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	<title>Arquivos Roteirista | Tecnoveste</title>
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	<description>Notícias de tecnologia, ciência, empreendedorismo e cultura digital</description>
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	<title>Arquivos Roteirista | Tecnoveste</title>
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		<title>Os 7 de Chicago &#8211; Dir. Aaron Sorkin [Sessão Crítica]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 09:15:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Oscar, já é tradição a indicação de filmes que abordam temas sociais e políticos. Dentre as diversas categorias da premiação, muitos títulos se encontram aptos a participar, podendo garantir as tão desejadas estatuetas. &#8220;Os 7 de Chicago&#8220;, produção original Netflix, foi indicado em quase todos os módulos e infelizmente não levou prêmios, mas independente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">No <em>Oscar</em>, já é tradição a indicação de filmes que abordam temas sociais e políticos. Dentre as diversas categorias da premiação, muitos títulos se encontram aptos a participar, podendo garantir as tão desejadas estatuetas. &#8220;<em>Os 7 de Chicago</em>&#8220;, produção original <a href="https://www.netflix.com/br/login?nextpage=https%3A%2F%2Fwww.netflix.com%2Fbrowse"><em>Netflix</em></a>, foi indicado em quase todos os módulos e infelizmente não levou prêmios, mas independente disso, se mostrou um filme consciente e vamos falar sobre isso aqui!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Um pouco da história</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Sete pessoas são levadas a julgamento em 1969, por um conflito  envolvendo policiais e manifestantes, ocorrido em 1968. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os Sete indivíduos são julgados por serem acusados de conspiração, ao constar nos altos do julgamento, que iniciaram o confronto contra os policiais durante seu protesto contra a <em>Guerra do Vietnã</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante o julgamento vão surgindo informações e pessoas chave, que contribuem ou atrapalham para a evolução do resultado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">O contexto dentro do filme</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A <em>Guerra do Vietnã</em> foi um evento importante que alterou a história no século 20. Tendo a duração de 20 anos (1955-1975), o evento trouxe muitas questões sociais e políticas, principalmente no território estadunidense.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">&#8220;<em>Os 7 de Chicago</em>&#8221; consegue mostrar bem os motivos que levaram ao início das manifestações contra a Guerra, e o primeiro deles era a obrigatoriedade do alistamento e envio compulsório militar, de jovens que retornavam mortos ao país de origem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Movimentos de contracultura como o <em>Hippie</em>, <em>Panteras Negras</em>, junto a estudantes de faculdades renomadas, se encontraram na manifestação para achar um senso comum, acabar com a Guerra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante as manifestações, um conflito é desencadeado, e o protesto pacífico se torna num mar de sangue, contabilizando mortes e sequelas futuras.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Vale a pena assistir?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Contando a narrativa quase toda dentro do tribunal, o filme traz flash backs e conversas entre os advogados e seus clientes. O elenco é de muito talento, composto por <a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-71932/"><em>Sacha Baron Cohen</em></a>, <a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-190484/"><em>Eddie Redmayne</em></a> e <a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-24351/"><em>Joseph Gordon-Levitt</em></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-40552/"><em>Aaron Sorkin</em></a>, que entrou de <a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-diretor-de-cinema/"><em>Diretor</em></a> e <a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-roteirista-de-cinema/"><em>Roteirista</em></a>, conseguiu montar uma dinâmica interessante para contar a história. É visível o lado ao qual ele defende, pelas ferramentas que utiliza. Sua Direção torna os personagens caricatos e que se encaixam na sua proposta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">É um filme que vale as indicações recebidas, tecnicamente é bem servido. Trata de temas relevantes como racismo, Alistamento Militar, violência policial e Polarização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para quem gosta de estudar fatos históricos, esse é um ótimo título, pois não tem uma linguagem fácil e direta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Então vale a pena assistir! </span></p>
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		<title>Podcaster, Roteirista e Diretor de programas de TV: Yuri Moraes do Ben-Yur Podcast</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Spencer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Oct 2021 15:22:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Yuri Moraes é  autor, roteirista, diretor e. Trabalhou em programas como The Noite (SBT), Gigablaster (Gloob), Casseta &#38; Planeta (Globo), Furo MTV, Comédia MTV, VMB e Hermes &#38; Renato (MTV), entre outros. Também é co-criador e sócio do selo de quadrinhos Bruttal no portal Omelete e autor da série Venha a Nós o Vosso Reino. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<div><a href="https://linktr.ee/yurimoraes" target="_blank" rel="noopener">Yuri Moraes</a> é  autor, roteirista, diretor e. Trabalhou em programas como The Noite (SBT), Gigablaster (Gloob), Casseta &amp; Planeta (Globo), Furo MTV, Comédia MTV, VMB e Hermes &amp; Renato (MTV), entre outros.</div>
<div></div>
<div>Também é co-criador e sócio do selo de quadrinhos Bruttal no portal Omelete e autor da série Venha a Nós o Vosso Reino. Publicou as <a href="https://www.ugrapress.com.br/nossos-lancamentos/outros1/garoto-mickey/" target="_blank" rel="noopener">HQs Garoto Mickey (Dobra Editorial, 2011)</a> e Wasteland Scumfucks: Terra do Demônio (Veneta, 2017). Atualmente está apresentando o <a href="https://www.youtube.com/benyurpodcastoficial" target="_blank" rel="noopener">podcast BEN-YUR</a> ao lado de Bento Ribeiro (Furo MTV).</div>
<div></div>
</div>
<div>
<hr />
</div>
<div>
<div>
<h3><strong>1. Quando começou seu interesse pelo desenho e pelo mundo das artes? Quem são suas maiores inspirações?</strong></h3>
</div>
</div>
