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	<title>diele-viegaslm, Autor em Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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	<title>diele-viegaslm, Autor em Tecnoveste</title>
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		<title>Dia internacional de mulheres e meninas na ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[diele-viegaslm]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2021 16:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 11 de fevereiro é comemorado o dia internacional de mulheres e meninas na ciência. Este dia foi definido em assembléia geral das Nações Unidas em 2015, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a questão da excelência das mulheres na ciência. Além disso, busca lembrar a comunidade internacional de que a ciência [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 11 de fevereiro é comemorado o <a href="https://pt.unesco.org/news/dia-internacional-mulheres-e-meninas-na-ciencia">dia internacional de mulheres e meninas na ciência</a>. Este dia foi definido em assembléia geral das <a href="https://news.un.org/pt/tags/dia-internacional-das-mulheres-e-meninas-na-ciencia">Nações Unidas</a> em 2015, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a questão da excelência das mulheres na ciência. Além disso, busca lembrar a comunidade internacional de que a ciência e a igualdade de gênero devem avançar lado a lado para enfrentar os principais desafios mundiais. Isto é essencial para alcançar os objetivos e metas da agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, que nada mais é que um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade que busca fortalecer a paz universal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><strong>Mas por que um dia de mulheres e meninas na ciência?</strong></span></p>
<p>Ao redor do mundo, as mulheres ainda são minoria nas carreiras acadêmicas. Quando você pensa em um cientista, normalmente a imagem que vem à cabeça é aquela clássica do Albert Einstein: Um homem branco, descabelado, e muitas vezes de jaleco.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="image-preview__image" src="https://i0.wp.com/i.ytimg.com/vi/w3qGwo39grc/maxresdefault.jpg?resize=713%2C401&#038;ssl=1" alt="Umfrage: Wer ist eigentlich Albert Einstein? - YouTube" width="713" height="401" data-v-786b5c58="" data-test-src="https://i.ytimg.com/vi/w3qGwo39grc/maxresdefault.jpg" data-test-id="image-preview-image" data-src="https://i.ytimg.com/vi/w3qGwo39grc/maxresdefault.jpg" /></p>
<p>Albert Einstein. Foto: Reprodução.</p>
<p>Mas isso não acontece por falta de competência ou por questões biológicas e cognitivas, como alguns cientistas mais conservadores, normalmente homens, cis e heteros, ainda acreditam. As mulheres sofrem pressões desde sua infância, que vão desde os estereótipos de gênero (que menina nunca foi estimulada a fazer balé, brincar de boneca ou de casinha?) até a falta de representatividade, o que acaba desestimulando o interesse pelas ciências.</p>
<p>Porém, nós existimos. Cientistas mulheres existem e resistem todos os dias às pressões que sofrem dentro e fora do ambiente acadêmico. E muitas de nós se dedicam, para além das nossas pesquisas, à lutar pela diversidade no ambiente acadêmico, promovendo a entrada e a permanência de meninas na ciência.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2019_11_14-116CL.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignnone wp-image-23163 " src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2019_11_14-116CL.jpg?resize=551%2C367&#038;ssl=1" alt="Dra. Luisa Maria Diele-Viegas em evento promovido pela Rede Kunhã Asé em 2019. Foto: Walter Costa Neto" width="551" height="367" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2019_11_14-116CL.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2019_11_14-116CL.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2019_11_14-116CL.jpg?resize=90%2C60&amp;ssl=1 90w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2019_11_14-116CL.jpg?resize=180%2C120&amp;ssl=1 180w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2019_11_14-116CL.jpg?resize=95%2C64&amp;ssl=1 95w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2021/02/2019_11_14-116CL.jpg?w=849&amp;ssl=1 849w" sizes="(max-width: 551px) 100vw, 551px" /></a></p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Dra. Luisa Maria Diele-Viegas em evento promovido pela Rede Kunhã Asé em 2019. Foto: Walter Costa Neto</span></p>
<p>Esse é o caso da <a href="https://www.instagram.com/kunhaase/">rede Kunhã Asé de Mulheres na Ciência</a>. Através de ações em escolas, participação e organização de eventos, produção de artigos científicos e divulgação científica nas redes sociais e fora delas, a RKA busca, acima de tudo, fornecer apoio emocional e intelectual à meninas e mulheres que tenham interesse pela ciência ou que ja estejam inseridas no ambiente acadêmico. Sempre pautadas no conceito de interseccionalidade, que entende que os sistemas de opressão como o racismo, xenofobia, classismo, capacitismo, LGBTQIA+ fobia e machismo podem se sobrepor e relacionar-se entre si, nossas ações buscam abranger os diferentes grupos subrepresentados na academia. Afinal, a diversidade é o principal pilar de um sistema saudável e harmônico.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-18919" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=383%2C383&#038;ssl=1" alt="" width="383" height="383" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=2048%2C2048&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="(max-width: 383px) 100vw, 383px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Para o dia de hoje, fica a mensagem: menina, nós existimos! Não deixei de seguir seus sonhos! </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">Afinal, lugar de mulher é aonde ela quiser&#8230; inclusive fazendo ciência!</span></strong></p>
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		<title>Cenário pós pandemia no meio ambiente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[diele-viegaslm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2020 17:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao longo da história recente, algumas pandemias e epidemias assolaram a humanidade. Ainda no século XIV, a peste negra matou entre 75 e 200 milhões de pessoas, e agora mais recentemente, em 1918, a gripe espanhola matou entre 40 e 50 milhões de pessoas. Estas duas pandemias, juntamente a pandemia da gripe suína, que teve [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo da história recente, algumas pandemias e epidemias assolaram a humanidade. Ainda no século XIV, a peste negra matou entre 75 e 200 milhões de pessoas, e agora mais recentemente, em 1918, a gripe espanhola matou entre 40 e 50 milhões de pessoas. Estas duas pandemias, juntamente a pandemia da gripe suína, que teve menor taxa de letalidade, e epidemias como a do ebola, da zika, chikungunya e dengue, sempre tiveram uma origem comum: os animais.</p>
<p>Diversos vírus que passaram de hospedeiros animais para os seres humanos no último século tiveram relação com o contato próximo entre pessoas e animais silvestres, como morcegos e macacos. Soment nos últimos 50 anos, cerca de 75% das doenças tiveram origem animal. Em alguns casos, a infecção se dá diretamente; em outros, ocorre indiretamente através do consumo de carne.</p>
<p>De modo geral, o problema está na destruição ambiental causada pela expansão agrícola, industrial e urbana. Locais próximos à borda de florestas tropicais onde mais de 25% da floresta original foi perdida tendem a ser focos de transmissões virais entre animais e humanos. Morcegos, por exemplo, que são os prováveis reservatórios de virus como o da Covid-19, passam a se alimentar nas proximidades de ambientes urbanos quando seu hábitat natural é perturbado pela construção de estradas, extração de madeira e outras atividades humanas.</p>
<p>No início da pandemia, muito se especulou acerca dos potenciais impactos positivos da pandemia no meio ambiente, considerando o isolamento social e o período de quarentena. De fato, foi possível verificar uma redução nas emissões de gases do efeito estufa provenientes principalmente do setor de transporte: só em Madri, houve uma redução de cerca de 75% na emissão de dióxido de nitrogênio até abril de 2020. Já na China, foi possivel verificar uma redução de 25% em todo o montante de emissão de CO2 neste mesmo período, sendo possível verificar inclusive uma diminuição da poluição através de imagens de satélite (ex abaixo).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_20036" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Picture1.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20036" class="wp-image-20036 size-medium" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Picture1.png?resize=300%2C226&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="226" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Picture1.png?resize=300%2C226&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Picture1.png?resize=45%2C35&amp;ssl=1 45w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Picture1.png?w=441&amp;ssl=1 441w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-20036" class="wp-caption-text">Poluição na região da China, em janeiro (esquerda) e fevereiro (direita). Fonte: NASA.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras notícias também ganharam as mídias sociais, voltadas principalmente para a invasão da vida selvagem em ambientes urbanos. Foi noticiado, por exemplo, que os canais de Veneza estariam tão limpos que golfinos e cisnes estariam de volta à essas águas. Tais notícias provaram ser fake news, uma vez que os golfinhos não retornaram aos canais de veneza e os cisnes nunca deixaram de frequentar o local.</p>
<p>Apesar dessas especulações, a realidade é bem diferente. Na prática, a pandemia já está sendo bastante prejudicial ao meio ambiente, a começar pelos resíduos hospitalares: Até abril, só na China houve um aumento de 400% no volume de lixo hospitalar gerado, que subio para 200 toneladas por dia. Estima-se que somente as embalagens dos materiais utilizados nos EUA até abril foram responsáveis pelo corte de mais de 1 bilhão de árvores. Para além disso, o descarte do lixo hospitalar, o qual inclui máscaras descartáveis e luvas, também está sendo feito de maneira incorreta ao redor do mundo, poluindo ainda mais rios e mares.</p>
<p>Para além dos impactos ambientais visíveis, a crise econômica causada pela pandemia também leva a um cenário bastante preocupante: para se recuperar da crise, grandes potências mundiais estão apelando para a queima de combustíveis fósseis para reativar a industria e assim aquecer a economia. Isso leva a um cenário assustador num futuro próximo, pois as mudanças climáticas já são uma ameaça real e a necessidade de se reduzir as emissões de gases do efeito estufa é urgente.</p>
<p>No Brasil, o cenário ainda é mais devastador, considerando que a base da recuperação econômica está pautada na expansão da agropecuária – que não só é a maior responsável pelo aumento do desmatamento florestal nacional, como também é a maior emissora de gases do efeito estufa no país.</p>
