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	<title>Arquivos flora | Tecnoveste</title>
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	<title>Arquivos flora | Tecnoveste</title>
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		<title>Mulheres unem ciência e tecnologia para promover o desenvolvimento econômico na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Spencer]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2022 11:18:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Amazônia abriga um terço das florestas tropicais do planeta, o que garante não só uma exuberância em biodiversidade, mas também um alto potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável. Estudo realizado pelo projeto Amazônia 2030 identificou a capacidade de a região faturar até US$ 2,3 bilhões por ano com a exportação de “produtos compatíveis [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Amazônia abriga um terço das florestas tropicais do planeta, o que garante não só uma exuberância em biodiversidade, mas também um alto potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável. Estudo realizado pelo projeto Amazônia 2030 identificou a capacidade de a região faturar até US$ 2,3 bilhões por ano com a exportação de “produtos compatíveis com a floresta”.</p>
<p>Diferentes iniciativas têm sido realizadas com o foco nesse tipo de produção, associando tecnologia e ciência. O e-book <a href="https://conteudo.wylinka.org.br/ebook-potencia-amazonica" target="_blank" rel="noopener">“Potência Amazônica: a pluralidade da inovação na Amazônia”</a>, organizado pela Wylinka em parceria com a InvestAmazônia, reúne entrevistas de mulheres que estão à frente desses projetos.</p>
<p>A Darvore Cosméticos é um desses negócios, <em>deep tech (</em>empresa baseada em conhecimento científico avançado) trabalha com produtos naturais da região e nanotecnologia. A professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e uma das fundadoras, Andrea Waichman, conta que o projeto nasceu de uma pesquisa científica e tem como foco promover a bioeconomia.</p>
<p>De acordo com Waichman, o conhecimento científico e a tecnologia são aliados para a criação de produtos sustentáveis com maior valor agregado. “Trabalhamos nessa perspectiva de desenvolver produtos diferenciados e buscar novos mercados”, explica.</p>
<p>Para ela, os principais desafios incluem a visão estereotipada que outras regiões do país têm sobre a Amazônia e o baixo investimento. A pesquisadora destaca que, apesar de a região corresponder a 59% do território brasileiro, recebe apenas 10% dos recursos direcionados à produção científica do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Transformando o conhecimento científico em inovação</h2>
<p>A necessidade de levar o conhecimento científico para além das bibliotecas e universidades foi observada pelo professor do curso de Farmácia da UFAM, Schubert Pinto, há mais de 20 anos. Foi do interesse em transformar a ciência em inovações para a sociedade que ele criou a Pharmakos D’Amazônia, em 2001.</p>
<p>Desde então, a empresa desenvolveu mais de 200 produtos cosméticos a partir de extratos e essências da região. O trabalho tem como principal pilar a inovação, o que rendeu sete prêmios Finep. “Todos os nossos produtos são de base tecnológica”, informa a pesquisadora Samara Rodrigues. Filha de Schubert, ela seguiu os passos do pai e, atualmente, é uma das responsáveis pela Pharmakos.</p>
<p>Segundo ela, o uso da tecnologia é um diferencial para a bioeconomia, que tem como objetivo o desenvolvimento econômico sustentável. “Por meio dela conseguimos utilizar a natureza de forma consciente, sem desmatar a Amazônia.”</p>
<p>Um dos exemplos práticos da bioeconomia foi o trabalho realizado em parceria com o projeto Seed Restauro. A proposta foi desenvolver um produto com base no guaraná orgânico proveniente de uma iniciativa de reflorestamento junto à tribo Andirá Marau.</p>
<p>Ela lembra que foi procurada pelo pesquisador e idealizador do projeto, que relatou as dificuldades de colocar o produto no mercado, apesar da qualidade do mesmo. Na avaliação de Rodrigues, a burocracia é um dos gargalos para o melhor aproveitamento dos potenciais da Amazônia. “Temos trabalhos belíssimos muito bem pesquisados, mas que morrem, pois não fazem essa ponte com empresas para serem validados.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Atributos, desafios e outras histórias</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>O e-book “Potência Amazônica: a pluralidade da inovação na Amazônia” apresenta um panorama sobre a região da Amazônia a partir de relatos de lideranças femininas de projetos inovadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A gestora de marketing da Wylinka, Maristela Raposo Meireles, explica que a escolha das entrevistas como metodologia se deu pela confiança neste processo. “A escuta é o primeiro passo para projetos que geram bons resultados. É essencial adequar nossas atividades às particularidades de cada uma das regiões onde atuamos.&#8221;</p>
<p>Destacando que a Amazônia é um “celeiro de oportunidades”, Meireles pontua a necessidade de transformar o ativo intelectual em soluções tangíveis. “A Amazônia e as suas comunidades são recursos importantes para a inovação e o desenvolvimento do Brasil, com grande potencial para geração de riquezas, desde que esse processo considere a sustentabilidade e seja protagonizado por essas mesmas comunidades.”</p>
