Sendo uma das funções mais notadas e reportadas na Sétima Arte, o Diretor de cinema ganha visibilidade e vamos falar sobre o que ele faz.
Os tipos de Diretor
Estamos acostumados a conhecer mais o estilo Hollywoodiano clássico de direção, onde o encarregado da função, fica basicamente com os horários de trabalho restringidos ao Set de filmagem, sem nem mesmo, colaborar no desenvolvimento do roteiro que vai ser transposto para a tela.
A verdade é que existem inúmeros tipos de especialistas na área que usam seus diversos artifícios para a realização dos curtas, médias e longas metragem. Hoje podemos identificar essa variedade nos produtos audiovisuais com os quais lidamos em nosso dia a dia. O alcance do cinema no mundo possibilitou um mercado mais versátil, conversando com muitos públicos e isso abriu o leque de profissionais diferenciados. Dentre os tipos de Diretor, podemos falar do clássico, do autor, do produtor e do artista.
O clássico, como o nome diz, está ligado à estrutura clássica de setorização dos cargos, então você vai ter o roteirista que escreve a história e nem aparece no Set. O Produtor que fica responsável por fazer o programa acontecer até o final liberando verba, contratando pessoal, olhando locações, etc. O Diretor de Arte, que olha toda a cenografia e maquiagem. O Engenheiro de Som, captando e armazenando os sons vocais e ambiente. O Diretor de fotografia, responsável pela captação das imagens do filme. Os atores/atrizes que se preparam com o roteiro e se apresentam em cena. E por fim o Diretor, que aparece no Set, Para dirigir a cena com o suporte da equipe presente, sem muita cerimônia.
O autor é aquele que está envolvido no processo de escrita também e é frequente aparecer nos créditos o seu nome como roteirista ou co-roteirista. Sozinho ou com um parceiro ele desenvolve a escaleta das cenas, monta o storyboard e até mesmo conversa uma negociação de verba com produtores, até aqui percebemos uma liberdade maior do que a presente no Clássico. É comum que esse tipo de Diretor fique reconhecido por marcas registradas (Ex.: Zack snyder ficou conhecido por sempre utilizar cores frias e cenas mais escuras em tom mais cinza.) No Set a logistica de trabalho se assemelha ao modo Clássico, porém, com os diálogos aparecendo em maior escala.
O Diretor Produtor entra com um investimento financeiro, buscando retorno na bilheteria. Ele pode ficar no modo Clássico, Autor ou os dois juntos, tudo depende do tipo que a realização vai demandar. Geralmente o Diretor que se envolve como Produtor, é alguém bem famoso e seu nome acaba sendo bem aproveitado para atrair os espectadores às salas de cinema.
O Artista é muito parecido com o Autor, porém, sua essência está no fato de que além de DIretor, ele também é ator e tem experiência em vários setores do Set, como a Direção de Arte, por exemplo. Ele tem a capacidade de criar empatia com seu elenco e até mesmo modificar estruturas iniciais da ideia na história, com o intuito de torná-la mais orgânica e confortável para o restante da equipe. Uma personalidade famosa que marcou o cinema com essas características, foi o Chaplin, que veio do teatro de Pantomimas e Dirigia seus filmes de forma magistral.
A cultura da Direção no Brasil
No Brasil, é mais comum no cinema de massa, a entrada do Diretor Clássico, mas a maior parte do que é produzido, integra o Cinema Independente, e nele os Diretores Autores e Artistas fazem a festa. Como citei em outros textos, nossa cultura não permite muitos luxos na hora de produzir audiovisual, então acontece de uma pessoa se desdobrar em várias funções.
Por
Juliano Ferreira
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