<p>Desde muito cedo, Turma da Mônica foi uma entrada, mas lembro de pirar muito em Asterix quando era criança. Quando cresci mais acho que Beavis and Butt Head, South Park e todas essas animações malucas de comédia.</p>
</div>
<div>
<div>
<div>
<h3><strong>2. Quando você resolveu criar seu primeiro quadrinho publicável e como foi o processo de criação?</strong></h3>
</div>
</div>
<p>Meu primeiro livro foi o Garoto Mickey, que está completando 10 anos de lançamento agora, com uma edição nova pela Ugra Press. Eu comecei postando páginas quase diariamente no meu site, meio sem saber onde ia parar. Dois anos depois, tinha um livro de mais de 210 páginas. Foi um caminho bem doido, mas adorei ter começado assim.</p>
</div>
<div>
<div>
<div>
<h3><strong>3. Como você define seu estilo de desenho e das histórias que você cria?</strong></h3>
</div>
</div>
<div>Eu não gosto de me definir demais. Acho que é algo ruim, ficar tentando se definir demais. Uma cois aque tento sempre fazer é pegar algum conceito complexo e tentar deixar o mais acessível possível. As vezes eu consigo acertar nisso.</div>
<div>
<div>
<h3><strong>4. Em que momento você se tornou roteirista de programas e o que você faz quando ocupa essa posição?</strong></h3>
</div>
</div>
<div></div>
<p>Eu comecei a trabalhar com audiovisual com meus amigos de uma maneira um pouco mais profissional um pouco antes da existencia do Youtube. Quando o Youtube surgiu, tínhamos alguns curtas pra postar lá e isso chamou atenção de grandes agencias de publicidade. Começamos a trabalhar bastante e isso chamou atenção da MTV, que foi onde consegui meu primeiro trabalho como roteirista de TV.</p>
</div>
<div></div>
<div>Cada trabalho de roteiro é um pouco diferente, mas nos de humor que não são ficção é meio escrever na voz de quem está apresentando e colocar piadas e situações engraçadas na boca deles.</div>
<div>
<div>
<div>
<h3><strong>5. Quais são os programas de TV você participou e como isso te enriqueceu como um profissional da área?</strong></h3>
</div>
</div>
<div>Poxa, vários. Furo MTV, Hermes &amp; Renato, Casseta &amp; Planeta, Comédia MTV, Gigablaster, entre outros. O que fiquei mais tempo é o The Noite. Acho que me ensinou muita coisa como artista, principalmente paciência e humildade de entender que nem tudo é sobre você.</div>
<div>
<div>
<h3><strong>6. Quando e porque você resolveu criar o seu próprio podcast?</strong></h3>
</div>
</div>
<div>Eu sempre gostei muito do WTF com o Marc Maron, e nunca entendi porque ninguém tinha feito isso aqui ainda. Fiquei enrolando anos e anos com essa ideia, até porque não sei se queria realmente me expor tanto por muitos anos. O Bento se tornou um amigo nesses anos todos e sempre me chamava pra fazermos algo juntos e eu sempre reclinava. No ultimo ano, com tudo maluco e eu parado em casa mais que o normal, decidi realmente ter coragem de seguir em frente com muitos planos que sempre deixava pra depois e o podcast foi um deles. Era um momento que fazia sentido começar um podcast no Brasil e quando liguei pro Bento, ele estava na mesma sintonia que eu.</div>
<div>
<div>
<h3><strong>7. Como você avalia a crescente relevância dos podcasts nas nossas vidas e quais são as perspectivas futuras para esse mercado?</strong></h3>
</div>
</div>
<p>Cara, eu acho maneiro que tenham mais opções, mas sinceramente parei de consumir quase que totalmente depois que comecei a produzir com mais frequencia.</p>
</div>
<div>
<div>
<div>
<h3><strong>8. No Ben-yur você não só chega e grava. O que faz um bom programa?</strong></h3>
</div>
</div>
<p>Eu acho que a gente tem uma voz única e estamos conseguindo projetar ela, não só literalmente, mas como na ambiencia e ideias mais malucas que a gente tem e estamos adaptando a esse formato do podcast brasileiro. Acho que estamos conseguindo nos destacar na substancia pouco a pouco.</p>
</div>
<div>
<div>
<h3><strong>9. Quais são os podcasts que você mais ouve?</strong></h3>
</div>
<p>Não tenho escutado mais. Eu escuto o WTF ou o Joe Rogan quando tem alguém muito interessante como o Tarantino ou o Dave Chapelle.</p>
</div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>O que são 3 Atos, Plot Twists e Pontos de Virada no Cinema?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 19:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Roteiro cinematográfico tem diversos mecanismos e no Portal já discorremos sobre alguns. Hoje vamos explicar melhor como funciona os três atos de um filme, bem como seus Plot Twists e Pontos de Virada, então continue conosco! &#160; O Roteiro Já conversamos sobre as responsabilidades de um Roteirista com seu Roteiro, no texto “O que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">O <em>Roteiro</em> cinematográfico tem diversos mecanismos e no Portal já discorremos sobre alguns. Hoje vamos explicar melhor como funciona os três atos de um filme, bem como seus <em>Plot Twists</em> e <em>Pontos de Virada</em>, então continue conosco!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">O Roteiro</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Já conversamos sobre as responsabilidades de um <em>Roteirista</em> com seu <em>Roteiro</em>, no texto “<em><a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-roteirista-de-cinema/">O que faz um Roteirista Cinematográfico?</a></em>”. Recapitulando em resumo o que foi dito lá, o <em>Roteiro</em> é peça fundamental para a criação e condução da narrativa proposta, pois é nele que as principais ações estão descritas para que a <a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-produtor-de-cinema/"><em>Produção</em></a> trabalhe claramente com todas as funções estabelecidas para alcançar o objetivo maior, entregar o produto <em>Audiovisual</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um <em>Roteiro</em> tem conjuntos estruturais, que em harmonia, confeccionam bons projetos na tela. Na maioria dos conjuntos, temos a <em>Sequência Lógico Narrativa</em>, ela consiste no raciocínio histórico estabelecido, com isso, os fatos estão envolvidos numa cadeia de ramificações que evolui na presença de ações passadas, presentes e futuras. Os elementos dessa estrutura tem funções diversas e a seguir vamos falar sobre os três mais usados, são eles os <em>Atos</em>, <em>Plot Twists</em> e <em>Pontos de Virada</em>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">3 Atos </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Você já deve ter lido histórias em livros e jornais que apresentaram início, meio e fim. Assim como nestas histórias, os filmes também carregam as três partes, porém são chamadas de <em>Atos</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os <em>Atos</em> são responsáveis pela divisão dos blocos e suas funções, São 3 que ficam configurados assim: </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro