas, arrecadação de alimentos e produtos de utilidade básica são alguns dos exemplos. Como se percebe, é um momento de união, mesmo em tempos de isolamento. É sobre cada um fazer o melhor nas suas limitações, claro. O Estado precisa entender que agora não é o momento de se discutir nada além do fomento à pesquisas, capacitações, infraestrutura e políticas de aprimoramento e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para o SUS.</p>
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		<title>viaconsultas: Startup Brasileira oferece consultas médicas a preços acessíveis e otimiza a ocupação do tempo ocioso de profisionais da saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Edson]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 06:11:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem Estar & Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Startups e Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[área da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[consulta]]></category>
		<category><![CDATA[consulta médica]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[exame]]></category>
		<category><![CDATA[preços acessíveis]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[startup brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<category><![CDATA[tempo ocioso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A situação da saúde pública no nosso país é precária, por isso, a maioria que tem condições de pagar por um plano de saúde privado o fazem. O viaconsultas nasceu como uma startup na área de saúde atingindo dois objetivos fundamentais: por um lado da relação, tornar mais prática e acessível aos pacientes &#160;conseguirem suas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A situação da saúde pública no nosso país é precária, por isso, a maioria que tem condições de pagar por um plano de saúde privado o fazem. O <strong>viaconsultas</strong> nasceu como uma startup na área de saúde atingindo dois objetivos fundamentais: por um lado da relação, tornar mais prática e acessível aos pacientes &nbsp;conseguirem suas consultas e exames diagnósticos, e por outro lado, permitir maior eficiência na ocupação das agendas de trabalho dos profissionais da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jeferson Calderaro, com o apoio do SEBRAE, com cursos e consultorias, criou uma plataforma para oferecimento de consultas nos tempos ociosos nestas agendas. O <strong>viaconsultas</strong> tem uma área de atuação bem definida e uma equipe capaz de colaborar para o desafogamento do serviço público de saúde, ao mesmo tempo que complete com os planos de saúde privados no oferecimento de melhores serviços, tanto para a oferta de agenda aos profissionais da área de saúde quanto para o público que necessita dos serviços. Isso, de maneira eficiente e transparente, dentro dos princípios da ética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jeferson trabalhou mais de 30 anos na área de saúde. Como Farmacêutico conheceu hospitais públicos e privados e pode acompanhar as dificuldades dos pacientes, identificando os inúmeros problemas enfrentados por eles, tanto em âmbito local como a nível nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Disso surgiu a ideia de criar uma plataforma que pudesse facilitar esta condição, principalmente para as pessoas que não possuem plano de saúde, ofertando consultas e exames diagnósticos a um custo mais acessível, mais justo, comparativamente aos pagos para as clínicas particulares, e sem impor pagamentos de mensalidades como nos planos de saúde, garantindo aos pacientes usuários da plataforma um atendimento digno e de qualidade nas clínicas particulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de ampliar os conhecimentos e trocas de informações em networking para melhoria da sua plataforma, Jeferson participou da Comunidade Ei de empreendedorismo, onde reforçou sua ideia de negócio e recebeu instruções e mentorias para melhorar os aspectos gerenciais do desenvolvimento da ideia, além de aprofundar as relações com outros empreendedores com os mesmos ideais.<br></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2019/01/viaconsultas.png?resize=230%2C159&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16123" width="230" height="159"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"> </p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>
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