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	<title>Arquivos transtorno do espectro autista | Tecnoveste</title>
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	<title>Arquivos transtorno do espectro autista | Tecnoveste</title>
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		<title>O farol das Orcas e da educação inclusiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MARCELLO LASNEAUX]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 23:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Foi de uma psicóloga que divide comigo o acompanhamento de um aluno, que veio a indicação do filme <a href="https://www.netflix.com/br/title/80105690" target="_blank" rel="noopener">O FAROL DAS ORCAS</a>. É um filme incrível, com uma história incrível, que fala de uma temática incrível (educação inclusiva), de uma conexão possível para situações vistas como impossíveis.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div></div>
<div>O enredo é baseado em história real, sobre uma criança com TEA (<a href="https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Transtorno-do-Espectro-Autismo-TEA" target="_blank" rel="noopener">transtorno do espectro autista</a>). Sem fala, com atitudes repetidas, distante do mundo, marcado fisicamente pela automutilação. Esse era o menino Tristán. Até que um dia, um documentário na TV o desperta. É sobre um biólogo e seu relacionamento com a orcas livres no oceano.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div></div>
<div>O garoto se sente inserido, aproxima-se da TV e acaricia a tela provocando uma emoção tocante em quem assiste. Além disso, faz um movimento com os dedos, com a mão espalmada, para indicar sua felicidade. A mãe, testemunha dessa aproximação quase inenarrável e autêntica do mundo real, não mede esforços. Então, mãe e filho percorrem milhares de quilômetros de Madrid até a Argentina patagônica, para um cenário paradisíaco entre dois faróis, onde lobos-marinhos e orcas vivem alheios à pouca presença humana.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div></div>
<div>Os ganhos psicossociais e cognitivos de Tristán são de uma veracidade tocante e permitem-nos imaginar que, ainda que estejamos distantes das orcas e das praias, consigamos uma possibilidade pedagógica para atingir uma verdadeira inclusão. O que se vê no filme é uma lógica possível, não só para a inclusão de alunos especiais, mas para todos os alunos.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div></div>
<div></div>
<h3>Educação inclusiva auxiliada pela indústria do entretenimento</h3>
<ul>
<li><strong>Primeiro</strong>: a TV funcionou como exposição livre de conteúdo.</li>
<li><strong>Segundo</strong>: a criança, entre tantos programas que a TV passou, escolheu livremente o que a tocava, o que lhe era verdadeiro.</li>
<li><strong>Terceiro</strong>: em face ao consentimento autêntico do sujeito [a criança] o caminho pedagógico foi criado e aumentado pelos mediadores educativos [o biólogo, a mãe, as pessoas do entorno]. E os avanços [sem querer dar spoiler!] são emocionantes e contundentes.</li>
</ul>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div></div>
<div>Não há preço, especialmente vindo de uma criança – vê-la tornar-se ela mesma, sem interditos de regras estapafúrdias, sem currículos inventados, sem provas desconexas e exames adestradores.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div></div>
<div>É esse um outro lugar pedagógico.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
<div><span style="color: #ffffff;">.</span></div>
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