portando a iniciação do mundo proposto, nele temos acesso ao protagonista e as limitações da realidade em que vive. O primeiro <em>Ato</em> é conhecido como apresentação do mundo comum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O segundo mostra o personagem principal atendendo a um chamado de aventura e entrando no mundo extraordinário, saindo da comodidade do <em>Ato</em> anterior e enfrentando desafios e inimigos, forçando amadurecimento nos campos que precisa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O terceiro traz a resolução da história, geralmente fazendo com que o protagonista entenda seu potencial e lugar de direito, retornando assim, mais evoluído para o mundo ordinário apresentado no primeiro <em>Ato</em>, que agora é visto com outros olhos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Plot Twists</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">São pequenas engrenagens utilizadas para que a trama continue interessante até o fim. Um <em>Plot Twist</em> (<em>Virada da Trama</em>) tem a função maior de surpreender o público com o objetivo de gerar empatia. A utilização ocorre quando a narrativa segue uma direção única dos fatos e precisa de eventos que causem reviravoltas para encorpar a obra. Não há quantidade limite para inserir <em>Plot Twists</em>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Pontos de Virada</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Diferente dos <em>Plot Twists</em>, os <em>Pontos de Virada</em> tem um limite para aparecer no <em>Roteiro</em>. Eles acontecem duas vezes, marcando as transições do primeiro para o segundo <em>Ato</em> e do segundo para o terceiro <em>Ato</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sua função é exatamente marcar as mudanças das fases da história, sendo extremamente importante para situar o início, meio e fim. No <em>Roteiro Clássico</em>, o primeiro <em>Ponto de Virada</em> acontece no momento em que o chamado da aventura é aceito, o segundo o último <em>Ponto de Virada</em> se concretiza quando o </span><a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-e-a-jornada-do-heroi/"><i><span style="font-weight: 400">herói </span></i></a><span style="font-weight: 400">perde quase tudo e parte para a reconstrução.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Colocando em prática</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Entender as partes técnicas do <em>Cinema</em> é importante não só para quem produz, mas também para quem aprecia as obras. Quando entendemos os processos, fica melhor avaliarmos os conteúdos que assistimos, então fique de olho no nosso Portal, com o intuito de sempre aprender mais sobre a <em>Sétima Arte</em>!   </span></p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-sao-3-atos-plot-twists-e-pontos-de-virada-no-cinema/">O que são 3 Atos, Plot Twists e Pontos de Virada no Cinema?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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		<title>O Recepcionista &#8211; Dir. Michael Cristofer [Sessão Crítica]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Mar 2021 19:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Recepcionista é mais um dos filmes da Netflix que é considerado um híbrido, envolvendo um combo de gêneros. Seu lançamento traz questões sobre temas diversos e vamos abordar seus pontos aqui. &#160; Um pouco da história Bart, recepcionista em um pequeno hotel, trabalha em horário fixo sem muita movimentação comercial, o que torna sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">O Recepcionista é mais um dos filmes da </span><a href="https://www.netflix.com/br/"><i><span style="font-weight: 400">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400"> que é considerado um híbrido, envolvendo um combo de gêneros. Seu lançamento traz questões sobre temas diversos e vamos abordar seus pontos aqui.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Um pouco da história</span></h2>
<p><i><span style="font-weight: 400">Bart</span></i><span style="font-weight: 400">, recepcionista em um pequeno hotel, trabalha em horário fixo sem muita movimentação comercial, o que torna sua rotina tranquila para quem apresenta condições de interação social diferentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Após trocar de turno com um colega de trabalho, um crime acontece no hotel e </span><i><span style="font-weight: 400">Bart</span></i><span style="font-weight: 400"> se vê no meio de uma investigação, carregando consigo algo que pode solucionar o crime.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">O protagonista</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">É importante falarmos sobre a condição do personagem principal, pois é o que vai ditar sua relação com os demais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Bart, como é citado durante o longa-metragem, é contemplante da </span><i><span style="font-weight: 400">Síndrome de Asperger</span></i><span style="font-weight: 400">, Transtorno de Neurodesenvolvimento. Esse transtorno faz com que a pessoa perceba o mundo e outros indivíduos de forma diferente, ressalto que não é uma doença, por tanto, não há cura. Os que carregam a condição, costumam ter um nível de inteligência elevado, apresentando um pouco de dificuldade quanto à interpretação do que é dito e a linguagem proposta em determinadas situações.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">As referências</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Durante o filme, nos deparamos com homenagens a outros títulos. O </span><a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-diretor-de-cinema/"><i><span style="font-weight: 400">Diretor</span></i></a><span style="font-weight: 400"> e </span><a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-roteirista-de-cinema/"><i><span style="font-weight: 400">Roteirista</span></i></a><span style="font-weight: 400">, </span><i><span style="font-weight: 400">Michael Cristofer</span></i><span style="font-weight: 400"> parece ter um grande apreço pelo Mestre do Suspense, Hitchcock, pois seu roteiro em boa parte, faz alusão ao Psicose e Janela Indiscreta. Percebemos tal movimento, quando o protagonista observa tudo o que acontece de câmeras espalhadas pelos espaços e claro, na hora de realizar a montagem da cena do crime.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda há outras obras que parecem ter emprestado um pouco de suas formas, como é o caso de </span><i><span style="font-weight: 400">Atividade Paranormal (2007)</span></i><span style="font-weight: 400"> (Câmeras espalhas, possibilitando vermos praticamente tudo o que acontece) e </span><i><span style="font-weight: 400">O Abutre (2014)</span></i><span style="font-weight: 400"> (O protagonista estando sempre no meio do caos).