<p>Este cenário é especialmente preocupante quando relacionamos estes fatores ao surgimento de novas pandemias, conforme falamos no início do texto. Por exemplo, somente na região amazônica, a cada 1 km2 de floresta desmatada equivale a 27 novos casos de malária. O desmatamento na amazônia, juntamente ao avanço das mudanças climáticas, tendem a aumentar o surgimento de novas doenças e zoonoses nos próximos anos.</p>
<p>A boa notícia é que dá para a gente evitar que uma nova pandemia como a da COVID-19 aconteça novamente. Basta que haja investimento em programas que monitorem e reduzam a destruição das florestas tropicais e as atividades de tráfico de animais silvestres. Isso porque sai mais barato aplicar esse tipo de ação do que lidar com as consequencias de uma pandemia global. É necessário que haja investimento em pesquisas focadas na detecção e controle de vírus que tenham potencial pandêmico, programas de educação ambiental para sensibilizar a população sobre o tema e assim reduzir o desmatamento tropical e o consumo de animais silvestres como forma de alimento. Por fim, são necessárias medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e mitigar os impactos das mudanças climáticas em ambientes naturais e urbanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="https://www.preprints.org/manuscript/202004.0501/v1">https://www.preprints.org/manuscript/202004.0501/v1</a></p>
<p><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2020/06/pandemia-coronavirus-covid-19-prejudicial-meio-ambiente-mudancas-climaticas">https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2020/06/pandemia-coronavirus-covid-19-prejudicial-meio-ambiente-mudancas-climaticas</a></p>
<p><a href="https://science.sciencemag.org/content/369/6502/379.full">https://science.sciencemag.org/content/369/6502/379.full</a></p>
<p><a href="https://exame.com/brasil/sem-controlar-desmatamento-amazonia-pode-originar-novas-pandemias/">https://exame.com/brasil/sem-controlar-desmatamento-amazonia-pode-originar-novas-pandemias/</a></p>
<p><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/09/28/como-as-mudancas-climaticas-afetam-as-pandemias">https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/09/28/como-as-mudancas-climaticas-afetam-as-pandemias</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O pantanal está em chamas!</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2020 17:05:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; O pantanal está pegando fogo. Já são mais de 20 mil quilômetros quadrados de área queimada, e os incêndios continuam destruindo esta que é a maior área úmida continental do mundo. Isso mesmo que você ouviu: a maior área úmida do mundo está sendo destruida.. pelas chamas. O pantanal é uma região natural [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19806" style="width: 462px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3.jpeg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19806" class="wp-image-19806 " src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3.jpeg?resize=452%2C371&#038;ssl=1" alt="" width="452" height="371" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3.jpeg?resize=300%2C246&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3.jpeg?resize=768%2C631&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/3.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w" sizes="(max-width: 452px) 100vw, 452px" /></a><p id="caption-attachment-19806" class="wp-caption-text">Incêndio no Pantanal. Fonte: Reprodução/Twitter.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O pantanal está pegando fogo. Já são mais de 20 mil quilômetros quadrados de área queimada, e os incêndios continuam destruindo esta que é a maior área úmida continental do mundo. Isso mesmo que você ouviu: a maior área úmida do mundo está sendo destruida.. pelas chamas.</p>
<p>O pantanal é uma região natural com área total estimada de aproximadamente 195 mil quilometros quadrados, e abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no Brasil, além de se estender também para a Bolívia e Paraguai. Isso significa que mais de 10% de toda a sua extensão já foi consumida pelas chamas, e as perspectivas são bem ruins.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao contrário da Amazônia, o Pantanal pode ter incêndios naturais. Muitas das suas espécies vegetais estão adaptadas ao calor, com folhas mais espessas e sementes que precisam das chamas para germinar. Os campos formados por gramíneas, plantas da famílía das gramas e capins, favorecem o processo de combustão expontânea, que são muitas vezes desencadeados por raios. Porém, o aumento de 248% dos focos de calor na região nos últimos meses não é, nem de longe, um processo natural.</p>
<p>Os incêndios naturais são associados aos períodos de chuva – justamente por terem relação com a queda de raios, uma vez que essas descargas elétricas são acompanhadas por gotículas de chuva. Desta forma, com a umidade alta, os incendios naturais se propagam lentamente e apagam naturalmente.</p>
<p>Acontece que o pantanal está enfrentando a pior seca dos últimos 47 anos. Houve uma redução de 50% no volume de chuva neste ano em relação ao ano passado, e o nível do rio Paraguai, o principal formador do Pantanal, chegou à menor marca registrada em cinco décadas.  Desta forma, o incêndio que estamos vivenciando hoje tem uma única causa: a ação humana. A prática de atear fogo para limpar áreas de roças e pastagens é muito comum  não só no Pantanal, mas também no Cerrado e na Amazônia – e foi apontada como uma das causas dos incêndios que atingiram a Amazônia no ano passado. Durante o período de seca, esta prática é extremamente danosa ao meio ambiente, pois o controle do fogo se torna praticamente impossível. Desta forma, duas medidas entraram em vigor para proibir a prática: o decreto estadual no Mato Grosso que torna a prática ilegal desde 1º de julho e a moratória federal contra o fogo na Amazônia e Pantanal, de 16 de julho.</p>
<p>Apesar disso, o fogo continua firme e forte, ameaçando a integridade dessa região natural tão rica e biodiversa. São quase duas mil espécies de plantas e mais de mil espécies de animais vertebrados, além de uma diversidade incontável de animais invertebrados. Para além da biodiversidade, a região é lar de uma comunidade tradicional diversa, que abrange indígenas, quilombolas, coletores de iscas ao longo do rio Paraguai, entre outras. Essa riqueza indescritível está ameaçada pelo fogo. Muitos animais estão morrendo queimados, alguns sendo resgatados com muitas queimaduras e debilitados. Os animais que conseguiram fugir dos incêndios se concentram agora ao redor das poucas poças de água que restaram. Muitos estão morrendo de fome. A maioria das planícies que outros anos estariam inundadas já não tem água alguma.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-19807" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?resize=355%2C227&#038;ssl=1" alt="Iguana queimada durante o incêndio. Fonte: Reprodução/Twitter" width="355" height="227" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?resize=300%2C192&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?resize=768%2C491&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?resize=190%2C122&amp;ssl=1 190w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?resize=120%2C76&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?resize=265%2C168&amp;ssl=1 265w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?resize=220%2C140&amp;ssl=1 220w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/09/4.jpeg?w=1008&amp;ssl=1 1008w" sizes="(max-width: 355px) 100vw, 355px" /></a></p>
<p>Nesta seca tão dura, as planícies, outrora alagadas, estão completamente sem água e já não servem mais como barreiras naturais para impedir que o fogo se alastre. Então, o fogo “pula”, como dizem os moradores locais, devorando áreas cada vez maiores.</p>
<p>Estamos vivendo uma tragédia sem precedentes. A ajuda que chegou não é suficiente. O número de homens do corpo de bombeiros está longe do necessário. Os donos de pousadas arriscam suas próprias vidas tentando apagar o fogo. São poucas dezenas de pessoas, quando seriam necessários milhares, para enfrentar as chamas no braço, sobre o chão de brasas. Sem elas, não sobraria o pouco verde que abriga o que ainda resta da vida pantaneira.</p>
<p>Precisamos refletir sobre nosso impacto no mundo. Nós exploramos o ambiente como se não houvesse amanhã, destruímos florestas, queimamos paisagens, levamos a nossa biodiversidade à extinção. A sociedade em que vivemos é movida pelo consumo, pela extração de recursos naturais a nosso bel prazer. Mas os recursos não estão lá para nos servir. Nós não estamos acima da natureza – nós somos parte dela. Precisamos aprender com os povos originários a coexistir com o meio ambiente, e não explora-lo até a última gota. Pois se continuarmos desse jeito, em breve não teremos mais volta, e não teremos mais o que proteger. Ai, será tarde demais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link pra ajudar: http://vaka.me/1359949</p>
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		<title>Manda Nudis! Nudibrânquios no Nordeste Brasileiro</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2020 18:17:02 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/cdnbr1.img.sputniknews.com/img/1392/34/13923478_0%3A256%3A2730%3A1792_1200x0_80_0_1_0e3c08bd067eee6d2c702e1f60c804b5.jpg?resize=1200%2C675&#038;ssl=1" alt="Dragão Azul. Fonte: Sputnik Brasil" width="1200" height="675" /><p class="wp-caption-text">Dragão Azul. Fonte: Sputnik Brasil</p></div>
<p>Essa semana sairam várias notícias sobre o aparecimento de um animal bem diferente nas praias do Nordeste Brasileiro: o <em>Glaucus atlanticus</em>, mais conhecido como dragão azul ou dragão do mar. Então eu resolvi falar um pouquinho sobre esse bichinho tão carismático, mas que ao mesmo tempo está sendo alvo de diversas fake news.</p>
<p>Esse animal é um molusco, do mesmo grupo dos caracóis, mais especificamente um nudibrânquio, e vive em alto mar nos oceanos atlantico, pacifico e indico, não sendo portanto muito comum de ser visto nas praias. Apesar disso, seu aparecimento nas praias do brasil é relativamente comum, tendo sido avistado já em praticamente todo o litoral. Isso se deve muito provavelmente à fortes correntes marítimas que podem acabar trazendo esses animais para a areia.</p>
<p>Por serem muito pequenos e terem o corpo mole, eles tem a química como principal estratégia de defesa. Basicamente, eles tem a incrível capacidade de incorporar substâncias químicas de suas presas. No caso do dragão azul, que se alimenta de águas vivas, ele incorpora as suas células urticantes, conhecidas como cnidócitos. Todo mundo sabe que pegar uma água viva na mão pode causar uma irritação na pele, certo? Pois bem, são essas células que causam essa irritação.</p>
<p>O dragão azul, assim como muitas outras espécies do grupo, são animais aposemáticos, o que significa que sua coloração tem a função de alerta para seus predadores – como quem diz, “você não vai gostar de me comer, eu tenho gosto ruim e sou perigoso”. No caso, o perigo é somente para seus predadores mesmo – para o ser humano esses animais são praticamente inofensivos.</p>
