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	<title>Arquivos transistor | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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		<title>Peles eletrônicas impressas a partir de um arquivo de imagem. Será?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vanessa Gama]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 14:23:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Electronic skin”, o que traduzindo seria uma pele eletrônica, são bioeletrônicos vestíveis que se parecem, de alguma forma, com a pele humana e são capazes de integrar a pele a outros eletrônicos, de forma imperceptível pra quem está vestindo. Uma das características mais importantes desses eletrônicos é que eles sejam elásticos (estiquem) e também macios, assim como a pele humana. Desse jeito, fica mais fáceis de vestir, ou de adaptar na própria pele para diversas aplicações. A capacidade de esticar faz com que eles se integrem às curvas e aos movimentos do corpo.</p>
<p>Pensando nisso, um grupo de cientistas (<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-019-10569-3">leia o artigo original aqui</a>) imprimiu uma matriz transistora elástica, utilizando uma impressora jato de tinta (aquelas que a gente tem em casa) pra imprimir, um arquivo digital (tipo uma imagem em .JPEG) e uma solução de polímeros condutores de eletricidade, o PEDOT:PSS (poly(3,4-ethylene-dioxythiophene)-poly(styrenesulfonate)) e o PVDF-HFP (poly(vinylidene fluoride-<em>co</em>-hexafluoropropylene, e nanotubos de carbonos como tinta. Tudo isso solubilizado em água ou tolueno. Oi? Não entendeu nada? Então vamos lá!</p>
<p>Primeiramente, o que é um transistor? É um dispositivo, feito de material semi-condutor (condutor de eletricidade), que serve pra amplificar (aumentar) ou trocar sinais eletrônicos. Ele é necessário em todos os dispositivos eletrônicos que utilizamos hoje.</p>
<p>E esse papo de nanotubos de carbono? Nanotubos de carbono são um material formado por grafeno (uma das formas cristalinas do carbono/material muuuito fino) enrolado como se fosse uma folha de papel, só que com a espessura de apenas um átomo de carbono.</p>
<p>Mas ninguém nunca fez um transistor elástico? Até fizeram, mas essa galera foi a primeira a fazer um transistor inteiro, completo, usando essa técnica de impressão (jato de tinta). Nos estudos semelhantes, apenas uma ou poucas camadas foram feitas por impressão.</p>
<p>Várias técnicas podem ser utilizadas pra imprimir os transistores, como “spin coating” (revestimento por rotação), fotolitografia, “shadow mask” (máscara de sombra), e evaporação. O problema dessas técnicas é a produção apenas de áreas pequenas e também o uso de processos muito complicados. Uma das grandes vantagens de usar essas impressoras é que é um método simples, barato e escalável (fácil de aumentar a produção pra grandes quantidades).</p>
<p>Cada transistor que eles imprimiram tinha 2 mm<sup>2</sup> de área superficial, o que é tipo o tamanho de uma formiga inteira. Os transistores foram estáveis em condições ambientes, apresentaram boa mobilidade (até 30 cm<sup>2</sup>V<sup>&#8211;</sup>1s<sup>-1</sup>) e foram capazes de operar em ultra-baixa voltagem, o que significa que eles podem ser utilizados em conjunto com baterias pequenas ou “energy haverting” (colheita de energia – energia capturada de fontes externas, como a solar).</p>
<div id="attachment_19578" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/08/apresentac3a7c3a3o1.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19578" class="size-medium wp-image-19578" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/08/apresentac3a7c3a3o1.png?resize=300%2C280&#038;ssl=1" alt="mãode luva com transistor elático e pinça" width="300" height="280" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/08/apresentac3a7c3a3o1.png?resize=300%2C280&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/08/apresentac3a7c3a3o1.png?w=565&amp;ssl=1 565w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19578" class="wp-caption-text">Transistor elástico impresso (imagem adaptada do artigo)</p></div>
<p>Os transistores produzidos foram capazes de manter o contato elétrico mesmo sob tensão mecânica, com alta estabilidade térmica e alta mobilidade, esticando 20 – 30 %, o que seria o suficiente para usar na pele humana. Sucesso! Eles apresentaram excelente performance elétrica em condições ambientes. O objetivo do grupo agora é melhorar ainda mais a resistência deles quando esticados.</p>
<p>No futuro, eles podem ser usados como sensores pra monitorar sinais fisiológicos como pressão arterial, temperatura, níveis de metabólitos no sague, etc. Outra possível aplicação seria aumentar a sensibilidade de robôs.  Também dá pra usar “electronic skins” para a interação homem/robôs. Nesse vídeo é possível ver o uso de um desses dispositivos para mover um braço eletrônico (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=NCOwWEMEQN8">https://www.youtube.com/watch?v=NCOwWEMEQN8</a> – o método de fabricação utilizado nesse vídeo é diferente do descrito nesse post).</p>
<p>*Curiosidade: esses transistores foram capazes de imitar/mimetizar o comportamento sináptico dos neurônios (o que deixa eles ainda mais interessantes como interface cérebro-máquina, em eletrônicos vestíveis), com migração de íons pra interface dielétrica e transmissão de sinais de baixa voltagem (-80 mV por 20 ms, produzindo uma corrente de ~50 nA) seguido de rápido relaxamento (300ms) e volta pro estágio de equilíbrio inicial.</p>
<ul>
<li>Quem quiser ver o esquema completo, com todas as etapas de produção do transistor, pode consultar o artigo.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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