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Roteiro híbrido</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Atualmente, devido às mudanças no cenário cinematográfico, é bem comum assistir obras que mesclam gêneros. Alguns casamentos são mais utilizados como Comédia e Romance, Drama e Suspense, Ação e Comédia&#8230; e por aí vai. Acontece que nem toda combinação dá certo, por atrapalhar o andamento dos conflitos iniciados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Infelizmente a combinação entre Drama, Suspense e Romance não foi frutífera para “O Recepcionista&#8221;, que encontra dificuldades em seguir uma linha do Suspense que é interrompida pelo foco em excesso na condição social do protagonista e seu romance com Andrea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A iniciativa de abordar um tema como </span><i><span style="font-weight: 400">Síndrome de Asperger</span></i><span style="font-weight: 400"> é bom, porque é possível tocar mais pessoas sobre o assunto, já que estamos falando da </span><i><span style="font-weight: 400">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400">, uma plataforma provida com milhões de usuários. Ter um protagonista nesta condição é interessante narrativamente falando, pois um recepcionista sempre está em contato com diversos tipos de pessoas e ilustrar as interações torna possível aparecer situações com boas dinâmicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A questão é que o filme é vendido como um forte suspense e entrega Drama romântico com suspense que não desperta grandes curiosidades. Chega um ponto em que o Roteiro abandona o crime (Fato extremamente divulgado nas campanhas publicitárias) e foca na paixão de Bart e a sensação de perigo desaparece quase por completo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400">Michael</span></i><span style="font-weight: 400"> ainda tenta ressuscitar o suspense do caso, trazendo o policial investigador em alguns momentos, assim como a mãe do protagonista, mas não consegue recuperar o clima, tornando a mistura híbrida um fracasso. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Vale a pena assistir?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Infelizmente há mais pontos negativos do que positivos. Apesar de no elenco ter a belíssima </span><a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-246148/"><i><span style="font-weight: 400">Ana de Armas</span></i></a><span style="font-weight: 400">, sua presença não foi suficiente para mascarar a falta de continuidade nos conflitos inaugurados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Começa bem, montando o suspense e quando entra no segundo ato, já não entendemos as funções dos personagens, suas motivações e o pior, o vilão literalmente deixa de existir. </span><i><span style="font-weight: 400">Bart</span></i><span style="font-weight: 400"> não enfrenta situações de provação, que comprovem a evolução do personagem ao fim do enredo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Confesso que “</span><i><span style="font-weight: 400">O Recepcionista</span></i><span style="font-weight: 400">” não está na minha lista prioritária de recomendações. </span></p>
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		<title>[Sessão Crítica] Creed: Nascido para lutar &#8211; Dir. Ryan Coogler</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Dec 2020 19:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>  Creed: Nascido para lutar é um dos derivados da série de filmes protagonizados por Rocky Balboa (Sylvester Stallone), Creed: Nascido para lutar, consegue um feito que poucas produções almejam. Após presenciarmos vários remakes e spin-offs na história do cinema, esse filme mostrou que repaginar grandes obras pode ser sinônimo de sucesso, e aqui vamos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">  <i>Creed: Nascido para lutar </i>é um dos derivados da série de filmes protagonizados por </span><span style="font-weight: 400">Rocky Balboa</span><span style="font-weight: 400"> (</span><a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-5311/"><i><span style="font-weight: 400">Sylvester Stallone</span></i></a><span style="font-weight: 400">), </span><i><span style="font-weight: 400">Creed: Nascido para lutar</span></i><span style="font-weight: 400">, consegue um feito que poucas produções almejam. Após presenciarmos vários remakes e spin-offs na história do cinema, esse filme mostrou que repaginar grandes obras pode ser sinônimo de sucesso, e aqui vamos falar sobre seus diferenciais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">A história</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Após enfrentar valentões no reformatório juvenil ao qual se encontra, Adonis (</span><a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-120365/"><i><span style="font-weight: 400">Michael B. Jordan</span></i></a><span style="font-weight: 400">) chama a atenção de Mary Anne (</span><a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-139036/biografia/"><i><span style="font-weight: 400">Phylicia Rashād</span></i></a><span style="font-weight: 400">)</span><span style="font-weight: 400">, que o procura e faz a proposta para ele morar com ela. Ainda desconfiado da mulher, recebe a informação sobre a existência do seu pai falecido, que por sinal se chamava Apollo Creed. O garoto aceita o convite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Anos se passam e <em>Adonis</em> está em emprego comum numa grande empresa de contabilidade, com possibilidade de subir de cargo. Dividindo seu tempo entre lutas de boxe noturnas e o trabalho cotidiano, ele decide que tem de focar no que gosta, assim entrando de cabeça no boxe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Na busca de descobrir quem foi seu pai, de fato, <em>Creed</em> encontra <em>Rocky Balboa</em>, que fica surpreso ao ver o filho de seu falecido amigo. <em>Adonis</em> tem muita vontade de competir nas grandes lutas e quer o <em>Rocky</em> como seu treinador, e após um tempo relutando, o mesmo aceita. Nesse período, Creed acha o amor em Bianca (</span><a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-136096/"><i><span style="font-weight: 400">Tessa Thompson</span></i></a><i><span style="font-weight: 400">)</span></i><span style="font-weight: 400">, uma cantora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Com medo de viver na sombra do pai, <em>Adonis</em> e <em>Rocky</em> preferem deixar a sua identidade anônima enquanto se preparam para a luta arranjada com um lutador pertencente à mesma academia de treino. Ao fim do show, seu sobrenome é revelado, bem como a sua história pregressa e <em>Adonis</em> adquire um peso enorme no seu psicológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Assim como o protagonista, <em>Rocky</em> tem de travar batalha pessoal para vencer seus rivais e dar novo sentido à vida. Eles embarcam nos desafios juntos!