<p>Mas e os tais cnidócitos? Então – ao contrário das águas vivas, que basta você encostar para ter a reação urticante, o dragão azul tem a capacidade de lançar esses cnidócitos para se defender quando se sente acuado. Isso não significa que eles são animais maléficos ou extremamente perigosos – apena significa que ele sabe se defender. E que bom, né?</p>
<p>A mensagem que eu quero passar é simples: Se você, assim como eu, é amante dos animais, ao encontrar esse bicho numa praia por ai sinta-se grato por poder ver de perto essa criaturinha tão incrível. Se você não é tão chegado, ao encontrá-lo, ignore-o e siga seu caminho. Mas em ambas as situações, respeite a vida. A natureza é linda, o dragão azul é lindo, mas nós não somos donos deles! Contemple, admire, conheça, reconheça, preserve, proteja. Mas acima de tudo, respeite todas as formas de vida.</p>
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		<title>Formas de se prevenir futuras pandemias</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 23 de julho, foi publicada na revista Science uma análise sobre os custos de se monitorar e prevenir a propagação de doenças, evitando cenários de pandemia como o que vivemos hoje com a COVID-19.</p>
<p>Esse estudo foi conduzido por uma equipe internacional de ecólogos, médicos, economistas e ambientalistas de 14 instituições diferentes, e contou com a participação da Dra. Mariana Vale, chefe do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mariana é Coordenadora da Sub-rede de Biodiversidade da RedeCLIMA (MCTIC), membro do Conselho Gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Ecologia, Evolução e Conservação da Biodiversidade (INCT EECBio) e do Conselho Consultivo do Parque Nacional da Tijuca. Além disso, é também secretária da Seção para América Latina e Caribe da Society for Conservation Biology e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC).</p>
<p>Nas palavras dela, “A relação entre desmatamento e tráfico de animais silvestres e o surgimento de doenças emergentes é muito bem estabelecida. Mesmo assim, ações ambientais estão essencialmente fora da agenda de prevenção de pandemias”.</p>
<p>No artigo, os autores mostram que diversos vírus que passaram de hospedeiros animais para os seres humanos no último século tiveram relação com o contato próximo entre pessoas e animais silvestres, como morcegos e macacos. Em alguns casos, os animais infectaram humanos diretamente; em outros, a infecção foi indireta através de animais consumidos por humanos.</p>
<p>Locais próximos à borda de florestas tropicais onde mais de 25% da floresta original foi perdida, tendem a ser focos de transmissões virais entre animais e humanos. Morcegos, por exemplo, que são os prováveis reservatórios de virus como o da Covid-19, passam a se alimentar nas proximidades de assentamentos humanos quando seu hábitat natural é perturbado pela construção de estradas, extração de madeira e outras atividades humanas.</p>
<p>A boa notícia é que dá para a gente evitar que uma nova pandemia como a da COVID-19 aconteça novamente. Basta que haja investimento em programas que monitorem e reduzam a destruição das florestas tropicais e as atividades de tráfico de animais silvestres. Isso porque sai mais barato aplicar esse tipo de ação do que lidar com as consequências de uma pandemia global. Além disso, os autores também recomendam que haja investimento em pesquisas focadas na detecção e controle de vírus que tenham potencial pandêmico, programas de educação ambiental para sensibilizar a população sobre o tema e assim reduzir o desmatamento tropical e o consumo de animais silvestres como forma de alimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CITAÇÃO:  “Ecology and Economics for Pandemic Prevention,” Andrew P. Dobson, Stuart Pimm, Lee Hannah, Les Kaufman, Jorge A. Ahumada, Amy W. Ando, Aaron Bernstein, Jonah Busch, Peter Daszak, Jens Engelmann, Margaret Kinnaird, Binbin Li, Ted Loch-Temzelides, Thomas Lovejoy, Katarzyna Nowak, Patrick Roehrdanz,and Mariana M. Vale; Science, July 24, 2020. DOI: 10.1126/science.abc3189</p>
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		<title>Quais são as etapas da formação acadêmica</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2020 17:00:07 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/03/confira-cursos-gratuitos-do-oferecidos-pelo-governo-federal-enap-senai-tcu-embrapa-inmetro-entre-outros.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-18300" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/03/confira-cursos-gratuitos-do-oferecidos-pelo-governo-federal-enap-senai-tcu-embrapa-inmetro-entre-outros.jpg?resize=300%2C171&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="171" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/03/confira-cursos-gratuitos-do-oferecidos-pelo-governo-federal-enap-senai-tcu-embrapa-inmetro-entre-outros.jpg?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/03/confira-cursos-gratuitos-do-oferecidos-pelo-governo-federal-enap-senai-tcu-embrapa-inmetro-entre-outros.jpg?resize=768%2C439&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/03/confira-cursos-gratuitos-do-oferecidos-pelo-governo-federal-enap-senai-tcu-embrapa-inmetro-entre-outros.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>A formação acadêmica envolve várias etapas, desde a graduação até a pós. Estas etapas nem sempre são bem conhecidas por todos, e muitas vezes causam um pouco de dúvida.</p>
<p>Então vamos lá:  você sabe quais são as etapas da formação acadêmica?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. Graduação</p>
<p>A primeira etapa do processo é a escolha do curso de graduação, o que por si só já é extremamente complexo. Ao longo da graduação, cursamos muitas disciplinas, as quais são responsáveis pela nossa formação enquanto profissional. Carreiras acadêmicas estão normalmente associadas à cursos de bacharelado, que formam profissionais generalistas, com conhecimento nas bases da profissão. Estes cursos normalmente exigem um trabalho de conclusão, o TCC, o qual você desenvolve ao longo do curso e defende ao final dele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2. Pós graduação</p>
<p>Uma vez bacharel, você já é profissional. Dai você tem a opção de cursar uma pós graduação profissional <em>(lato sensu),</em> que irá aprimorar a sua formação num sentido mais amplo, ou uma pós graduação acadêmica <em>(stricto sensu),</em> que irá te especializar em alguma área dentro da sua profissão.</p>
<p>2.1 Pós graudação<em> lato sensu</em></p>
<p>Do latim, a expressão significa &#8216;em sentido amplo&#8217;, e se refere à cursos de especialização e MBA (&#8220;mestre em negócios&#8221;, em inglês). Tais cursos normalmente tem curta duração e não são necessariamente relacionados à área que você se formou bacharel.</p>
<p>A especialização dura normalmente dois anos e ao final do curso você precisa apresentar um TCC, assim como na graduação. Já o MBA é mais voltado para a área dos negócios, e ao final do curso o aluno deve apresentar uma monografia ou projeto que proponham soluções para o problema abordado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2.2 Pós graduação <em>stricto sensu</em></p>
<p>Significando &#8220;em sentido específico&#8221;, esse tipo de pós graduação é ideal para quem quer seguir carreira acadêmica. Ela envolve o mestrado, doutorado e pós doutorado, sendo os primeiros parte da formação acadêmica e o último considerado como um estágio acadêmico.</p>
<p>Durante o mestrado, que tem duração de dois anos, cursamos disciplinas relacionadas à área do conhecimento que estamos visando e desenvolvemos um projeto de pesquisa. Este é revisado por avaliadores especialistas daquela área, e somente então o mesmo é defendido numa defesa pública. Sendo aprovado, o grau de mestre é conferido ao aluno.</p>
<p>O doutorado, por sua vez, tem duração de quatro anos. No Brasil, na maioria das universidades é exigido que o aluno tenha concluído o mestrado para ingressar no curso de doutorado. Durante o curso, o aluno cursa algumas disciplinas relacionadas à area e desenvolve um projeto mais complexo que o de mestrado. Da mesma forma, ao final do curso o projeto é avaliado por pesquisadores especialistas e o aluno defende a sua tese. Somente após a aprovação da mesma o aluno se torna doutor.</p>
<p>Por fim, o pós doutorado não te confere nenhum tipo de título &#8211; o maior título adquirível é o de doutor. O pós doutorado, então, é um estágio acadêmico, onde o doutor pode desenvolver pesquisa, dar aula em universidade e se familiarizar com os procedimentos burocráticos de ser pesquisador e professor universitário no país.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-18744" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio.jpg?resize=300%2C200&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?resize=1536%2C1025&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?resize=2048%2C1366&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?resize=90%2C60&amp;ssl=1 90w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?resize=180%2C120&amp;ssl=1 180w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cientistas-covid-medicamento-vacina-remedio-scaled.jpg?resize=95%2C64&amp;ssl=1 95w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>Para quem quer seguir carreira acadêmica no Brasil, alcançar o título de doutor é essencial. Concursos públicos para professor universitário em sua grande maioria exigem a titulação, e quando não exigem, pontuam a mesma. Desta forma, a concorrência é desleal para aqueles que não chegam a adiquirir este título &#8211; embora na maioria das vezes a titulação não seja o único indicativo da qualidade do profissional.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que é pegada de carbono e quais são as recomendações da ONU para sua redução</title>
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		<dc:creator><![CDATA[diele-viegaslm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 17:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto habitantes desse planeta, todas as nossas ações estão conectadas e impactam de alguma forma o ambiente em que vivemos. Afinal, somos uma única espécie, dentre as quase 9 milhões que são reconhecidas, sem contar todas as outras que o ser humano sequer sonhou em conhecer. Esse impacto que nossas ações individuais causam no meio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/banho.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19343" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/banho.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bag.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19346" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bag.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a> <a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lights-off.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19349" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lights-off.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dirija.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19348" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dirija.png?resize=121%2C122&#038;ssl=1" alt="" width="121" height="122" /></a><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/local-products.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19350" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/local-products.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/be-vegan.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19347" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/be-vegan.png?resize=120%2C122&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="122" /></a><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/recycle.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19352" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/recycle.png?resize=121%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="121" height="123" /></a><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/plastic.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19351" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/plastic.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/reuse.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19344" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/reuse.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a> <a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/aparelhos.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19345" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/aparelhos.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a></p>