<p>De acordo com a CEO da InvestAmazônia, Mayra Castro, a finalidade do e-book é dar visibilidade para os aspectos da região, a partir de uma perspectiva local. “É uma iniciativa que visa mostrar para o mundo a Amazônia de dentro para fora, demonstrando que já existem soluções a partir dessa ótica local.”</p>
<p>Além de Andrea Waichman, Samara Rodrigues e Mayra Castro, há outras três entrevistadas: a líder indígena, agricultora, ativista, pesquisadora e empreendedora Raquel Tupinambá; a analista do Núcleo de Desenvolvimento Institucional da Embrapa Amazônia, Sheila Melo; e a diretora de Projetos Institucionais e Sociais da  Amazon, Vilmara Moraes.</p>
<p>A partir dos relatos foram compilados os atributos da região que já estão sendo aproveitados para fomentar a bioeconomia e, também, os principais desafios e alternativas para combatê-los.</p>
<p>Centros de pesquisa, saberes tradicionais, fauna, flora, tecnologia, <em>deep techs </em>e exportação são alguns dos atributos listados no e-book. Entre os desafios estão a visão estereotipada sobre a região; a necessidade de mais investimentos para a educação e a capacitação; a burocracia para o desenvolvimento de projetos; a complexidade logística; a conectividade; e a consolidação de um modelo econômico próprio com valor agregado.</p>
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		<title>Pandemias em um ambiente devastado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[diele-viegaslm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 17:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos em meio à pandemia do COVID-19, e as perspectivas são alarmantes. Sem vacina, sem remédio, e com o isolamento social sendo cada vez mais deixado de lado pelo povo brasileiro, não há nem sinal de que vá haver uma estabilização da curva de contágio num futuro próximo. Isso, somado à crise política instaurada e a crise economica que já começa a dar as caras, torna o futuro do Brasil bastante sombrio e incerto. E eu não trago boas notícias&#8230; Existe mais duas crises em curso: A crise ambiental e a crise climática.</p>
<p>A primeira é causada pela ganância e pela prepotência do homem em achar que é dono do mundo. A história da humanidade se pauta na lógica de que o meio ambiente existe para nosso bel prazer, e que nós podemos explorar seus recursos de maneira ilimitada &#8211; Mas não é bem assim. Com cerca de 7,6 bilhões de pessoas no mundo, o meio ambiente fica sempre de lado quando o assunto é sobrevivência humana, mas isso porque dissociamos o homem da natureza. Desmatamento, queimadas, lixo, poluição, exploração, isso tudo substitui o cuidado com o meio em que vivemos, o respeito à natureza e aos organismos que coexistem conosco no mundo.</p>
<p>A segunda crise, a climática, é consequência da primeira. Desde a revolução industrial, toneladas de gases tóxicos foram lançados na atmosfera, potencializando o chamado &#8220;efeito estufa&#8221; ao impedir que o calor proveniente dos raios solares se dissipe na atmosfera. Esse calor fica então concentrado, levando ao aumento da temperatura média do planeta. Isso tem consequências drásticas para a vida na Terra, pois com o aumento da temperatura, há também um desequilíbrio no regime de chuvas, degelo das calotas polares, aumento no nivel do mar, entre outros. Tais mudanças &#8211; as chamadas mudanças climáticas, já podem ser observadas ao redor do mundo, e as previsões para um futuro próximo são bastante preocupantes.</p>
<p>Mas o que isso tem a ver com a pandemia? Tudo. Cerca de 75% das doenças que surgiram nos últimos 50 anos tiveram origem animal. Seja através do comércio ilegal, da caça/alimentação ou da destruição de habitat, está cada vez mais comum ver animais silvestres coexistindo com seres humanos fora de seu ambiente natural. Essa interação forçada tem potencial de representar um grande risco ao ser humano, uma vez que muitas vezes o animal silvestre pode ser o hospedeiro de doenças desconhecidas que podem vir a tomar proporções globais, como no caso da COVID-19.</p>
<p>Num cenário de mudanças climáticas, isso é ainda mais problemático: além do desmatamento e destruição do habitat, estamos mudando o sistema climático da Terra. Áreas congeladas há milhares ou milhões de anos estão derretendo, e assim novos vírus estão sendo descongelados. Não se sabe o poder de ação desses vírus, mas a ameaça existe e é iminente! Para além de novos virus, temos ainda o aumento da propagação de doenças já existentes. Sabemos por exemplo que o <em>Aedes aegypti</em>, mosquito vetor da Dengue, Chikungunya e zica, se reproduz fácil em ambientes quentes e úmidos. Logo, com o aumento da temperatura causado pelas mudanças climáticas, é possível que este vetor (e muitos outros) consiga se espalhar cada vez mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pandemia da COVID-19 é, acima de tudo, um alerta. Precisamos repensar a forma como nos relacionamos com o meio ambiente, os nossos padrões de consumo, as nossas ações diárias. Precisamos repensar nossas prioridades, nossas relações interpessoais, nossas escolhas políticas.</p>
<p><strong>E precisamos, mais do que nunca, entender que não há sobrevivência humana sem preservação da natureza. Porque nós somos parte da natureza, e portanto nós dependemos dela para nos manter vivos. </strong></p>
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