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">O ringue da vida</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Muito antes de <em>Creed: Nascido para lutar</em>, foi lançado o filme </span><i><span style="font-weight: 400">Rocky: Um lutador</span></i><span style="font-weight: 400">, em 1976 . O </span><a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-roteirista-de-cinema/"><i><span style="font-weight: 400">Roteirista</span></i></a><span style="font-weight: 400"> e idealizador da história, também creditado como protagonista, foi nada mais nada menos que </span><i><span style="font-weight: 400">Sylvester Stallone</span></i><span style="font-weight: 400">. Hoje nós o conhecemos como um dos maiores artistas de longas-metragem de ação, mas ele nem sempre viveu em alto patamar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Na época que começou a dar vida à história do filme, Stallone estava com dificuldades para achar emprego e isso o levou a passar fome, dormir no seu carro e não conseguir cuidar seu cachorro, ele vendeu o animal por não conseguir fornecer a assistência necessária, e com o valor recebido, investiu em transportes para tentar vender seu roteiro, que estava finalizado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Era difícil conseguir fazer alguém comprar a sua ideia nos termos estabelecidos por ele. A história era boa e os </span><i><span style="font-weight: 400">Produtores</span></i><span style="font-weight: 400"> se interessavam, mas </span><i><span style="font-weight: 400">Sylvester</span></i><span style="font-weight: 400"> só venderia o </span><i><span style="font-weight: 400">Script</span></i><span style="font-weight: 400">, caso fosse acordado a sua participação como protagonista do longa e os realizadores não queriam um ator desconhecido, pois atrapalharia a divulgação do filme. Stallone chegou a receber propostas em torno de US$100.000,00 e recusou, por não aceitarem sua principal exigência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Já cansado de rodar com sua ótima história e ninguém aceitar seus termos, o cineasta caiu em frustração, até que num último esforço, apresentou sua ideia ao renomado Produtor de </span><i><span style="font-weight: 400">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400">, </span><a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-50947/"><i><span style="font-weight: 400">Robert Chartoff</span></i></a><span style="font-weight: 400">. O Produtor aceitou seus termos e ele estrelaria filme, porém, com o salário bem abaixo do mercado (US$ 30.000.00), dando como justificativa o não conhecimento do retorno em bilheteria, pelo fato do </span><i><span style="font-weight: 400">Sylvester</span></i><span style="font-weight: 400"> ser anônimo ao grande público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400">Rocky</span></i><span style="font-weight: 400"> foi um sucesso de bilheteria e crítica! Stallone ganhou fama estrondosa e não esqueceu de seu velho amigo. Ele foi atrás do cachorro para pegá-lo de volta, mas o então dono quis negociar um valor, eles acertaram o que foi pedido e o </span><i><span style="font-weight: 400">Cineasta</span></i><span style="font-weight: 400"> recuperou seu amigo. Dali em diante, </span><i><span style="font-weight: 400">Sylvester</span></i><span style="font-weight: 400"> ascendeu exponencialmente no ramo cinematográfico, fazendo as sequências de </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rocky"><i><span style="font-weight: 400">Rocky</span></i></a><span style="font-weight: 400"> e </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rambo"><i><span style="font-weight: 400">Rambo</span></i></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Qual a relação entre Stallone e o filme Creed?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Após fazer o pequeno apanhado histórico acima, vamos entender o papel de Stallone em </span><i><span style="font-weight: 400">Creed</span></i><span style="font-weight: 400">. O roteiro que ele escreveu para o filme de 1976 é lembrado como um dos que mais seguem a </span><a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-e-a-jornada-do-heroi/"><i><span style="font-weight: 400">Jornada do Herói</span></i></a><span style="font-weight: 400">, formatada pelo escritor </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Christopher_Vogler"><i><span style="font-weight: 400">Christopher Vogler</span></i></a><span style="font-weight: 400">. Os 12 passos da estrutura são explorados um por um.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  A receita que foi para a tela deu tão certo, que gerou vários filmes posteriores. Pela sua importância a nível mundial, </span><i><span style="font-weight: 400">Sylvester </span></i><span style="font-weight: 400">se tornou referência direta da franquia que perpassou gerações. Isso se deve não somente ao seu status como ator, mas também sua paternidade para com as obras. Sua luta pessoal fez com que criasse algo extremamente relevante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Desse modo, observamos em </span><i><span style="font-weight: 400">Creed</span></i><span style="font-weight: 400">, a sequência de uma ideologia com trabalhos iniciados em 1976. A linha da </span><i><span style="font-weight: 400">Jornada do Herói</span></i><span style="font-weight: 400"> é praticamente a mesma no modo como o protagonista enfrenta seus desafios pela vida. Ele leva pancadas, mas as forças se regeneram e o tornam mais forte.</span></p>
<h2>Falando do filme</h2>
<p><span style="font-weight: 400">  O ponto alto de </span><i><span style="font-weight: 400">Creed</span></i><span style="font-weight: 400"> é visto pelo espetáculo da montagem feita com a câmera em parceria com a trilha sonora. Em se tratando de um longa feito 40 anos depois do primeiro da saga, é perceptível a utilização massiva da tecnologia fornecida no momento da realização. O elenco tem uma química sensacional e cria empatia descomunal com o espectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  </span><i><span style="font-weight: 400">Creed: Nascido para lutar</span></i><span style="font-weight: 400"> é importante, pois trata de histórias palpáveis e personagens reais. O criador viveu sua luta e converteu isso em filme. Esse é um dos exemplos mais marcantes que comprovam a força do cinema na vida das pessoas!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><i><span style="font-weight: 400">Por</span></i></p>