<p>Enquanto habitantes desse planeta, todas as nossas ações estão conectadas e impactam de alguma forma o ambiente em que vivemos. Afinal, somos uma única espécie, dentre as quase 9 milhões que são reconhecidas, sem contar todas as outras que o ser humano sequer sonhou em conhecer.</p>
<p>Esse impacto que nossas ações individuais causam no meio é chamado de <strong>pegada ecológica</strong>. Ela está ligada à crescente demanda mundial por bens de consumo, o que coloca em risco muitos dos recursos naturais do planeta. Hoje, trago algumas orientações da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre como reduzir o nosso impacto no meio ambiente, mais especificamente em relação à nossa <strong>pegada de carbono </strong>&#8211; que nada mais é que a quantidade de gases do efeito estufa que é emitida diretamente devido às nossas ações do dia a dia. Confira à seguir!</p>
<p>#1 Tomar banhos curtos</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/banho.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19343" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/banho.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a></p>
<p>A escassez de água já afeta 4 a cada 10 pessoas no mundo, e cerca de 80% da água utilizada nunca é tratada. Por isso, banhos curtos podem ajudar a reduzir esse desperdício!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#2 Traga a sua sacola</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bag.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19346" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bag.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a></p>
<p>Cerca de 5 trilhões de sacolas plásticas descartáveis são utilizadas todos os anos. Sua fabricação é responsável pela emissão de toneladas de gases do efeito estufa e pelo desperdício de muita água. Além disso, esse plástico todo acaba indo parar nos oceanos, e muitos animais confundem esse plástico com comida, e acabam ingerindo. Estima-se que 100% das tartarugas marinhas, por exemplo, tenham plástico em seu organismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#3 Apague as luzes</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lights-off.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19349" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lights-off.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a></p>
<p>A iluminação artificial é responsável por cerca de 15% do consumo global de energia e 5% da emissão de gases. Apagando as luzes, você não só reduz o seu consumo de energia e pegada de carbono, como ainda economiza dinheiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#4 Dirija menos</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dirija.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19348" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dirija.png?resize=121%2C122&#038;ssl=1" alt="" width="121" height="122" /></a></p>
<p>O setor de transporte é o emissor de gases do efeito estufa que mais cresceu ao longo dos anos. Hoje, é responsável por cerca de 64% do consumo de combustível, 27% da energia e 23% do CO2 relacionado ao consumo de energia do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#5 Consuma produtos de origem local</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/local-products.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19350" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/local-products.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a></p>
<p>Além de ser mais saudável e ajudar o microempreendedor, consumir produtos produzidos localmente faz com que você não seja indiretamente responsável pela emissão de gases relacionados ao transporte dos produtos que consome. Além disso, também te isenta da responsabilidade da gigantesca pegada de carbono que as grandes indústrias possuem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#6 Faça refeições sem carne</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/be-vegan.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19347" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/be-vegan.png?resize=120%2C122&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="122" /></a></p>
<p>No Brasil, cerca de metade de todas as emissões de gases do efeito estufa estão relacionados à agroindústria, mais especificamente à pecuária e à soja que servirá de alimento para o gado. Além disso, é também o maior responsável pelo desmatamento da Amazônia. Livre-se desse peso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#7 Recicle</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/recycle.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19352" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/recycle.png?resize=121%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="121" height="123" /></a></p>
<p>Embora a natureza seja cíclica, nossa economia é pautada na geração de lixo. Porém, esse resíduo acaba não se decompondo na maioria das vezes, poluindo o meio ambiente e muitas vezes sendo ingeridos por alguns animais. É importante pensar então em uma economia cíclica, sem desperdício de recurso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#8 Reutilize</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/plastic.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19351" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/plastic.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a></p>
<p>Indo pela mesma linha da reciclagem, muitos dos nossos lixos podem ser reaproveitados. Pense nisso!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>#9 Moda sem desperdício</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/reuse.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19344" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/reuse.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a></p>
<p>A indústria da moda é a segunda maior consumidora de água do mundo. Cerca de 10 mil litros de água são necessários para produzir uma única calça jeans, o que é equivalente ao que uma pessoa precisa beber em 10 anos! Logo, ao criar novas peças de roupas a partir de peças antigas, você ajuda a reduzir o desperdício de água e a salvar o meio ambiente.</p>
<p>#10 Desconecte os aparelhos da tomada</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/aparelhos.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19345" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/aparelhos.png?resize=120%2C123&#038;ssl=1" alt="" width="120" height="123" /></a></p>
<p>Quanto menos energia utilizarmos, menor a demanda de energia a ser produzida, o que ajuda diretamente na redução das emissões de gases do efeito estufa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por fim, se você tiver curiosidade para saber qual a sua pegada ecológica HOJE, você pode calcular através do site www.pegadaecologica.org.br . Faça um teste!</p>
<p>Gostou das dicas? Que tal se a gente começar a aplicar, um pouquinho de cada vez? Aos passos de formiguinha mesmo. Afinal, melhor ser imperfeitamente consciente do que nem tentar!</p>
<p>Vamos juntes?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Importância de museus de história natural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[diele-viegaslm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 17:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dia 15/06 foi um dia triste para quem tem uma relação de amor com museus. O Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais pegou fogo. O fogo atingiu a reserva técnica do museu, onde ficam as coleções científicas que não estão em exposição. Infelizmente, isso acontece com mais frequência no Brasil do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 15/06 foi um dia triste para quem tem uma relação de amor com museus. O Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais pegou fogo.</p>
<div id="attachment_19283" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ufmg-museu-queimado.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19283" class="size-medium wp-image-19283" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ufmg-museu-queimado.jpg?resize=300%2C200&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ufmg-museu-queimado.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ufmg-museu-queimado.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ufmg-museu-queimado.jpg?resize=90%2C60&amp;ssl=1 90w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ufmg-museu-queimado.jpg?resize=180%2C120&amp;ssl=1 180w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ufmg-museu-queimado.jpg?resize=95%2C64&amp;ssl=1 95w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ufmg-museu-queimado.jpg?w=872&amp;ssl=1 872w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19283" class="wp-caption-text">Museu de História Natural da Universidade Federal de Minas Gerais após incêndio. Foto: Reprodução.</p></div>
<p>O fogo atingiu a reserva técnica do museu, onde ficam as coleções científicas que não estão em exposição. Infelizmente, isso acontece com mais frequência no Brasil do que gostaríamos:</p>