<p style="text-align: right"><i><span style="font-weight: 400">     Juliano Ferreira </span></i><span style="font-weight: 400">         </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">   </span></p>
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		<title>O que faz um roteirista cinematográfico?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 19:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> O processo cinematográfico é uma mecânica que funciona devido a ligação de muitas engrenagens. Uma delas é o roteiro e aqui vamos entender o que faz um roteirista, analisando seus tópicos estruturais. &#160; A preparação de quem escreve   A fase mais lembrada dos roteiros de cinema é aquela que envolve cenas e diálogos dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400"> O processo cinematográfico é uma mecânica que funciona devido a ligação de muitas engrenagens. Uma delas é o roteiro e aqui vamos entender o que faz um roteirista, analisando seus tópicos estruturais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">A preparação de quem escreve</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  A fase mais lembrada dos roteiros de cinema é aquela que envolve cenas e diálogos dos personagens espalhados entre as páginas que servem de guia durante as ações executadas no Set de Filmagem. Essa é uma pequena parcela dos recursos que são utilizados anteriormente para dar origem ao que observamos em tela posteriormente. Os recursos mais comuns são <em>Logline</em>, <em>Storyline</em>, <em>Sinopse</em>, <em>Argumento</em> e <em>Escaleta</em>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Logline</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  A grosso modo, ela é um resumo de uma ou duas linhas, sobre a ideia da história. Em geral, quando realizadores inscrevem filmes em festivais e programas para captação de recursos, esse elemento é fundamental no projeto que é enviado aos avaliadores, pois eles recebem inúmeros trabalhos para analisar e a <em>Logline</em> dá uma noção rápida sobre a ideia do produto.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Storyline</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Muitas vezes confundida com a Logline, a Storyline apresenta uma peculiaridade. Enquanto a Logline passa a ideia ou premissa em até duas linhas, a Storyline, além de fazer isso, traz o enredo dividido nos três atos tradicionais da convenção clássico-narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Essa parte tem um formato com cinco a seis linhas para a sua função, onde as duas primeiras linhas são para resumir o começo (Primeiro Ato), as duas linhas centrais destinam-se ao resumo do desenvolvimento (Segundo Ato) e as linhas finais ficam responsáveis pela conclusão (Terceiro Ato). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Lembrando que a Storyline serve mais para deixar claro os pontos de virada da história, então não apresenta tanta descrição quanto em outras etapas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Sinopse</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Nesse momento, você vai escrever um resumo da sua obra. A versão  do enredo apresentada na <em>Storyline</em>, agora vai ser um pouco mais desenvolvida. O passo da sinopse é importante principalmente para entrar em festivais, pois, assim como a <em>Logline</em>, também diz bastante do que você quer contar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Nela você coloca alguns elementos que julga importante outras pessoas saberem, como por exemplo, ações chaves que direcionam o caminho objetivado, mas sem desenvolvimento extenso.  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Argumento</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  É o texto onde as descrições de personagens e situações devem estar bem colocadas. Depois do <em>Script</em> (Roteiro final), o Argumento é a parte mais longa do processo. A história é contada de forma integral, visando transmitir os mínimos detalhes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  É comum os roteiristas inserir falas e dar um panorama sobre objetos e ambientação. Uma característica marcante da etapa, é a escrita se fazer no modo “presente” o tempo todo, dando a sensação que o enredo acontece no agora, mesmo que trate de ocasiões passadas ou futuras. Ex.: <em>Juliano anda na calçada e vê Maria pela vitrine da loja de roupas</em>. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Escaleta</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  É basicamente o Argumento dividido em cenas, já buscando a preparação para iniciar o Roteiro Final. As cenas são introduzidas de forma sequencial e geralmente em posição vertical. Não é usual, mas há roteiristas que colocam falas dos personagens nessa fase, com o intuito de buscar algo mais concreto no próximo passo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">O Roteiro (Script)</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Chegamos a parte dita como derradeira. O Roteiro é o conjunto da obra e agora vamos para a parte mais técnica, porque com a história concretizada, o filme pode ser produzido com as demandas necessárias. ,</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Storyboard</strong></h2>
<p>Uma ferramenta mais usada por <a href="https://www.tecnoveste.com.br/o-que-faz-um-diretor-de-cinema/"><em>diretores</em>,</a> vários roteiristas se valem do <em>Storyboard</em> para desenhar em pequenos quadrose ter  noção espacial do que vai ser enquadrado pela câmera nas cenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Artifícios do Roteirista</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">  Cada roteirista tem seus métodos de trabalho e por isso, quando estão produzindo seu projeto, tem o costume de variar a ordem das etapas assinaladas acima. Muitas vezes eliminam alguns processos, mas todos eles tem o objetivo de entregar a história de um filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">  Escrever é um trabalho árduo e demanda muito estudo e dedicação. Você pode escrever de forma não convencional, mas assim como um bom roteirista, ter empenho leva pessoas à lugares que transcendem a realidade e a ficção.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em><span style="font-weight: 400">Por</span></em></p>
<p style="text-align: right"><em><span style="font-weight: 400">Juliano Ferreira </span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">  </span></p>