<p>Em 2010, o fogo destruiu a maior coleção científica de serpentes da América Latina e uma das maiores do mundo, no Instituto Butantan.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-19284" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta.jpg?resize=300%2C199&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="199" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta.jpg?resize=768%2C510&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta.jpg?resize=90%2C60&amp;ssl=1 90w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta.jpg?resize=180%2C120&amp;ssl=1 180w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta.jpg?resize=95%2C64&amp;ssl=1 95w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta.jpg?w=900&amp;ssl=1 900w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<div id="attachment_19285" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta2.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19285" class="size-medium wp-image-19285" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta2.jpg?resize=300%2C146&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="146" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta2.jpg?resize=300%2C146&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/incendio-buta2.jpg?w=615&amp;ssl=1 615w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19285" class="wp-caption-text">Incêndio no Instituto Butantan. Fonte: Reprodução.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois disso, outros quatro incêndios destruíram o Memorial da América Latina, o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa e a Cinemateca Brasileira, para então perdermos, em setembro de 2018, uma parte significativa dos mais de 20 milhões de ítens do acervo do principal Museu de História Natural do país, o Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ), no ano em que este completava 200 anos.</p>
<div id="attachment_19281" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-fogo.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19281" class="size-medium wp-image-19281" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-fogo.png?resize=300%2C169&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="169" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-fogo.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-fogo.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-fogo.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19281" class="wp-caption-text">Museu Nacional do Rio de Janeiro em chamas. Fonte: reprodução.</p></div>
<div id="attachment_19282" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19282" class="size-medium wp-image-19282" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado.jpg?resize=300%2C200&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?resize=2048%2C1365&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?resize=90%2C60&amp;ssl=1 90w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?resize=180%2C120&amp;ssl=1 180w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mnrj-queimado-scaled.jpg?resize=95%2C64&amp;ssl=1 95w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19282" class="wp-caption-text">Vista aérea do estrago causado ao MNRJ após o incêndio. Fonte: Buda Mendes/Getty Images</p></div>
<p>Mas então, por que, enquanto cientista, eu fico tão abalada com essas notícias?</p>
<p>Qual a importância de um museu de história natural, além de entreter o público no final de semana e ser um lugar para levar as crianças para passear?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um museu é, basicamente, uma instituição que busca estudar, conservar e expor objetos históricos, sendo testemunhos do mundo natural e da cultura humana. Nos museus de História Natural, como o da UFMG e o MNRJ, estes objetos são divididos em coleções de ciências naturais e humanas, como a antropologia, geologia, paleontologia, botânica e zoologia.</p>
<div id="attachment_19286" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/cole%C3%A7%C3%A3o.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19286" class="size-medium wp-image-19286" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/cole%C3%A7%C3%A3o.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="225" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/cole%C3%A7%C3%A3o.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/cole%C3%A7%C3%A3o.jpg?resize=45%2C35&amp;ssl=1 45w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/cole%C3%A7%C3%A3o.jpg?w=512&amp;ssl=1 512w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19286" class="wp-caption-text">Coleção de Herpetologia (anfíbios e répteis) do MNRJ. Fonte: reprodução.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tais coleções permitem que a ciência avance, através de estudos que vão desde a identificação e descrição de espécies desconhecidas pela humanidade até a elaboração de modelos computacionais complexos para se prever a resposta dos organismos frente às mudanças climáticas. Sem coleções científicas, é impossível produzir conhecimento científico de qualidade. Sendo assim, estes museus representam uma fonte inesgotável de informação e conhecimento, e são essenciais para o desenvolvimento de pesquisas científicas. Em tempos de destruição do meio ambiente e crise climática, é essencial que nós valorizemos os museus de História Natural e as coleções científicas. Porque, afinal, é preciso <strong>conhecer </strong>para pensarmos em <strong>preservar</strong>. Seja o meio ambiente, seja a cultura, seja a nossa história.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_19280" style="width: 252px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/eu.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19280" class="size-medium wp-image-19280" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/eu.png?resize=242%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="242" height="300" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/eu.png?resize=242%2C300&amp;ssl=1 242w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/eu.png?w=523&amp;ssl=1 523w" sizes="(max-width: 242px) 100vw, 242px" /></a><p id="caption-attachment-19280" class="wp-caption-text">Pesquisadora de luto em frente ao MNRJ destruído após o fogo. Fonte: Acervo pessoal.</p></div>
<p><em><strong>&#8220;Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado.&#8221;</strong></em><br />
Emília Viotti da Costa</p>
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		<title>#BlackInNature e a Semana do Meio Ambiente.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[diele-viegaslm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 17:00:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O texto abaixo foi escrito por Mariana Inglez e Caren Queiroz, duas mulheres incríveis as quais eu tive o prazer de conhecer. Mulheres negras quando se encontram em ambientes como a academia, se reconhecem no primeiro olhar. Em especial nas áreas ditas STEM (Science, Technology, Engineering and Math) ou em bom português, nas ciências biológicas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-selectable-paragraph="">O texto abaixo foi escrito por Mariana Inglez e Caren Queiroz, duas mulheres incríveis as quais eu tive o prazer de conhecer.</p>
<p data-selectable-paragraph="">
<p data-selectable-paragraph="">
<div style="width: 738px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/miro.medium.com/max/2800/1%2Agb0vqZW6zOE9q_qGu0O-og.jpeg?resize=728%2C366&#038;ssl=1" alt="" width="728" height="366" /><p class="wp-caption-text">Mariana Inglez em etapa de campo na FLONA de Caxiuanã. Foto: Jamil Serrim.</p></div>
<p data-selectable-paragraph="">
<p id="5450" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr hx cv" data-selectable-paragraph="">Mulheres negras quando se encontram em ambientes como a academia, se reconhecem no primeiro olhar. Em especial nas áreas ditas STEM (Science, Technology, Engineering and Math) ou em bom português, nas ciências biológicas e exatas, mulheres negras ainda são minoria nos grupos de pesquisa. Enquanto autoras deste texto, vale lembrar que nos conhecemos em um encontro sobre divulgação científica e como de costume (mas sem naturalizar) em encontros ou congressos no país, público e palestrantes são formados por uma maioria branca. Nos acolhemos instantaneamente porque basta nos reconhecermos enquanto mulheres negras cientistas e já empatizamos com os possíveis percalços de nossas caminhadas, frequentemente solitárias, de nossas vidas acadêmicas até que chegássemos onde estamos hoje.</p>
<p id="e1e8" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Um fruto deste primeiro encontro foi materializado<strong class="gi ih"> </strong>especialmente numa conversa no dia 27 de maio em uma <em class="ii">live,</em> a convite da Rede Kunhã Asé de Mulheres na Ciência da Universidade Federal da Bahia,um coletivo de mulheres que visa debater assuntos relacionados às disparidades de gênero, étnica e de classe na academia por meio de ações de divulgação e educação científica, apoio às mulheres acadêmicas e intervenção em espaço de decisão nas instituições de pesquisa. A <em class="ii">live </em>versou sobre a importância de projetos de divulgação científica que pensem em temas de inclusão racial e gênero.</p>
<div id="attachment_19184" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Mariana-e-Caren.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19184" class="wp-image-19184 size-medium" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Mariana-e-Caren.png?resize=300%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="300" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Mariana-e-Caren.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Mariana-e-Caren.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Mariana-e-Caren.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Mariana-e-Caren.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Mariana-e-Caren.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19184" class="wp-caption-text">Folder de divulgação da Live entre Mariana Inglez e Caren Queiroz.</p></div>
<p data-selectable-paragraph="">
<p id="8920" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Na semana do meio ambiente, a conversa que tivemos se faz presente. Como sensibilizar para temáticas ambientais, uma população tão diversa quanto a brasileira, se quem discute com protagonismo a pauta representa apenas uma parcela da população? Quando pensamos em nomes cujos rostos, vozes e discursos sobre preservação ambiental têm destaque, quantos são de pessoas negras? Quantas pessoas negras ou indígenas ocupam cargos bem remunerados para pensar sobre a temática?</p>
<p id="77bf" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Um caso que vale ser relembrado sobre o não lugar de pessoas não-brancas no protagonismo sobre discussões ambientais, é o da jovem liderança ambientalista negra de Uganda, Vanessa Nakate.</p>
<figure class="gw gx gy gz ha hb hs ik fs il hy im in io bl ip iq ir is it iu paragraph-image">
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<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="no ss s t u hi ai hs" role="presentation" src="https://i0.wp.com/miro.medium.com/max/540/1%2Av2MS02YUen10zrcxAu9Ieg.jpeg?resize=540%2C569&#038;ssl=1" width="540" height="569" /></div>
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</div>
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</figure>
<p id="0a24" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Vanessa foi cortada em edição de foto oficial do Fórum Econômico Mundial, de janeiro desse ano de 2020. Ao lado de jovens ambientalistas da Europa, na foto original, Vanessa comentou sobre a edição da foto e a escolha da publicação em seu Twitter, e relembrou que apesar do continente africano ser o que menos emite gases que contribuem com o efeito estufa ou com o consumo desenfreado diretamente relacionado com o aquecimento global, é justamente a população negra quem mais sofre e sofrerá com impactos causados por desastres ambientais.</p>