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		<title>O que é a Jornada do Herói?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2020 19:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[TV, Lives, Youtube e Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Vogler]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Herói mitológico]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada do herói]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Campbell]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Roteirista]]></category>
		<category><![CDATA[Roteiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São incontáveis os recursos nos quais os roteiristas se apoiam para desenvolver suas narrativas. Alguns se destacam como carros chefes e no meio desse grupo está a Jornada do Herói. Vamos entendê-la! O cinema tem o potencial de fundir o que melhor se constrói nas outras artes. O processo de relação com a literatura se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">São incontáveis os recursos nos quais os roteiristas se apoiam para desenvolver suas narrativas. Alguns se destacam como carros chefes e no meio desse grupo está a Jornada do Herói. Vamos entendê-la!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O cinema tem o potencial de fundir o que melhor se constrói nas outras artes. O processo de relação com a literatura se torna intenso, no que diz respeito à fomentação de um roteiro. Temos grandes influenciadores que colaboraram bastante com a evolução e entendimento da escrita cinematográfica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><em>Joseph Campbell</em>, um professor universitário e mitologista do século 20, percebeu as semelhanças presentes em praticamente todas as histórias que tratavam de temas míticos e fantasiosos. Ele se aprofundou no estudo de que se “dissecarmos” os enredos dos livros, encontraremos um padrão que liga o protagonista (herói) às etapas de provações experienciadas pelo mesmo. Formalizando os resultados de sua pesquisa, Campbell relatou a utilização de 12 etapas na “Jornada do herói mitológico”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">1. O mundo comum</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Fase em que conhecemos o ambiente inicial, geralmente para entender o cotidiano do nosso personagem. São estabelecidas algumas características que serão exploradas nos passos seguintes.</span></p>
<h2></h2>
<h2><span style="font-weight: 400">2. </span><span style="font-weight: 400">Chamado à aventura</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Surge o primeiro contato com algo que sai do cotidiano. É um convite da situação que precisa da atenção do nosso protagonista.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">3. Recusa do chamado</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O medo de deixar sua vida cotidiana e entrar em novo desafio, faz com que o herói recuse o chamado.</span></p>
<h2></h2>
<h2><span style="font-weight: 400">4. Encontro com o mentor</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O mentor pode ter várias representações física e espiritual. Ele tem a função de treinar e guiar o protagonista até certo ponto da narrativa. O encontro geralmente é um tanto quanto conturbado, já que toma um tempo até o herói aceitar os métodos de seus ensinamentos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">5. Travessia no primeiro limiar</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Limiar significa fronteira, limite. Esse momento marca o primeiro ponto de virada da história, quer dizer que dali para frente a narrativa vai decolar, pois os objetivos estão tomando o caminho da concretude.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">6. Testes, aliados e inimigos</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Essa fase, talvez seja a que mais se repita durante o processo narrativo, pois aborda os desafios variados que estarão no caminho do herói. Isso faz com que ele se fortaleça na trilha.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">7. Aproximação da caverna oculta</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">A sétima etapa sinaliza o segundo ponto de virada do conto. Após enfrente um caminhada intensa, repleta de contratempos, chegamos ao objeto da busca. Toda a preparação entre herói e mentor foi para este momento, onde se situa o perigo supremo a ser batido.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">8. A provação suprema</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400"> É o momento em que o protagonista encara a situação de morte ou quase morte, ressurgindo (metaforicamente ou literalmente) em seguida, portando equilíbrio e força maior. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">9. Recompensa</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Após ganhar a batalha travada com seu maior desafio, até então, o herói se apossa do seu objetivo interessado desde o início de sua caminhada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">10. Caminho de volta</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O terceiro ato começa nessa fase. O herói ainda está no ambiente da aventura, decidindo retornar ao mundo comum, mas seus inimigos tornam essa volta bem complicada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">11. Ressureição</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Trazendo uma intensidade maior que a fase 8 (A provação suprema), a décima primeira vai encorpar ainda mais nosso herói, pois o perigo maior será combatido e para além disso, teremos mudanças definitivas na personalidade do protagonista, advindas de sua vivência no mundo da aventura. O procedimento vai culminar no renascimento do indivíduo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">12. Retorno com o Elixir</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">É a etapa derradeira da jornada. Nela é conquistado o que era necessário para o protagonista amadurecer com êxito e fazer a diferença no mundo comum ao qual pertence. Seu retorno é o ponto alto.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">A jornada no cinema</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Os passos listados acima podem ter variações de acordo com a necessidade do roteirista. No cinema é utilizada a adaptação dessa estrutura feita pelo escritor Christopher Vogler, que escreveu o livro envolvendo a mesma temática “</span><a href="https://www.amazon.com.br/jornada-escritor-Estrutura-m%C3%ADtica-escritores/dp/8576572176/ref=asc_df_8576572176/?tag=googleshopp00-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379804959011&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=6164104995559160925&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=c&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=1031969&amp;hvtargid=pla-396355446931&amp;psc=1"><i><span style="font-weight: 400">A jornada do escritor: Estrutura Mítica para Escritores</span></i></a><span style="font-weight: 400">”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em><span style="font-weight: 400"> </span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">   </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">     </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">   </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">    </span></p>
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		<title>Clichê no cinema: Ajuda ou atrapalha?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2020 19:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes, Cinema & Séries]]></category>
		<category><![CDATA[TV, Lives, Youtube e Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Antoine Lavoisier]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[Clichê no cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Buñuel]]></category>
		<category><![CDATA[Nada se cria]]></category>
		<category><![CDATA[Roteirista]]></category>
		<category><![CDATA[Roteiro]]></category>
		<category><![CDATA[Roteiro clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>
		<category><![CDATA[tudo de copia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” &#8211; Antoine Lavoisier &#8211; &#160; Um roteirista no cinema, para construir seu roteiro, acaba recorrendo a métodos que constroem seu padrão de escrita, um deles é o &#8220;clichê&#8221;, que vamos entender agora se ajuda ou atrapalha! &#160; A fórmula clichê Original do Francês, sendo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right"><em><span style="font-weight: 400">“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”</span></em></p>
<p style="text-align: right"><em><span style="font-weight: 400">&#8211; Antoine Lavoisier &#8211;</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">Um roteirista no cinema, para construir seu roteiro, acaba recorrendo a métodos que constroem seu padrão de escrita, um deles é o <em>&#8220;clichê&#8221;</em>, que vamos entender agora se ajuda ou atrapalha!</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">A fórmula clichê</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Original do Francês, sendo escrito como </span><i><span style="font-weight: 400">cliché</span></i><span style="font-weight: 400">, tem no seu significado primário, a utilização de uma matriz feita de metal, destinada à fabricação de imagens e textos. Estes, vindo de conjuntos em repetição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">As artes tem inúmeros conteúdos já produzidos, e querendo ou não, muitos são inspirados em antecedentes. É como dizia o renomado cientista, Lavoisier: <em>&#8220;Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma&#8221;</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O cinema incorporou esta frase com maestria, à medida que grandes nomes desenvolveram fórmulas sobre expressões avulsas, que até então, não tinham sido imaginadas em conexão. Um forte exemplo, é o advento das obras de <em>Charlie Chaplin</em>, reunindo elementos do teatro de variedades, mais especificamente as pantomimas (gestos corporais) à situações de enquadramento em câmera. A reunião feita por ele, juntamente à cineastas do início do século 20, serviu de espelho para estabelecer convenções na indústria do gênero nomeado, comédia pastelão. Esse modelo é replicado até os dias atuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os clichês estão sempre relacionados com gêneros de comédia, ação, aventura, romance, drama, terror e suspense, cada tipo em seu segmento. Eles servem para criar o que chamamos de <em>&#8220;identidade por reconhecimento&#8221;</em>. Ela implica em fazer com que o espectador saiba o tipo de obra a qual está acompanhando. Essa identidade entra inicialmente no roteiro, quando para criar uma situação, o escritor busca algo cravado em memória para estabelecer uma relação mais íntima com quem assiste. Um grande exemplo é quando um casal briga em um filme de romance, passam um período distantes e no último ato, eles se reconciliam em local público, perante a imensa quantidade de pessoas que ficam de plateia os observando. Aposto que com esse exemplo, você deve ter lembrado de inúmeras obras que fazem exatamente isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os clichês sempre geraram polêmica e divergências de opiniões para quem produz e recebe o conteúdo. A verdade é que a fórmula se torna um facilitador e se desvencilhar dela, é sinônimo de entrar em campo novo, assumindo riscos. Há realizadores que utilizam da fórmula por anos e dão super certo, como é o caso do </span><a href="https://fromdirectorstevenspielberg.com/"><span style="font-weight: 400"><em>Steven Spielberg</em></span></a><span style="font-weight: 400">, e há os que fogem da curva e também são bem sucedidos, como o </span><a href="http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-193/"><span style="font-weight: 400"><em>Luis Buñuel</em></span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400">Jogando com o clichê</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O cinema contemporâneo passou por diversas adaptações e os públicos se diversificaram bastante. Com salto amplo no modo de fazer cinema, os roteiros foram entrando em harmonia com o fluxo recente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Hoje, a gama de filmes que ironizam e questionam os clichês é enorme. A comédia tomou a liberdade de brincar com os roteiros clássicos. Títulos como <em>&#8220;Todo mundo em Pânico&#8221;</em> ganharam espaço e trouxeram de forma leve, todas as características e exageros de filmes de terror. Em seguida, o mercado viu o potencial nos filmes de suspense e terror que entraram na possibilidade de abordar temas atuais, sem fixar na ideia de construção estabelecida no século passado, fortalecendo gêneros com pegada de terror psicológico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Interpretar e brincar com os clichês, se tornou um hábito na indústria cinematográfica. Passando por altos e baixos, o processo cinematográfico fixou marcas registradas, sendo uma delas o clichê. O ponto é que eles já estão inclusos em tópicos para fomentar roteiros. São recursos e podem ser inseridos no repertório de quem cria conteúdo. Se ajudam ou atrapalham, o que vai definir isso, é o que vem antes dos créditos finais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right">
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400">      </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">   </span></p>
<p>O post <a href="https://www.tecnoveste.com.br/cliche-no-cinema-ajuda-ou-atrapalha/">Clichê no cinema: Ajuda ou atrapalha?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tecnoveste.com.br">Tecnoveste</a>.</p>
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