<p id="12e3" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">No Brasil, apesar de lideranças (frequentemente femininas) negras, indígenas, camponesas e caiçaras discutirem racismo ambiental e lutarem por justiça socioambiental, seguem sendo brancas as vozes com protagonismo e em locais de tomada de decisão em diversos movimentos com espaço para a discussão dos temas.</p>
<figure class="gw gx gy gz ha hb hs ik fs il hy im in io bl ip iq ir is it iu paragraph-image">
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<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="no ss s t u hi ai hs" role="presentation" src="https://i0.wp.com/miro.medium.com/max/853/1%2ANrnq2rhy23D-LKj_2ckCSg.jpeg?resize=853%2C518&#038;ssl=1" width="853" height="518" /></div>
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</div>
</div><figcaption class="ht hu cp cn co hv hw cc dv ex ce ch" data-selectable-paragraph=""><a class="bw fu iy iz ja jb" href="https://www.youtube.com/watch?v=00olGn3kMgs&amp;feature=youtu.be" target="_blank" rel="noopener nofollow noreferrer">Produção <strong class="cc jc">Brasil de Fato</strong>, sobre Eliete Praguassu</a>.</figcaption></figure>
<p id="d291" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Em Ilha de Maré (Salvador-BA), Eliete Paraguassu é exemplo de liderança para a temática da preservação ambiental atrelada à luta por igualdade racial e que questiona a invisibilidade de mulheres negras.</p>
<p id="8678" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Não é de hoje que se fala sobre o histórico racista do ambientalismo em suas origens e o quanto o legado de muitas discussões de movimentos que pensam meio ambiente e mudanças climáticas têm falhado com pessoas não-brancas. Não a toa, apenas após os recentes eventos com repercussão internacional que escancaram casos de racismo recorrentes nos EUA, líderes de organizações ambientais como a <a class="bw fu iy iz ja jb" href="https://twitter.com/WorldResources/status/1267783817588289536?campaign_id=54&amp;emc=edit_clim_20200603&amp;instance_id=19055&amp;nl=climate-fwd%3A&amp;regi_id=84190919&amp;segment_id=29995&amp;te=1&amp;user_id=acc81ab74f57f5715fe5ccbc28ac5c4d" target="_blank" rel="noopener nofollow noreferrer">World Resource Institute (WRI)</a>, a <a class="bw fu iy iz ja jb" href="https://twitter.com/GinaNRDC/status/1266054071611523072?campaign_id=54&amp;emc=edit_clim_20200603&amp;instance_id=19055&amp;nl=climate-fwd%3A&amp;regi_id=84190919&amp;segment_id=29995&amp;te=1&amp;user_id=acc81ab74f57f5715fe5ccbc28ac5c4d" target="_blank" rel="noopener nofollow noreferrer">Natural Resources Defence Council</a> e a <a class="bw fu iy iz ja jb" href="https://twitter.com/Carter_Roberts/status/1267987298097991688?campaign_id=54&amp;emc=edit_clim_20200603&amp;instance_id=19055&amp;nl=climate-fwd%3A&amp;regi_id=84190919&amp;segment_id=29995&amp;te=1&amp;user_id=acc81ab74f57f5715fe5ccbc28ac5c4d" target="_blank" rel="noopener nofollow noreferrer">World Wide Fund for Nature (WWF)</a>, de forma inédita, manifestaram-se em prol da importância de se pensar em igualdade racial e racismo, em todas as suas expressões e em todos os setores de nossa sociedade. Reconhecer que organizações em prol do meio ambiente não tem atentado para a importância da luta antirracista, como fez ainda essa semana a <a class="bw fu iy iz ja jb" href="https://www.tnc.org.br/conecte-se/comunicacao/artigos-e-estudos/ambientalistas-nao-podem-silenciar-ao-racismo/" target="_blank" rel="noopener nofollow noreferrer">The Nature Conservancy (TNC)</a>, e atuar de maneira prática e efetiva para a construção de justiça racial e ambiental, parece ser o único caminho possível para promoção de bem estar humano e preservação da natureza.</p>
<p id="19a5" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Quando voltamos o olhar para a divulgação científica no Brasil e no mundo, novamente o protagonismo branco é indiscutível em todas as áreas do conhecimento, e as ciências biológicas e ambientais não fogem à regra. Quantos documentários de natureza com narradores ou desbravadores das mais diversas paisagens do planeta não brancos você se recorda de ter assistido? E aqui o gênero pode ser utilizado no masculino mesmo, uma vez que inclusive vozes femininas também são raras e, quando ocorrem, novamente só recordamos de mulheres brancas. É importante reconhecer que a imagem do homem branco explorador segue a mesma lógica colonialista do início das ciências naturais.</p>
<p id="9682" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Por mais que a intenção seja boa e aqui se reconheça a validade das atividades e produtos de divulgação científica que têm sensibilizado muitas pessoas também para as pautas ambientais e para a importância das pesquisas realizadas nas universidades em todo o país, independente da área de conhecimento em questão, esse texto visa reforçar a importância de se pensar interseccionalidade em todos os contextos.</p>
<p id="8862" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Considerando uma sociedade tão diversa e desigual quanto a sociedade brasileira, pensar representatividade importa. Para dialogar com o diferente, o diferente também precisa ser quem comunica. Para que a ciência e as discussões sobre preservação do meio ambiente sejam mais interessantes e acessíveis para um público mais amplo, quem produz o conhecimento científico e quem divulga esse conhecimento, também precisa ser diverso.</p>
<p id="ff9f" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Fazendo um levantamento sobre cientistas das áreas ambientais, ainda observamos uma maioria de cientistas brancos, em sua maioria homens, em sua maioria de classes sociais mais privilegiadas. É muito mais difícil que o discurso dessas pessoas chegue a quem está no extremo oposto disso (e é muita gente que entra aqui). É um ciclo vicioso. A hora que tivermos mais pessoas das quebradas, mais pessoas negras e indígenas produzindo e comunicando ciência, a ciência também vai ser mais interessante para esse público, que vai se reconhecer nesse espaço, se reconhecer como detentor desse tipo de conhecimento, como potencial agente no processo do fazer científico e como beneficiário da produção desse conhecimento. O mesmo pode ser dito para o protagonismo em discussões sobre pautas ambientais, é preciso dar espaço, voz e reconhecimento àquelas e àqueles cuja história de vida está diretamente atrelada à luta por justiça socioambiental, independente do acesso ao conhecimento acadêmico-ocidental.</p>
<p id="e34d" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Para além da representatividade, é preciso lembrar que conhecimento também é poder. Voltando à academia, lugar de fala das autoras do texto, defendemos que a presença de mulheres negras nas diferentes áreas científicas reestrutura a lógica de quem detém o conhecimento. Embora isto não nos isente do racismo e nos force a repensar nossas práticas a fim de contribuir com a descolonização também do pensar acadêmico, ocupar este espaço nos remove do lugar de objeto para o lugar de protagonismo na produção intelectual. Outro ponto é a atenção e a ressignificação das questões que são criadas na comunidade científica a partir do reconhecimento e respeito à diversidade não só fenotípica, mas dos modos de vida e das interações sociais dos povos. A produção e a divulgação científica operada por nós mulheres negras funcionam, portanto, como um mecanismo de encontro de poderes que garante representatividade para futuras gerações, ocupa espaços de decisão e produção intelectual, bem como, questiona a pesquisa, seus objetos e seu uso.</p>
<figure class="gw gx gy gz ha hb hs ik fs il hy im in io bl ip iq ir is it iu paragraph-image">
<div class="cn co jd">
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<div style="width: 410px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="no ss s t u hi ai hs" role="presentation" src="https://i0.wp.com/miro.medium.com/max/400/1%2A07VCtY8RmclaJsxRX2TT0Q.jpeg?resize=400%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Caren em trabalho de campo. Acervo pessoal.</p></div>
</div>
</div>
</div><figcaption class="ht hu cp cn co hv hw cc dv ex ce ch" data-selectable-paragraph=""></figcaption></figure>
<p id="9fb4" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Refletir sobre estes aspectos logo lança a questão sobre como agir na contramão dessa estrutura. Para isto, acreditamos na importância do incentivo à iniciativas que aproximem a população dos esforços para preservação ambiental, seja favorecendo o protagonismo de lideranças locais para o tema ou para minorias que se encontram na academia estudando as relações humanas com nossos biomas e a conservação de nossa biodiversidade.</p>
<p id="9da1" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">De qualquer modo, algumas ações requerem urgência circunstancial como uma resposta a episódios racistas que levam ao questionamento da presença de pessoas negras em certos ambientes. Após a série de eventos de grande repercussão nos EUA sobre a violência do racismo que culminou no assassinato de George Floyd, na semana do Meio Ambiente se inicia o movimento #BlackInNature e a #BlackBirdersWeek (em reconhecimento ao episódio de <a class="bw fu iy iz ja jb" href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/05/26/falsa-denuncia-de-mulher-branca-contra-homem-negro-gera-duras-criticas-nos-eua.ghtml" target="_blank" rel="noopener nofollow noreferrer">racismo sofrido por Chris Cooper, observador de aves conhecido no Central Park, NY</a>). O movimento objetiva divulgar pessoas negras que atuam nas ciências ambientais ou que praticam atividades na natureza e a defendem. Enquanto mulheres negras que tivemos acesso à universidade, que discutimos preservação ambiental em biomas ameaçados e divulgação de ciência, acreditamos na importância dessas reflexões também no Brasil, onde justiça ambiental e justiça racial precisam ser pensadas como intimamente correlacionadas, bastando lembrar o assassinato de João Pedro e de tantas outras crianças negras que quando vivas, pouco tiveram acesso aos nossos recursos naturais.</p>
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<div style="width: 283px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="no ss s t u hi ai hs" role="presentation" src="https://i0.wp.com/miro.medium.com/max/273/1%2AturWXwg2Gr1oFI5POJF3YQ.jpeg?resize=273%2C322&#038;ssl=1" alt="" width="273" height="322" /><p class="wp-caption-text">Mariana Inglez. Foto: Elaine Mineiro.</p></div>
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<p id="4b5e" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Mariana Inglez é bióloga, atuando na área de Bioantropologia, Mestra e doutoranda pelo Instituto de Biociências, no Laboratório de Arqueologia e Antropologia Ambiental e Evolutiva, da Universidade de São Paulo (LAAAE/USP). Atualmente estuda dieta e suas relações com estilo e qualidade de vida em comunidades ribeirinhas na região da Floresta Nacional de Caxiuanã-PA. Co-fundadora do projeto de divulgação científica Evolução pra Todes, que visa contribuir com inclusão racial e de gênero em sua área de atuação.</p>
<figure class="gw gx gy gz ha hb hs ik fs il hy im in io bl ip iq ir is it iu paragraph-image">
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<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="no ss s t u hi ai hs alignnone" role="presentation" src="https://i0.wp.com/miro.medium.com/max/288/1%2Ajw286z78fYL_cuROejfl1Q.jpeg?resize=288%2C384&#038;ssl=1" alt="Caren Queiroz. Acervo pessoal." width="288" height="384" /></div>
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</div><figcaption class="ht hu cp cn co hv hw cc dv ex ce ch" data-selectable-paragraph=""></figcaption></figure>
<p id="08da" class="gg gs ap cd gi b dw gj gt dy gk gu gl gm ej gn go ek gp gq el gr cv" data-selectable-paragraph="">Caren Queiroz é bióloga, Mestre e doutoranda em Ecologia (UFBA). Co-fundadora da Rede Kunhã Asé de Mulheres na Ciência e do projeto de ciência cidadã Guardiões da Chapada, projeto de ciência cidadã para monitoramento da relação entre flores e animais na região da Chapada Diamantina. Não se cansa de estudar e produzir ciência em projetos que envolvam a sociedade e o ambiente.</p>
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		<title>Pandemias em um ambiente devastado</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 17:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos em meio à pandemia do COVID-19, e as perspectivas são alarmantes. Sem vacina, sem remédio, e com o isolamento social sendo cada vez mais deixado de lado pelo povo brasileiro, não há nem sinal de que vá haver uma estabilização da curva de contágio num futuro próximo. Isso, somado à crise política instaurada e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos em meio à pandemia do COVID-19, e as perspectivas são alarmantes. Sem vacina, sem remédio, e com o isolamento social sendo cada vez mais deixado de lado pelo povo brasileiro, não há nem sinal de que vá haver uma estabilização da curva de contágio num futuro próximo. Isso, somado à crise política instaurada e a crise economica que já começa a dar as caras, torna o futuro do Brasil bastante sombrio e incerto. E eu não trago boas notícias&#8230; Existe mais duas crises em curso: A crise ambiental e a crise climática.</p>
<p>A primeira é causada pela ganância e pela prepotência do homem em achar que é dono do mundo. A história da humanidade se pauta na lógica de que o meio ambiente existe para nosso bel prazer, e que nós podemos explorar seus recursos de maneira ilimitada &#8211; Mas não é bem assim. Com cerca de 7,6 bilhões de pessoas no mundo, o meio ambiente fica sempre de lado quando o assunto é sobrevivência humana, mas isso porque dissociamos o homem da natureza. Desmatamento, queimadas, lixo, poluição, exploração, isso tudo substitui o cuidado com o meio em que vivemos, o respeito à natureza e aos organismos que coexistem conosco no mundo.</p>
<p>A segunda crise, a climática, é consequência da primeira. Desde a revolução industrial, toneladas de gases tóxicos foram lançados na atmosfera, potencializando o chamado &#8220;efeito estufa&#8221; ao impedir que o calor proveniente dos raios solares se dissipe na atmosfera. Esse calor fica então concentrado, levando ao aumento da temperatura média do planeta. Isso tem consequências drásticas para a vida na Terra, pois com o aumento da temperatura, há também um desequilíbrio no regime de chuvas, degelo das calotas polares, aumento no nivel do mar, entre outros. Tais mudanças &#8211; as chamadas mudanças climáticas, já podem ser observadas ao redor do mundo, e as previsões para um futuro próximo são bastante preocupantes.</p>
<p>Mas o que isso tem a ver com a pandemia? Tudo. Cerca de 75% das doenças que surgiram nos últimos 50 anos tiveram origem animal. Seja através do comércio ilegal, da caça/alimentação ou da destruição de habitat, está cada vez mais comum ver animais silvestres coexistindo com seres humanos fora de seu ambiente natural. Essa interação forçada tem potencial de representar um grande risco ao ser humano, uma vez que muitas vezes o animal silvestre pode ser o hospedeiro de doenças desconhecidas que podem vir a tomar proporções globais, como no caso da COVID-19.</p>
<p>Num cenário de mudanças climáticas, isso é ainda mais problemático: além do desmatamento e destruição do habitat, estamos mudando o sistema climático da Terra. Áreas congeladas há milhares ou milhões de anos estão derretendo, e assim novos vírus estão sendo descongelados. Não se sabe o poder de ação desses vírus, mas a ameaça existe e é iminente! Para além de novos virus, temos ainda o aumento da propagação de doenças já existentes. Sabemos por exemplo que o <em>Aedes aegypti</em>, mosquito vetor da Dengue, Chikungunya e zica, se reproduz fácil em ambientes quentes e úmidos. Logo, com o aumento da temperatura causado pelas mudanças climáticas, é possível que este vetor (e muitos outros) consiga se espalhar cada vez mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pandemia da COVID-19 é, acima de tudo, um alerta. Precisamos repensar a forma como nos relacionamos com o meio ambiente, os nossos padrões de consumo, as nossas ações diárias. Precisamos repensar nossas prioridades, nossas relações interpessoais, nossas escolhas políticas.</p>
<p><strong>E precisamos, mais do que nunca, entender que não há sobrevivência humana sem preservação da natureza. Porque nós somos parte da natureza, e portanto nós dependemos dela para nos manter vivos. </strong></p>
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		<title>Campanha visa a proteção dos povos indígenas da Bahia contra o Covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[diele-viegaslm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2020 17:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crowdfunding]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fornecer máscaras de tecido para comunidades indígenas da Bahia com o intuito de auxiliar no combate à Covid-19.  Este é o objetivo da campanha “Povos indígenas da Bahia precisam de sua ajuda”, que consiste na arrecadação de recursos financeiros e materiais para confecção das máscaras de proteção facial. As máscaras serão, em sua maioria, produzidas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-19030" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=300%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="300" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>Fornecer máscaras de tecido para comunidades indígenas da Bahia com o intuito de auxiliar no combate à Covid-19.  Este é o objetivo da campanha “Povos indígenas da Bahia precisam de sua ajuda”, que consiste na arrecadação de recursos financeiros e materiais para confecção das máscaras de proteção facial. As máscaras serão, em sua maioria, produzidas pelas próprias comunidades indígenas.</p>
<div id="attachment_19028" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/17-1.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19028" class="size-medium wp-image-19028" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/17-1.png?resize=300%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="300" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/17-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/17-1.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/17-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/17-1.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/17-1.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19028" class="wp-caption-text">Máscaras produzidas por costureiras Tupinambás</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com relatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pelo menos 1/3 das pessoas que autodeclaradas indígenas no Brasil estão em áreas de maior risco de infecção. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), até o último dia 25, em todo o país, haviam 67 povos atingidos, 1.256 indígenas infectados e 143 mortos pela COVID-19.</p>
<p>Na Bahia, dados do boletim epidemiológico divulgado no dia 26 de maio pelo Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia (DSEI/BA), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, indicam que, entre os indígenas, já são 23 casos suspeitos, 9 confirmados e 1 óbito.</p>
<div id="attachment_19029" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Mapa_ANAI2020_RSS.jpeg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19029" class="size-medium wp-image-19029" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Mapa_ANAI2020_RSS.jpeg?resize=290%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="290" height="300" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Mapa_ANAI2020_RSS.jpeg?resize=290%2C300&amp;ssl=1 290w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Mapa_ANAI2020_RSS.jpeg?resize=989%2C1024&amp;ssl=1 989w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Mapa_ANAI2020_RSS.jpeg?resize=768%2C795&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Mapa_ANAI2020_RSS.jpeg?resize=1483%2C1536&amp;ssl=1 1483w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Mapa_ANAI2020_RSS.jpeg?resize=1977%2C2048&amp;ssl=1 1977w" sizes="(max-width: 290px) 100vw, 290px" /></a><p id="caption-attachment-19029" class="wp-caption-text">Mapa mostra os municípios da Bahia com maior população de indígenas e com maior número de casos confirmados de COVID-19</p></div>
<p>Diante da urgência em minimizar os impactos da pandemia nestas comunidades, surgiu a iniciativa da campanha “Povos indígenas da Bahia precisam de sua ajuda”, uma ação conjunta da Associação Nacional de Ação Indigenista (ANAÍ), da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB/UFBA), do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (MuPOIBA), do Coletivo Delas Para Todxs, da Rede Kunhã Asé de Mulheres na Ciência, do Programa de Pesquisa sobre Povos Indígenas do Nordeste Brasileiro (PINEB) e Associação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME).</p>
<div id="attachment_19030" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19030" class="size-medium wp-image-19030" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=300%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="300" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/flyer-divulga%C3%A7%C3%A3o.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-19030" class="wp-caption-text">Flyer de divulgação da ação.</p></div>
<p>A Kunhã Asé está responsável pela arrecadação dos recursos. O apoio logístico e técnico para compra de materiais e corte dos tecidos será fornecido pelo Delas Para Todxs. As máscaras estão sendo confeccionadas por mulheres Tupinambás, que foram capacitadas em corte e costura pelo ateliê Lull, e pelas mulheres Tuxá e Pataxó Hãhãhãe, capacitadas por outras iniciativas. O acompanhamento do feitio e a distribuição das máscaras nas diferentes comunidades será feita pela ANAI, pelo PINEB e pelo MuPOIBA.</p>
<p>Os interessados em contribuir com essa ação de apoio à proteção da saúde das comunidades indígenas da Bahia contra a Covid-19, podem realizar doações em dinheiro por meio do link <a href="http://vaka.me/1062056">vaka.me/1062056</a> ou de depósito no Banco do Brasil, conta poupança 42579-6, Agência 3702-8, variação 51, titular Luisa Maria Viegas Becerra Urtiaga. Também podem ser doados materiais como tecido 100% algodão, tubos de linha reta e elástico 7 mm. Para este tipo de doação os interessados devem entrar em contato com o endereço de e-mail <a href="mailto:kunhaase@gmail.com">kunhaase@gmail.com</a>.</p>
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		<title>Lugar de mulher também é fazendo ciência!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[diele-viegaslm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 17:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[direitos das mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres na ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As mulheres vem conquistando cada vez mais espaços que antes eram ocupados majoritariamente por homens. Na ciência, isso não é diferente. Ao longo das últimas décadas, a busca das mulheres por igualdade de gênero tem se intensificado no ambiente acadêmico, e cada vez mais é possível encontrar mulheres sendo reconhecidas e valorizadas pelas suas pesquisas. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_18923" style="width: 411px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/DSC_0015CL-e1590362224449.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18923" class="wp-image-18923 " src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/DSC_0015CL-e1590362224449-300x228.jpg?resize=401%2C305&#038;ssl=1" alt="" width="401" height="305" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/DSC_0015CL-e1590362224449.jpg?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/DSC_0015CL-e1590362224449.jpg?resize=45%2C35&amp;ssl=1 45w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/DSC_0015CL-e1590362224449.jpg?w=619&amp;ssl=1 619w" sizes="(max-width: 401px) 100vw, 401px" /></a><p id="caption-attachment-18923" class="wp-caption-text">Foto:<a href="https://www.instagram.com/waltercomdabliu/"> Walter Costa Neto</a></p></div>
<p>As mulheres vem conquistando cada vez mais espaços que antes eram ocupados majoritariamente por homens. Na ciência, isso não é diferente. Ao longo das últimas décadas, a busca das mulheres por igualdade de gênero tem se intensificado no ambiente acadêmico, e cada vez mais é possível encontrar mulheres sendo reconhecidas e valorizadas pelas suas pesquisas.</p>
<div id="attachment_18918" style="width: 569px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Jacqueline-foto-reprodu%C3%A7%C3%A3o-Lattes.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18918" class=" wp-image-18918" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Jacqueline-foto-reprodu%C3%A7%C3%A3o-Lattes.jpg?resize=559%2C474&#038;ssl=1" alt="" width="559" height="474" /></a><p id="caption-attachment-18918" class="wp-caption-text">Foto: <a href="http://lattes.cnpq.br/5852030355340056">Dra. Jaqueline Góes de Jesus</a>, cientista que coordenou o sequenciamento do <a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Work/noticia/2020/05/conheca-cientista-negra-e-nordestina-que-coordena-luta-contra-o-covid-19-no-brasil.html">genoma do COVID-19</a>, em Fevereiro de 2020. <em>Reprodução: Curriculo Lattes.</em></p></div>
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<p>Apesar disso, ainda há muitos espaços a serem conquistados, e na <a href="https://science.sciencemag.org/content/363/6429/825.2">América latina</a> isso é ainda mais evidente. Numa sociedade em que o orgulho masculino é enraizado através do machismo, ainda há um número reduzido de mulheres em posições de poder, as quais são ocupadas majoritariamente por homens brancos e héteros. A necessidade constante de provar o seu valor, a sua capacidade e o seu conhecimento assombram as mulheres cientistas em diversas áreas de atuação e em todas as fases da sua formação, levando-as muitas vezes a duvidarem de si mesmas, o que gera um sentimento de impotência, insegurança e baixa autoestima. Por conta disso, muitas mulheres acabam optando por abandonar suas carreiras em diferentes estágios acadêmicos, fenômeno conhecido como vazamento de duto.</p>
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<p>Estas cobranças são ainda maiores para mulheres que são <a href="https://ieeexplore.ieee.org/document/8819567">mães</a>, uma vez que as medidas de sucesso no meio acadêmico ainda hoje são pautadas em métrias simplistas de uma produtividade meritocrática onde o número de artigos publicados muitas vezes conta mais do que a qualidade do trabalho executado. Vale ressaltar ainda que mulheres de diferentes raças, classes, identidades e orientações sofrem de maneira diferente com o machismo enraizado.</p>
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<p>Para evitar o vazamento de duto e estimular que meninas e mulheres sigam seus sonhos de se tornarem cientistas, diversas redes de apoio tem surgido ao redor do mundo. Tais redes são formadas muitas vezes exclusivamente por mulheres, e tem como objetivo principal a busca pela igualdade de gênero nas ciências. No Brasil, já existem incontáveis iniciativas como esta espalhadas por todo o país, desde aquelas voltadas para áreas específicas até aquelas mais abrangentes. Aqui, iremos destacar duas destas iniciativas: o <a href="http://www.neim.ufba.br/wp/">Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher</a> (NEIM), fundado em 1983, e a <a href="https://www.instagram.com/kunhaase/">Rede Kunhã Asé de Mulheres na Ciência</a>, fundada em 2019.</p>
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<p>Além de ter sido pioneiro na abordagem da temática feminista dentro do ambiente acadêmico no Brasil, o NEIM se destaca por sua excelente atuação na promoção de atividades nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão, os três pilares da Universidade Pública, com enfoque na formação de uma consciência crítica a respeito das relações de gênero hierárquicas comuns na nossa sociedade. O núcleo atua com o propósito de estimular a realização de pesquisas interdisciplinares acerca da temática de gênero, além de fornecer subsídios para formulação de políticas públicas que visem a equidade de gênero e desenvolver atividades de ensino e extensão na temática.</p>
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<div id="attachment_18920" style="width: 491px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/NEIM.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18920" class=" wp-image-18920" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/NEIM.png?resize=481%2C146&#038;ssl=1" alt="" width="481" height="146" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/NEIM.png?resize=300%2C91&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/NEIM.png?w=633&amp;ssl=1 633w" sizes="(max-width: 481px) 100vw, 481px" /></a><p id="caption-attachment-18920" class="wp-caption-text">Símbolo do <a href="http://www.neim.ufba.br/wp/">Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher</a> (NEIM).</p></div>
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<p>A Rede Kunhã Asé de mulheres na Ciência, por sua vez, é uma rede que busca fornecer apoio emocional e intelectual à meninas e mulheres que se interessem por ciência, visando promover seu ingresso e permanência no ambiente acadêmico e assim diminuir o vazamento de duto. Seu nome é uma homenagem aos povos indigenas e negros, e significa Mulher Poderosa (Mulher = em Guaraní, “Kunhã”; Poderosa/de Poder = em Yorubá, “Asé”), nos remetendo à força da mulher e desses povos tão importantes para a construção da sociedade Brasileira, e ao mesmo tempo tão injustiçados. Ao contrário do NEIM, a rede Kunhã Asé é uma iniciativa recente, mas vem ganhando destaque na <a href="https://ccdcufba.com/2020/03/21/lugar-de-mulher-e-na-ciencia/">mídia</a> por conta de suas ações em prol da equidade de gênero nas ciências.</p>
<div id="attachment_18919" style="width: 440px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18919" class=" wp-image-18919" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=430%2C430&#038;ssl=1" alt="" width="430" height="430" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?resize=2048%2C2048&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/marca-kunha-ase-25-SET-PNG-_Prancheta-1.png?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="(max-width: 430px) 100vw, 430px" /></a><p id="caption-attachment-18919" class="wp-caption-text">Símbolo da <a href="https://www.instagram.com/kunhaase/">Rede Kunhã Asé de Mulheres na Ciência</a>.</p></div>
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<p>Através de três linhas de atuação principais, a rede busca estimular o ingresso de meninas nas ciências (Linha Semear); acolher mulheres no início de suas jornadas acadêmicas, diminuindo assim o chamado vazamento de duto (Germinar); e, por fim, mapear as dificuldades de mulheres cientistas nas suas carreiras e buscar soluções pragmáticas para saná-las (Florescer). Dentre as diferentes atividades promovidas pela rede, estão visitas à escolas, participação em eventos e promoção de oficinas e <a href="http://www.mulheres.ba.gov.br/2020/02/2754/Mulheres-na-ciencia-pesquisadoras-constroem-agenda-feminista.html">mesas redondas</a>.</p>
<p>Durante a pandemia, a rede migrou suas atividades para o ambiente online, e tem oferecido oficinas e palestras através de seu instagram. Um exemplo disso é o quadro <a href="https://www.agendartecultura.com.br/principais/rede-kunha-ase-debate-producao-cientifica-mulheres-pandemia/">“Coisa de Mulher”</a>, que visa promover bate papos ao vivo sobre as mais diferentes temáticas que tangem a realidade enfrentada pelas mulheres nas ciências. Sempre contando com uma convidada especializada no tema da semana, o quadro ocorre toda quarta feira no Instagram, e é disponibilizado em seguida no canal do <a href="https://www.youtube.com/channel/UCRUG-FmNgGNhNHdYjuJUJSg?view_as=subscriber">Youtube</a>. Vale a pena conferir!</p>
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<div id="attachment_18917" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Feed-1.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18917" class="size-medium wp-image-18917" src="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Feed-1.png?resize=300%2C300&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="300" srcset="https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Feed-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Feed-1.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Feed-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Feed-1.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.tecnoveste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Feed-1.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-18917" class="wp-caption-text">Folheto de divulgação do quadro <a href="https://www.agendartecultura.com.br/principais/rede-kunha-ase-debate-producao-cientifica-mulheres-pandemia/">&#8220;Coisa de Mulher&#8221;</a>, da Rede Kunhã Asé.</p></div>
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<p>Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, o empenho destas e outras redes de apoio tem tido resultado, e cada vez mais mulheres estão entrando e permanecendo no meio acadêmico. Estas redes nos mostram algo bem claro: Lugar de Mulher é onde ela quiser, inclusive fazendo ciência!</p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/mulheres-nas-ciencias/">Lugar de mulher também é fazendo ciência!</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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